DLSS 5: a nova tecnologia da NVIDIA pode mudar os gráficos dos jogos para sempre?
Placas de Vídeo - NVIDIA RTX série 50 com suporte para DLSS 5.0 - Premium - Alto Desempenho em 4k
ASUS RTX 5090 Tuf Gaming Oc 32gb
O que é o NVIDIA DLSS 5?
O DLSS começou sua história principalmente como uma tecnologia de reconstrução de imagem. A ideia básica era permitir que a placa de vídeo renderizasse o jogo utilizando uma resolução interna menor e reconstruísse a imagem final com inteligência artificial. Ao longo das gerações, a NVIDIA adicionou recursos como Frame Generation, Multi Frame Generation e modelos de IA cada vez mais sofisticados. O DLSS 5 dá outro passo. A NVIDIA apresentou a tecnologia durante a GTC 2026 como um novo modelo de renderização neural em tempo real capaz de trabalhar diretamente com iluminação e materiais para aumentar o realismo das cenas. Na prática, não estamos falando apenas de deixar uma imagem que já existe mais nítida. O sistema consegue interpretar informações da própria cena e utilizar inteligência artificial para modificar a maneira como determinados elementos são apresentados. Isso inclui características como:- iluminação indireta;
- sombras de contato;
- aparência da pele;
- cabelos;
- tecidos;
- reflexos;
- rugosidade dos materiais;
- pequenos detalhes de objetos e superfícies.
O DLSS 5 não é simplesmente um novo upscaling
Essa talvez seja a diferença mais importante para entender a tecnologia. Quando ativamos uma tecnologia tradicional de upscaling, esperamos principalmente uma alteração na qualidade e definição da imagem. Com o DLSS 5, determinadas cenas podem efetivamente adquirir outra aparência. A iluminação pode parecer mais natural. A pele de um personagem pode apresentar mais profundidade. Tecidos podem reagir de maneira diferente à luz. Cabelos, olhos e pequenos detalhes podem adquirir características que não estavam sendo representadas daquela maneira pela renderização tradicional. É por isso que algumas comparações do DLSS 5 chamam tanta atenção mesmo quando observadas rapidamente. Não estamos procurando pequenas diferenças em uma imagem ampliada em 400%. Em determinados casos, a mudança é evidente.GTA V com DLSS 5 mostra o potencial da tecnologia
Um dos exemplos que mais chamou nossa atenção foi GTA V. Estamos falando de um jogo lançado originalmente há mais de uma década e que, apesar das diversas atualizações e melhorias recebidas ao longo dos anos, inevitavelmente carrega elementos visuais de outra geração. É justamente por isso que os experimentos com DLSS 5 são tão interessantes. Em implementações experimentais que começaram a circular, podemos observar mudanças significativas principalmente na iluminação, nos materiais e na aparência dos personagens. Rostos recebem mais detalhes de iluminação e sombreamento. A pele ganha uma aparência diferente. Roupas reagem melhor à iluminação e determinados ambientes passam a apresentar uma sensação muito mais próxima de uma fotografia ou produção cinematográfica. Em alguns momentos, é difícil acreditar que a base continua sendo GTA V. E isso demonstra uma característica potencialmente revolucionária do DLSS 5: a inteligência artificial pode ajudar jogos antigos a envelhecerem de uma maneira completamente diferente. Não significa que qualquer jogo antigo automaticamente passará a parecer um lançamento de última geração. A qualidade dos modelos, animações, geometria, texturas e direção artística original continua sendo extremamente importante. Mas GTA V é uma demonstração interessante de quanto a apresentação visual pode mudar sem reconstruir o jogo inteiro do zero.Mas existe um detalhe importante: GTA V não possui suporte oficial ao DLSS 5
Aqui precisamos separar demonstração tecnológica de implementação oficial. Os testes recentes que circulam com GTA V, Cyberpunk 2077, Skyrim, Control e diversos outros jogos foram realizados através de métodos não oficiais. Uma biblioteca relacionada à renderização neural do DLSS 5 apareceu antecipadamente nos arquivos de NBA 2K27 e rapidamente começou a ser utilizada pela comunidade de modders. Ferramentas como RenoDX passaram então a permitir experimentos com a tecnologia em jogos que não foram preparados oficialmente para ela. Portanto, os resultados atuais não representam necessariamente aquilo que veremos quando desenvolvedores implementarem o DLSS 5 diretamente em seus jogos. Existem problemas de desempenho, inconsistências visuais e situações em que a inteligência artificial modifica excessivamente a aparência original dos personagens. Isso precisa ficar muito claro antes de utilizarmos esses testes para julgar definitivamente a tecnologia.DLSS 5 pode deixar os personagens mais realistas, mas existe uma discussão importante
Existe outro lado dessa evolução que não podemos ignorar. Se a inteligência artificial consegue interpretar pele, cabelo, iluminação e materiais, até onde ela pode alterar aquilo que o artista originalmente criou? Alguns dos primeiros exemplos do DLSS 5 impressionaram justamente pelo realismo dos personagens. Outros receberam críticas porque determinados rostos pareciam diferentes demais da criação original. Essa discussão é importante. Um personagem não precisa necessariamente parecer uma pessoa real para possuir bons gráficos. Jogos também possuem estilos artísticos próprios, e transformar indiscriminadamente tudo em algo fotorrealista poderia prejudicar justamente essa identidade. A NVIDIA afirma que os desenvolvedores terão controle sobre a aplicação e intensidade desses recursos. Isso provavelmente será fundamental para o sucesso do DLSS 5. A melhor utilização da tecnologia talvez não seja transformar todos os jogos em filmes, mas permitir que cada desenvolvedor escolha onde a renderização neural realmente melhora sua direção artística.Forza Horizon 6 mostra como essa ideia pode funcionar muito bem
Jogos de corrida são um cenário particularmente interessante para tecnologias que trabalham com iluminação e materiais. Carrocerias, vidros, asfalto, vegetação, água, céu e reflexos possuem características que se beneficiam enormemente de uma iluminação mais realista. Forza Horizon 6 já é um jogo visualmente impressionante, mas experimentos recentes utilizando a implementação não oficial do DLSS 5 mostram um resultado que, em determinadas cenas, se aproxima ainda mais de uma filmagem. É aquele tipo de imagem em que precisamos observar por alguns segundos para perceber que estamos olhando para um jogo. Novamente, isso não significa suporte oficial ao DLSS 5. Forza Horizon 6 foi anunciado oficialmente com suporte ao DLSS 4 e ray tracing. Os experimentos com DLSS 5 que estão circulando atualmente são modificações realizadas pela comunidade. Mesmo assim, eles ajudam a demonstrar o potencial que a renderização neural pode ter em futuros jogos de corrida.E como seria GTA 6 utilizando DLSS 5?
Aqui entramos deliberadamente no campo da imaginação. Não estamos afirmando que GTA 6 terá DLSS 5, muito menos utilizando os experimentos atuais como confirmação de qualquer recurso futuro da Rockstar. Mas é difícil observar o que está acontecendo com GTA V sem imaginar o que uma implementação bem desenvolvida dessa tecnologia poderia fazer em GTA 6. GTA V possui uma base tecnológica criada há mais de uma década e, mesmo assim, alguns experimentos de renderização neural conseguem modificar profundamente sua apresentação. Agora imagine essa mesma ideia aplicada a uma cidade criada desde o início com uma quantidade muito maior de detalhes. Vice City poderia ser um cenário praticamente perfeito para esse tipo de tecnologia. Luzes de estabelecimentos refletindo nas ruas molhadas durante a noite, iluminação atravessando janelas, praias sob diferentes condições climáticas, interiores, veículos, vegetação tropical e milhares de materiais diferentes poderiam se beneficiar de uma reconstrução de iluminação mais sofisticada. Mas talvez a mudança mais impressionante estivesse justamente nas pessoas. GTA 6 apresenta uma quantidade enorme de personagens circulando pelas cidades e ambientes. Pele, cabelos, roupas, suor, reflexos e iluminação natural são justamente alguns dos elementos nos quais a renderização neural promete atuar. Se GTA V com mais de dez anos já consegue produzir resultados curiosamente realistas em experimentos não oficiais, imaginar uma tecnologia semelhante trabalhando sobre a base gráfica muito mais avançada de GTA 6 é fascinante. Talvez ainda estejamos alguns anos distantes de jogos serem constantemente confundidos com filmes. Mas essa distância parece estar diminuindo rapidamente.Existe um preço para toda essa qualidade gráfica
Até aqui falamos bastante sobre qualidade visual, mas precisamos falar de desempenho. Os primeiros experimentos mostram que o DLSS 5 pode ser extremamente pesado. Testes não oficiais realizados com a biblioteca atual apresentaram quedas expressivas na taxa de quadros. Isso não deveria ser utilizado para determinar o desempenho da versão final. Estamos falando de uma implementação antecipada, incompleta e sendo utilizada inclusive em jogos que nunca foram preparados para ela. Por outro lado, esses resultados deixam claro que renderização neural dessa complexidade não acontece gratuitamente. Será interessante observar como a NVIDIA equilibrará qualidade de imagem, consumo de VRAM e desempenho quando o DLSS 5 estiver efetivamente disponível em jogos comerciais.E as GeForce RTX 40?
Outro desenvolvimento recente tornou a situação ainda mais interessante. Inicialmente, tudo indicava que a implementação atual estava fortemente associada à arquitetura Blackwell das GeForce RTX 50. Entretanto, modders conseguiram modificar a biblioteca experimental para executá-la também em placas Ada Lovelace. Já existem demonstrações utilizando modelos como RTX 4080 e RTX 4090. Isso não significa que a NVIDIA tenha confirmado suporte oficial do DLSS 5 para toda a linha RTX 40. Também existe uma perda considerável de desempenho nos experimentos atuais. Porém, tecnicamente, descobrir que a renderização neural consegue funcionar em GPUs da geração anterior abre uma discussão interessante sobre até onde a compatibilidade poderá chegar. Por enquanto, recomendamos não comprar uma RTX 40 especificamente esperando suporte oficial ao DLSS 5. Essa decisão deve ser tomada considerando aquilo que a placa oferece oficialmente hoje.DLSS 5 torna as placas NVIDIA mais interessantes em 2026?
Quando recomendamos uma placa de vídeo, não devemos analisar apenas FPS. Preço, quantidade de VRAM, consumo, desempenho em rasterização e ray tracing continuam extremamente importantes. AMD e NVIDIA possuem modelos muito competitivos dependendo da faixa de preço. Porém, existe uma característica que vem ganhando cada vez mais importância: o ecossistema de tecnologias disponível junto com a GPU. A NVIDIA construiu ao longo dos últimos anos um conjunto bastante completo de recursos envolvendo DLSS Super Resolution, Frame Generation, Multi Frame Generation, Ray Reconstruction, Reflex e outras tecnologias. O DLSS 5 adiciona mais uma variável nessa escolha. Se a renderização neural realmente evoluir para aquilo que estamos observando nas primeiras demonstrações, possuir uma GeForce RTX compatível poderá representar não apenas mais FPS, mas também acesso a uma forma diferente de renderizar os próprios jogos. Isso aumenta o peso das tecnologias NVIDIA na hora de escolher uma GPU.Qual GeForce RTX escolher pensando nessas tecnologias?
Não recomendamos comprar uma placa apenas porque existe a promessa de uma tecnologia futura. Primeiro escolha uma GPU que entregue o desempenho necessário para os jogos que você pretende utilizar hoje. Depois considere DLSS e os demais recursos como parte do valor oferecido pelo produto. Dentro da linha atual da NVIDIA, podemos separar algumas categorias interessantes:- GeForce RTX 5050: alternativa de entrada para quem pretende jogar principalmente em Full HD e quer acesso ao ecossistema atual da NVIDIA gastando menos.
- GeForce RTX 5060: opção mais equilibrada para Full HD quando queremos mais margem de desempenho.
- GeForce RTX 5060 Ti: interessante para quem busca uma GPU intermediária mais forte, principalmente quando encontrada em uma configuração adequada de memória.
- GeForce RTX 5070: começa a fazer mais sentido para quem pretende jogar em resoluções maiores e utilizar recursos gráficos mais pesados.
- GeForce RTX 5070 Ti ou superiores: opções para computadores de alto desempenho, nos quais ray tracing, resoluções elevadas e tecnologias de renderização neural passam a ter ainda mais espaço.
Vale a pena comprar uma GeForce pensando no DLSS 5?
Consideramos o DLSS 5 um argumento a favor das GeForce, mas ainda não um motivo isolado para comprar uma placa. A tecnologia ainda está no início. Precisamos conhecer a compatibilidade definitiva, observar o desempenho da implementação final, descobrir quantos jogos realmente receberão suporte e principalmente avaliar se os desenvolvedores conseguirão utilizar a renderização neural sem descaracterizar a direção artística original. Existe também uma diferença enorme entre uma demonstração tecnológica impressionante e uma tecnologia utilizada diariamente por milhões de jogadores. Mas ignorar o DLSS 5 na escolha de uma placa também seria um erro. As GPUs estão deixando de ser avaliadas apenas pela quantidade de força bruta disponível para renderizar cada quadro. Reconstrução de imagem, geração de frames, ray tracing e agora renderização neural fazem cada vez mais parte do desempenho e da experiência final.Nossa opinião
O DLSS 5 é uma das tecnologias gráficas mais interessantes que vimos nos últimos anos justamente porque sua proposta vai além de simplesmente aumentar FPS. Os experimentos recentes com GTA V representam muito bem isso. Ver personagens, iluminação e ambientes de um jogo com mais de dez anos adquirirem uma aparência tão diferente mostra o tamanho do potencial da renderização neural. Forza Horizon 6 leva essa percepção para outro nível. Quando uma base gráfica extremamente moderna recebe iluminação e materiais ainda mais sofisticados, determinados momentos realmente começam a lembrar uma cena filmada. Ao mesmo tempo, os testes não oficiais também mostram os problemas: rostos podem ser modificados excessivamente, a identidade artística pode mudar e o impacto sobre o desempenho atualmente é grande. Por isso, ainda é cedo para declarar que estamos diante de uma revolução consolidada. Mas existe uma possibilidade bastante interessante surgindo. Se o DLSS 5 amadurecer, ganhar suporte amplo e conseguir entregar esse nível de transformação visual preservando a intenção dos desenvolvedores, a tecnologia poderá se tornar um dos maiores diferenciais das placas GeForce RTX. E quando pensamos em GTA 6 e nos jogos que serão desenvolvidos durante os próximos anos, fica ainda mais difícil não imaginar onde isso pode chegar. Hoje, continuamos escolhendo uma placa de vídeo principalmente pelo equilíbrio entre preço, desempenho, VRAM e os jogos que pretendemos rodar. Mas depois de observar o que a NVIDIA está fazendo com renderização neural, existe mais um item que começaremos a colocar nessa conta: não apenas quantos frames uma GPU consegue renderizar, mas até onde ela consegue transformar aquilo que estamos vendo na tela.INNO3D RTX 5090 X3 OC 32GB
O que é o NVIDIA DLSS 5?
O DLSS começou sua história principalmente como uma tecnologia de reconstrução de imagem. A ideia básica era permitir que a placa de vídeo renderizasse o jogo utilizando uma resolução interna menor e reconstruísse a imagem final com inteligência artificial. Ao longo das gerações, a NVIDIA adicionou recursos como Frame Generation, Multi Frame Generation e modelos de IA cada vez mais sofisticados. O DLSS 5 dá outro passo. A NVIDIA apresentou a tecnologia durante a GTC 2026 como um novo modelo de renderização neural em tempo real capaz de trabalhar diretamente com iluminação e materiais para aumentar o realismo das cenas. Na prática, não estamos falando apenas de deixar uma imagem que já existe mais nítida. O sistema consegue interpretar informações da própria cena e utilizar inteligência artificial para modificar a maneira como determinados elementos são apresentados. Isso inclui características como:- iluminação indireta;
- sombras de contato;
- aparência da pele;
- cabelos;
- tecidos;
- reflexos;
- rugosidade dos materiais;
- pequenos detalhes de objetos e superfícies.
O DLSS 5 não é simplesmente um novo upscaling
Essa talvez seja a diferença mais importante para entender a tecnologia. Quando ativamos uma tecnologia tradicional de upscaling, esperamos principalmente uma alteração na qualidade e definição da imagem. Com o DLSS 5, determinadas cenas podem efetivamente adquirir outra aparência. A iluminação pode parecer mais natural. A pele de um personagem pode apresentar mais profundidade. Tecidos podem reagir de maneira diferente à luz. Cabelos, olhos e pequenos detalhes podem adquirir características que não estavam sendo representadas daquela maneira pela renderização tradicional. É por isso que algumas comparações do DLSS 5 chamam tanta atenção mesmo quando observadas rapidamente. Não estamos procurando pequenas diferenças em uma imagem ampliada em 400%. Em determinados casos, a mudança é evidente.GTA V com DLSS 5 mostra o potencial da tecnologia
Um dos exemplos que mais chamou nossa atenção foi GTA V. Estamos falando de um jogo lançado originalmente há mais de uma década e que, apesar das diversas atualizações e melhorias recebidas ao longo dos anos, inevitavelmente carrega elementos visuais de outra geração. É justamente por isso que os experimentos com DLSS 5 são tão interessantes. Em implementações experimentais que começaram a circular, podemos observar mudanças significativas principalmente na iluminação, nos materiais e na aparência dos personagens. Rostos recebem mais detalhes de iluminação e sombreamento. A pele ganha uma aparência diferente. Roupas reagem melhor à iluminação e determinados ambientes passam a apresentar uma sensação muito mais próxima de uma fotografia ou produção cinematográfica. Em alguns momentos, é difícil acreditar que a base continua sendo GTA V. E isso demonstra uma característica potencialmente revolucionária do DLSS 5: a inteligência artificial pode ajudar jogos antigos a envelhecerem de uma maneira completamente diferente. Não significa que qualquer jogo antigo automaticamente passará a parecer um lançamento de última geração. A qualidade dos modelos, animações, geometria, texturas e direção artística original continua sendo extremamente importante. Mas GTA V é uma demonstração interessante de quanto a apresentação visual pode mudar sem reconstruir o jogo inteiro do zero.Mas existe um detalhe importante: GTA V não possui suporte oficial ao DLSS 5
Aqui precisamos separar demonstração tecnológica de implementação oficial. Os testes recentes que circulam com GTA V, Cyberpunk 2077, Skyrim, Control e diversos outros jogos foram realizados através de métodos não oficiais. Uma biblioteca relacionada à renderização neural do DLSS 5 apareceu antecipadamente nos arquivos de NBA 2K27 e rapidamente começou a ser utilizada pela comunidade de modders. Ferramentas como RenoDX passaram então a permitir experimentos com a tecnologia em jogos que não foram preparados oficialmente para ela. Portanto, os resultados atuais não representam necessariamente aquilo que veremos quando desenvolvedores implementarem o DLSS 5 diretamente em seus jogos. Existem problemas de desempenho, inconsistências visuais e situações em que a inteligência artificial modifica excessivamente a aparência original dos personagens. Isso precisa ficar muito claro antes de utilizarmos esses testes para julgar definitivamente a tecnologia.DLSS 5 pode deixar os personagens mais realistas, mas existe uma discussão importante
Existe outro lado dessa evolução que não podemos ignorar. Se a inteligência artificial consegue interpretar pele, cabelo, iluminação e materiais, até onde ela pode alterar aquilo que o artista originalmente criou? Alguns dos primeiros exemplos do DLSS 5 impressionaram justamente pelo realismo dos personagens. Outros receberam críticas porque determinados rostos pareciam diferentes demais da criação original. Essa discussão é importante. Um personagem não precisa necessariamente parecer uma pessoa real para possuir bons gráficos. Jogos também possuem estilos artísticos próprios, e transformar indiscriminadamente tudo em algo fotorrealista poderia prejudicar justamente essa identidade. A NVIDIA afirma que os desenvolvedores terão controle sobre a aplicação e intensidade desses recursos. Isso provavelmente será fundamental para o sucesso do DLSS 5. A melhor utilização da tecnologia talvez não seja transformar todos os jogos em filmes, mas permitir que cada desenvolvedor escolha onde a renderização neural realmente melhora sua direção artística.Forza Horizon 6 mostra como essa ideia pode funcionar muito bem
Jogos de corrida são um cenário particularmente interessante para tecnologias que trabalham com iluminação e materiais. Carrocerias, vidros, asfalto, vegetação, água, céu e reflexos possuem características que se beneficiam enormemente de uma iluminação mais realista. Forza Horizon 6 já é um jogo visualmente impressionante, mas experimentos recentes utilizando a implementação não oficial do DLSS 5 mostram um resultado que, em determinadas cenas, se aproxima ainda mais de uma filmagem. É aquele tipo de imagem em que precisamos observar por alguns segundos para perceber que estamos olhando para um jogo. Novamente, isso não significa suporte oficial ao DLSS 5. Forza Horizon 6 foi anunciado oficialmente com suporte ao DLSS 4 e ray tracing. Os experimentos com DLSS 5 que estão circulando atualmente são modificações realizadas pela comunidade. Mesmo assim, eles ajudam a demonstrar o potencial que a renderização neural pode ter em futuros jogos de corrida.E como seria GTA 6 utilizando DLSS 5?
Aqui entramos deliberadamente no campo da imaginação. Não estamos afirmando que GTA 6 terá DLSS 5, muito menos utilizando os experimentos atuais como confirmação de qualquer recurso futuro da Rockstar. Mas é difícil observar o que está acontecendo com GTA V sem imaginar o que uma implementação bem desenvolvida dessa tecnologia poderia fazer em GTA 6. GTA V possui uma base tecnológica criada há mais de uma década e, mesmo assim, alguns experimentos de renderização neural conseguem modificar profundamente sua apresentação. Agora imagine essa mesma ideia aplicada a uma cidade criada desde o início com uma quantidade muito maior de detalhes. Vice City poderia ser um cenário praticamente perfeito para esse tipo de tecnologia. Luzes de estabelecimentos refletindo nas ruas molhadas durante a noite, iluminação atravessando janelas, praias sob diferentes condições climáticas, interiores, veículos, vegetação tropical e milhares de materiais diferentes poderiam se beneficiar de uma reconstrução de iluminação mais sofisticada. Mas talvez a mudança mais impressionante estivesse justamente nas pessoas. GTA 6 apresenta uma quantidade enorme de personagens circulando pelas cidades e ambientes. Pele, cabelos, roupas, suor, reflexos e iluminação natural são justamente alguns dos elementos nos quais a renderização neural promete atuar. Se GTA V com mais de dez anos já consegue produzir resultados curiosamente realistas em experimentos não oficiais, imaginar uma tecnologia semelhante trabalhando sobre a base gráfica muito mais avançada de GTA 6 é fascinante. Talvez ainda estejamos alguns anos distantes de jogos serem constantemente confundidos com filmes. Mas essa distância parece estar diminuindo rapidamente.Existe um preço para toda essa qualidade gráfica
Até aqui falamos bastante sobre qualidade visual, mas precisamos falar de desempenho. Os primeiros experimentos mostram que o DLSS 5 pode ser extremamente pesado. Testes não oficiais realizados com a biblioteca atual apresentaram quedas expressivas na taxa de quadros. Isso não deveria ser utilizado para determinar o desempenho da versão final. Estamos falando de uma implementação antecipada, incompleta e sendo utilizada inclusive em jogos que nunca foram preparados para ela. Por outro lado, esses resultados deixam claro que renderização neural dessa complexidade não acontece gratuitamente. Será interessante observar como a NVIDIA equilibrará qualidade de imagem, consumo de VRAM e desempenho quando o DLSS 5 estiver efetivamente disponível em jogos comerciais.E as GeForce RTX 40?
Outro desenvolvimento recente tornou a situação ainda mais interessante. Inicialmente, tudo indicava que a implementação atual estava fortemente associada à arquitetura Blackwell das GeForce RTX 50. Entretanto, modders conseguiram modificar a biblioteca experimental para executá-la também em placas Ada Lovelace. Já existem demonstrações utilizando modelos como RTX 4080 e RTX 4090. Isso não significa que a NVIDIA tenha confirmado suporte oficial do DLSS 5 para toda a linha RTX 40. Também existe uma perda considerável de desempenho nos experimentos atuais. Porém, tecnicamente, descobrir que a renderização neural consegue funcionar em GPUs da geração anterior abre uma discussão interessante sobre até onde a compatibilidade poderá chegar. Por enquanto, recomendamos não comprar uma RTX 40 especificamente esperando suporte oficial ao DLSS 5. Essa decisão deve ser tomada considerando aquilo que a placa oferece oficialmente hoje.DLSS 5 torna as placas NVIDIA mais interessantes em 2026?
Quando recomendamos uma placa de vídeo, não devemos analisar apenas FPS. Preço, quantidade de VRAM, consumo, desempenho em rasterização e ray tracing continuam extremamente importantes. AMD e NVIDIA possuem modelos muito competitivos dependendo da faixa de preço. Porém, existe uma característica que vem ganhando cada vez mais importância: o ecossistema de tecnologias disponível junto com a GPU. A NVIDIA construiu ao longo dos últimos anos um conjunto bastante completo de recursos envolvendo DLSS Super Resolution, Frame Generation, Multi Frame Generation, Ray Reconstruction, Reflex e outras tecnologias. O DLSS 5 adiciona mais uma variável nessa escolha. Se a renderização neural realmente evoluir para aquilo que estamos observando nas primeiras demonstrações, possuir uma GeForce RTX compatível poderá representar não apenas mais FPS, mas também acesso a uma forma diferente de renderizar os próprios jogos. Isso aumenta o peso das tecnologias NVIDIA na hora de escolher uma GPU.Qual GeForce RTX escolher pensando nessas tecnologias?
Não recomendamos comprar uma placa apenas porque existe a promessa de uma tecnologia futura. Primeiro escolha uma GPU que entregue o desempenho necessário para os jogos que você pretende utilizar hoje. Depois considere DLSS e os demais recursos como parte do valor oferecido pelo produto. Dentro da linha atual da NVIDIA, podemos separar algumas categorias interessantes:- GeForce RTX 5050: alternativa de entrada para quem pretende jogar principalmente em Full HD e quer acesso ao ecossistema atual da NVIDIA gastando menos.
- GeForce RTX 5060: opção mais equilibrada para Full HD quando queremos mais margem de desempenho.
- GeForce RTX 5060 Ti: interessante para quem busca uma GPU intermediária mais forte, principalmente quando encontrada em uma configuração adequada de memória.
- GeForce RTX 5070: começa a fazer mais sentido para quem pretende jogar em resoluções maiores e utilizar recursos gráficos mais pesados.
- GeForce RTX 5070 Ti ou superiores: opções para computadores de alto desempenho, nos quais ray tracing, resoluções elevadas e tecnologias de renderização neural passam a ter ainda mais espaço.
Vale a pena comprar uma GeForce pensando no DLSS 5?
Consideramos o DLSS 5 um argumento a favor das GeForce, mas ainda não um motivo isolado para comprar uma placa. A tecnologia ainda está no início. Precisamos conhecer a compatibilidade definitiva, observar o desempenho da implementação final, descobrir quantos jogos realmente receberão suporte e principalmente avaliar se os desenvolvedores conseguirão utilizar a renderização neural sem descaracterizar a direção artística original. Existe também uma diferença enorme entre uma demonstração tecnológica impressionante e uma tecnologia utilizada diariamente por milhões de jogadores. Mas ignorar o DLSS 5 na escolha de uma placa também seria um erro. As GPUs estão deixando de ser avaliadas apenas pela quantidade de força bruta disponível para renderizar cada quadro. Reconstrução de imagem, geração de frames, ray tracing e agora renderização neural fazem cada vez mais parte do desempenho e da experiência final.Nossa opinião
O DLSS 5 é uma das tecnologias gráficas mais interessantes que vimos nos últimos anos justamente porque sua proposta vai além de simplesmente aumentar FPS. Os experimentos recentes com GTA V representam muito bem isso. Ver personagens, iluminação e ambientes de um jogo com mais de dez anos adquirirem uma aparência tão diferente mostra o tamanho do potencial da renderização neural. Forza Horizon 6 leva essa percepção para outro nível. Quando uma base gráfica extremamente moderna recebe iluminação e materiais ainda mais sofisticados, determinados momentos realmente começam a lembrar uma cena filmada. Ao mesmo tempo, os testes não oficiais também mostram os problemas: rostos podem ser modificados excessivamente, a identidade artística pode mudar e o impacto sobre o desempenho atualmente é grande. Por isso, ainda é cedo para declarar que estamos diante de uma revolução consolidada. Mas existe uma possibilidade bastante interessante surgindo. Se o DLSS 5 amadurecer, ganhar suporte amplo e conseguir entregar esse nível de transformação visual preservando a intenção dos desenvolvedores, a tecnologia poderá se tornar um dos maiores diferenciais das placas GeForce RTX. E quando pensamos em GTA 6 e nos jogos que serão desenvolvidos durante os próximos anos, fica ainda mais difícil não imaginar onde isso pode chegar. Hoje, continuamos escolhendo uma placa de vídeo principalmente pelo equilíbrio entre preço, desempenho, VRAM e os jogos que pretendemos rodar. Mas depois de observar o que a NVIDIA está fazendo com renderização neural, existe mais um item que começaremos a colocar nessa conta: não apenas quantos frames uma GPU consegue renderizar, mas até onde ela consegue transformar aquilo que estamos vendo na tela.Gigabyte RTX 5080 Windforce 16gb
O que é o NVIDIA DLSS 5?
O DLSS começou sua história principalmente como uma tecnologia de reconstrução de imagem. A ideia básica era permitir que a placa de vídeo renderizasse o jogo utilizando uma resolução interna menor e reconstruísse a imagem final com inteligência artificial. Ao longo das gerações, a NVIDIA adicionou recursos como Frame Generation, Multi Frame Generation e modelos de IA cada vez mais sofisticados. O DLSS 5 dá outro passo. A NVIDIA apresentou a tecnologia durante a GTC 2026 como um novo modelo de renderização neural em tempo real capaz de trabalhar diretamente com iluminação e materiais para aumentar o realismo das cenas. Na prática, não estamos falando apenas de deixar uma imagem que já existe mais nítida. O sistema consegue interpretar informações da própria cena e utilizar inteligência artificial para modificar a maneira como determinados elementos são apresentados. Isso inclui características como:- iluminação indireta;
- sombras de contato;
- aparência da pele;
- cabelos;
- tecidos;
- reflexos;
- rugosidade dos materiais;
- pequenos detalhes de objetos e superfícies.
O DLSS 5 não é simplesmente um novo upscaling
Essa talvez seja a diferença mais importante para entender a tecnologia. Quando ativamos uma tecnologia tradicional de upscaling, esperamos principalmente uma alteração na qualidade e definição da imagem. Com o DLSS 5, determinadas cenas podem efetivamente adquirir outra aparência. A iluminação pode parecer mais natural. A pele de um personagem pode apresentar mais profundidade. Tecidos podem reagir de maneira diferente à luz. Cabelos, olhos e pequenos detalhes podem adquirir características que não estavam sendo representadas daquela maneira pela renderização tradicional. É por isso que algumas comparações do DLSS 5 chamam tanta atenção mesmo quando observadas rapidamente. Não estamos procurando pequenas diferenças em uma imagem ampliada em 400%. Em determinados casos, a mudança é evidente.GTA V com DLSS 5 mostra o potencial da tecnologia
Um dos exemplos que mais chamou nossa atenção foi GTA V. Estamos falando de um jogo lançado originalmente há mais de uma década e que, apesar das diversas atualizações e melhorias recebidas ao longo dos anos, inevitavelmente carrega elementos visuais de outra geração. É justamente por isso que os experimentos com DLSS 5 são tão interessantes. Em implementações experimentais que começaram a circular, podemos observar mudanças significativas principalmente na iluminação, nos materiais e na aparência dos personagens. Rostos recebem mais detalhes de iluminação e sombreamento. A pele ganha uma aparência diferente. Roupas reagem melhor à iluminação e determinados ambientes passam a apresentar uma sensação muito mais próxima de uma fotografia ou produção cinematográfica. Em alguns momentos, é difícil acreditar que a base continua sendo GTA V. E isso demonstra uma característica potencialmente revolucionária do DLSS 5: a inteligência artificial pode ajudar jogos antigos a envelhecerem de uma maneira completamente diferente. Não significa que qualquer jogo antigo automaticamente passará a parecer um lançamento de última geração. A qualidade dos modelos, animações, geometria, texturas e direção artística original continua sendo extremamente importante. Mas GTA V é uma demonstração interessante de quanto a apresentação visual pode mudar sem reconstruir o jogo inteiro do zero.Mas existe um detalhe importante: GTA V não possui suporte oficial ao DLSS 5
Aqui precisamos separar demonstração tecnológica de implementação oficial. Os testes recentes que circulam com GTA V, Cyberpunk 2077, Skyrim, Control e diversos outros jogos foram realizados através de métodos não oficiais. Uma biblioteca relacionada à renderização neural do DLSS 5 apareceu antecipadamente nos arquivos de NBA 2K27 e rapidamente começou a ser utilizada pela comunidade de modders. Ferramentas como RenoDX passaram então a permitir experimentos com a tecnologia em jogos que não foram preparados oficialmente para ela. Portanto, os resultados atuais não representam necessariamente aquilo que veremos quando desenvolvedores implementarem o DLSS 5 diretamente em seus jogos. Existem problemas de desempenho, inconsistências visuais e situações em que a inteligência artificial modifica excessivamente a aparência original dos personagens. Isso precisa ficar muito claro antes de utilizarmos esses testes para julgar definitivamente a tecnologia.DLSS 5 pode deixar os personagens mais realistas, mas existe uma discussão importante
Existe outro lado dessa evolução que não podemos ignorar. Se a inteligência artificial consegue interpretar pele, cabelo, iluminação e materiais, até onde ela pode alterar aquilo que o artista originalmente criou? Alguns dos primeiros exemplos do DLSS 5 impressionaram justamente pelo realismo dos personagens. Outros receberam críticas porque determinados rostos pareciam diferentes demais da criação original. Essa discussão é importante. Um personagem não precisa necessariamente parecer uma pessoa real para possuir bons gráficos. Jogos também possuem estilos artísticos próprios, e transformar indiscriminadamente tudo em algo fotorrealista poderia prejudicar justamente essa identidade. A NVIDIA afirma que os desenvolvedores terão controle sobre a aplicação e intensidade desses recursos. Isso provavelmente será fundamental para o sucesso do DLSS 5. A melhor utilização da tecnologia talvez não seja transformar todos os jogos em filmes, mas permitir que cada desenvolvedor escolha onde a renderização neural realmente melhora sua direção artística.Forza Horizon 6 mostra como essa ideia pode funcionar muito bem
Jogos de corrida são um cenário particularmente interessante para tecnologias que trabalham com iluminação e materiais. Carrocerias, vidros, asfalto, vegetação, água, céu e reflexos possuem características que se beneficiam enormemente de uma iluminação mais realista. Forza Horizon 6 já é um jogo visualmente impressionante, mas experimentos recentes utilizando a implementação não oficial do DLSS 5 mostram um resultado que, em determinadas cenas, se aproxima ainda mais de uma filmagem. É aquele tipo de imagem em que precisamos observar por alguns segundos para perceber que estamos olhando para um jogo. Novamente, isso não significa suporte oficial ao DLSS 5. Forza Horizon 6 foi anunciado oficialmente com suporte ao DLSS 4 e ray tracing. Os experimentos com DLSS 5 que estão circulando atualmente são modificações realizadas pela comunidade. Mesmo assim, eles ajudam a demonstrar o potencial que a renderização neural pode ter em futuros jogos de corrida.E como seria GTA 6 utilizando DLSS 5?
Aqui entramos deliberadamente no campo da imaginação. Não estamos afirmando que GTA 6 terá DLSS 5, muito menos utilizando os experimentos atuais como confirmação de qualquer recurso futuro da Rockstar. Mas é difícil observar o que está acontecendo com GTA V sem imaginar o que uma implementação bem desenvolvida dessa tecnologia poderia fazer em GTA 6. GTA V possui uma base tecnológica criada há mais de uma década e, mesmo assim, alguns experimentos de renderização neural conseguem modificar profundamente sua apresentação. Agora imagine essa mesma ideia aplicada a uma cidade criada desde o início com uma quantidade muito maior de detalhes. Vice City poderia ser um cenário praticamente perfeito para esse tipo de tecnologia. Luzes de estabelecimentos refletindo nas ruas molhadas durante a noite, iluminação atravessando janelas, praias sob diferentes condições climáticas, interiores, veículos, vegetação tropical e milhares de materiais diferentes poderiam se beneficiar de uma reconstrução de iluminação mais sofisticada. Mas talvez a mudança mais impressionante estivesse justamente nas pessoas. GTA 6 apresenta uma quantidade enorme de personagens circulando pelas cidades e ambientes. Pele, cabelos, roupas, suor, reflexos e iluminação natural são justamente alguns dos elementos nos quais a renderização neural promete atuar. Se GTA V com mais de dez anos já consegue produzir resultados curiosamente realistas em experimentos não oficiais, imaginar uma tecnologia semelhante trabalhando sobre a base gráfica muito mais avançada de GTA 6 é fascinante. Talvez ainda estejamos alguns anos distantes de jogos serem constantemente confundidos com filmes. Mas essa distância parece estar diminuindo rapidamente.Existe um preço para toda essa qualidade gráfica
Até aqui falamos bastante sobre qualidade visual, mas precisamos falar de desempenho. Os primeiros experimentos mostram que o DLSS 5 pode ser extremamente pesado. Testes não oficiais realizados com a biblioteca atual apresentaram quedas expressivas na taxa de quadros. Isso não deveria ser utilizado para determinar o desempenho da versão final. Estamos falando de uma implementação antecipada, incompleta e sendo utilizada inclusive em jogos que nunca foram preparados para ela. Por outro lado, esses resultados deixam claro que renderização neural dessa complexidade não acontece gratuitamente. Será interessante observar como a NVIDIA equilibrará qualidade de imagem, consumo de VRAM e desempenho quando o DLSS 5 estiver efetivamente disponível em jogos comerciais.E as GeForce RTX 40?
Outro desenvolvimento recente tornou a situação ainda mais interessante. Inicialmente, tudo indicava que a implementação atual estava fortemente associada à arquitetura Blackwell das GeForce RTX 50. Entretanto, modders conseguiram modificar a biblioteca experimental para executá-la também em placas Ada Lovelace. Já existem demonstrações utilizando modelos como RTX 4080 e RTX 4090. Isso não significa que a NVIDIA tenha confirmado suporte oficial do DLSS 5 para toda a linha RTX 40. Também existe uma perda considerável de desempenho nos experimentos atuais. Porém, tecnicamente, descobrir que a renderização neural consegue funcionar em GPUs da geração anterior abre uma discussão interessante sobre até onde a compatibilidade poderá chegar. Por enquanto, recomendamos não comprar uma RTX 40 especificamente esperando suporte oficial ao DLSS 5. Essa decisão deve ser tomada considerando aquilo que a placa oferece oficialmente hoje.DLSS 5 torna as placas NVIDIA mais interessantes em 2026?
Quando recomendamos uma placa de vídeo, não devemos analisar apenas FPS. Preço, quantidade de VRAM, consumo, desempenho em rasterização e ray tracing continuam extremamente importantes. AMD e NVIDIA possuem modelos muito competitivos dependendo da faixa de preço. Porém, existe uma característica que vem ganhando cada vez mais importância: o ecossistema de tecnologias disponível junto com a GPU. A NVIDIA construiu ao longo dos últimos anos um conjunto bastante completo de recursos envolvendo DLSS Super Resolution, Frame Generation, Multi Frame Generation, Ray Reconstruction, Reflex e outras tecnologias. O DLSS 5 adiciona mais uma variável nessa escolha. Se a renderização neural realmente evoluir para aquilo que estamos observando nas primeiras demonstrações, possuir uma GeForce RTX compatível poderá representar não apenas mais FPS, mas também acesso a uma forma diferente de renderizar os próprios jogos. Isso aumenta o peso das tecnologias NVIDIA na hora de escolher uma GPU.Qual GeForce RTX escolher pensando nessas tecnologias?
Não recomendamos comprar uma placa apenas porque existe a promessa de uma tecnologia futura. Primeiro escolha uma GPU que entregue o desempenho necessário para os jogos que você pretende utilizar hoje. Depois considere DLSS e os demais recursos como parte do valor oferecido pelo produto. Dentro da linha atual da NVIDIA, podemos separar algumas categorias interessantes:- GeForce RTX 5050: alternativa de entrada para quem pretende jogar principalmente em Full HD e quer acesso ao ecossistema atual da NVIDIA gastando menos.
- GeForce RTX 5060: opção mais equilibrada para Full HD quando queremos mais margem de desempenho.
- GeForce RTX 5060 Ti: interessante para quem busca uma GPU intermediária mais forte, principalmente quando encontrada em uma configuração adequada de memória.
- GeForce RTX 5070: começa a fazer mais sentido para quem pretende jogar em resoluções maiores e utilizar recursos gráficos mais pesados.
- GeForce RTX 5070 Ti ou superiores: opções para computadores de alto desempenho, nos quais ray tracing, resoluções elevadas e tecnologias de renderização neural passam a ter ainda mais espaço.
Vale a pena comprar uma GeForce pensando no DLSS 5?
Consideramos o DLSS 5 um argumento a favor das GeForce, mas ainda não um motivo isolado para comprar uma placa. A tecnologia ainda está no início. Precisamos conhecer a compatibilidade definitiva, observar o desempenho da implementação final, descobrir quantos jogos realmente receberão suporte e principalmente avaliar se os desenvolvedores conseguirão utilizar a renderização neural sem descaracterizar a direção artística original. Existe também uma diferença enorme entre uma demonstração tecnológica impressionante e uma tecnologia utilizada diariamente por milhões de jogadores. Mas ignorar o DLSS 5 na escolha de uma placa também seria um erro. As GPUs estão deixando de ser avaliadas apenas pela quantidade de força bruta disponível para renderizar cada quadro. Reconstrução de imagem, geração de frames, ray tracing e agora renderização neural fazem cada vez mais parte do desempenho e da experiência final.Nossa opinião
O DLSS 5 é uma das tecnologias gráficas mais interessantes que vimos nos últimos anos justamente porque sua proposta vai além de simplesmente aumentar FPS. Os experimentos recentes com GTA V representam muito bem isso. Ver personagens, iluminação e ambientes de um jogo com mais de dez anos adquirirem uma aparência tão diferente mostra o tamanho do potencial da renderização neural. Forza Horizon 6 leva essa percepção para outro nível. Quando uma base gráfica extremamente moderna recebe iluminação e materiais ainda mais sofisticados, determinados momentos realmente começam a lembrar uma cena filmada. Ao mesmo tempo, os testes não oficiais também mostram os problemas: rostos podem ser modificados excessivamente, a identidade artística pode mudar e o impacto sobre o desempenho atualmente é grande. Por isso, ainda é cedo para declarar que estamos diante de uma revolução consolidada. Mas existe uma possibilidade bastante interessante surgindo. Se o DLSS 5 amadurecer, ganhar suporte amplo e conseguir entregar esse nível de transformação visual preservando a intenção dos desenvolvedores, a tecnologia poderá se tornar um dos maiores diferenciais das placas GeForce RTX. E quando pensamos em GTA 6 e nos jogos que serão desenvolvidos durante os próximos anos, fica ainda mais difícil não imaginar onde isso pode chegar. Hoje, continuamos escolhendo uma placa de vídeo principalmente pelo equilíbrio entre preço, desempenho, VRAM e os jogos que pretendemos rodar. Mas depois de observar o que a NVIDIA está fazendo com renderização neural, existe mais um item que começaremos a colocar nessa conta: não apenas quantos frames uma GPU consegue renderizar, mas até onde ela consegue transformar aquilo que estamos vendo na tela.Placas de Vídeo - NVIDIA RTX série 50 com suporte para DLSS 5.0 - Alto Desempenho em 2k QHD
MSI RTX 5070 TI 16GB Ventus 3x
O que é o NVIDIA DLSS 5?
O DLSS começou sua história principalmente como uma tecnologia de reconstrução de imagem. A ideia básica era permitir que a placa de vídeo renderizasse o jogo utilizando uma resolução interna menor e reconstruísse a imagem final com inteligência artificial. Ao longo das gerações, a NVIDIA adicionou recursos como Frame Generation, Multi Frame Generation e modelos de IA cada vez mais sofisticados. O DLSS 5 dá outro passo. A NVIDIA apresentou a tecnologia durante a GTC 2026 como um novo modelo de renderização neural em tempo real capaz de trabalhar diretamente com iluminação e materiais para aumentar o realismo das cenas. Na prática, não estamos falando apenas de deixar uma imagem que já existe mais nítida. O sistema consegue interpretar informações da própria cena e utilizar inteligência artificial para modificar a maneira como determinados elementos são apresentados. Isso inclui características como:- iluminação indireta;
- sombras de contato;
- aparência da pele;
- cabelos;
- tecidos;
- reflexos;
- rugosidade dos materiais;
- pequenos detalhes de objetos e superfícies.
O DLSS 5 não é simplesmente um novo upscaling
Essa talvez seja a diferença mais importante para entender a tecnologia. Quando ativamos uma tecnologia tradicional de upscaling, esperamos principalmente uma alteração na qualidade e definição da imagem. Com o DLSS 5, determinadas cenas podem efetivamente adquirir outra aparência. A iluminação pode parecer mais natural. A pele de um personagem pode apresentar mais profundidade. Tecidos podem reagir de maneira diferente à luz. Cabelos, olhos e pequenos detalhes podem adquirir características que não estavam sendo representadas daquela maneira pela renderização tradicional. É por isso que algumas comparações do DLSS 5 chamam tanta atenção mesmo quando observadas rapidamente. Não estamos procurando pequenas diferenças em uma imagem ampliada em 400%. Em determinados casos, a mudança é evidente.GTA V com DLSS 5 mostra o potencial da tecnologia
Um dos exemplos que mais chamou nossa atenção foi GTA V. Estamos falando de um jogo lançado originalmente há mais de uma década e que, apesar das diversas atualizações e melhorias recebidas ao longo dos anos, inevitavelmente carrega elementos visuais de outra geração. É justamente por isso que os experimentos com DLSS 5 são tão interessantes. Em implementações experimentais que começaram a circular, podemos observar mudanças significativas principalmente na iluminação, nos materiais e na aparência dos personagens. Rostos recebem mais detalhes de iluminação e sombreamento. A pele ganha uma aparência diferente. Roupas reagem melhor à iluminação e determinados ambientes passam a apresentar uma sensação muito mais próxima de uma fotografia ou produção cinematográfica. Em alguns momentos, é difícil acreditar que a base continua sendo GTA V. E isso demonstra uma característica potencialmente revolucionária do DLSS 5: a inteligência artificial pode ajudar jogos antigos a envelhecerem de uma maneira completamente diferente. Não significa que qualquer jogo antigo automaticamente passará a parecer um lançamento de última geração. A qualidade dos modelos, animações, geometria, texturas e direção artística original continua sendo extremamente importante. Mas GTA V é uma demonstração interessante de quanto a apresentação visual pode mudar sem reconstruir o jogo inteiro do zero.Mas existe um detalhe importante: GTA V não possui suporte oficial ao DLSS 5
Aqui precisamos separar demonstração tecnológica de implementação oficial. Os testes recentes que circulam com GTA V, Cyberpunk 2077, Skyrim, Control e diversos outros jogos foram realizados através de métodos não oficiais. Uma biblioteca relacionada à renderização neural do DLSS 5 apareceu antecipadamente nos arquivos de NBA 2K27 e rapidamente começou a ser utilizada pela comunidade de modders. Ferramentas como RenoDX passaram então a permitir experimentos com a tecnologia em jogos que não foram preparados oficialmente para ela. Portanto, os resultados atuais não representam necessariamente aquilo que veremos quando desenvolvedores implementarem o DLSS 5 diretamente em seus jogos. Existem problemas de desempenho, inconsistências visuais e situações em que a inteligência artificial modifica excessivamente a aparência original dos personagens. Isso precisa ficar muito claro antes de utilizarmos esses testes para julgar definitivamente a tecnologia.DLSS 5 pode deixar os personagens mais realistas, mas existe uma discussão importante
Existe outro lado dessa evolução que não podemos ignorar. Se a inteligência artificial consegue interpretar pele, cabelo, iluminação e materiais, até onde ela pode alterar aquilo que o artista originalmente criou? Alguns dos primeiros exemplos do DLSS 5 impressionaram justamente pelo realismo dos personagens. Outros receberam críticas porque determinados rostos pareciam diferentes demais da criação original. Essa discussão é importante. Um personagem não precisa necessariamente parecer uma pessoa real para possuir bons gráficos. Jogos também possuem estilos artísticos próprios, e transformar indiscriminadamente tudo em algo fotorrealista poderia prejudicar justamente essa identidade. A NVIDIA afirma que os desenvolvedores terão controle sobre a aplicação e intensidade desses recursos. Isso provavelmente será fundamental para o sucesso do DLSS 5. A melhor utilização da tecnologia talvez não seja transformar todos os jogos em filmes, mas permitir que cada desenvolvedor escolha onde a renderização neural realmente melhora sua direção artística.Forza Horizon 6 mostra como essa ideia pode funcionar muito bem
Jogos de corrida são um cenário particularmente interessante para tecnologias que trabalham com iluminação e materiais. Carrocerias, vidros, asfalto, vegetação, água, céu e reflexos possuem características que se beneficiam enormemente de uma iluminação mais realista. Forza Horizon 6 já é um jogo visualmente impressionante, mas experimentos recentes utilizando a implementação não oficial do DLSS 5 mostram um resultado que, em determinadas cenas, se aproxima ainda mais de uma filmagem. É aquele tipo de imagem em que precisamos observar por alguns segundos para perceber que estamos olhando para um jogo. Novamente, isso não significa suporte oficial ao DLSS 5. Forza Horizon 6 foi anunciado oficialmente com suporte ao DLSS 4 e ray tracing. Os experimentos com DLSS 5 que estão circulando atualmente são modificações realizadas pela comunidade. Mesmo assim, eles ajudam a demonstrar o potencial que a renderização neural pode ter em futuros jogos de corrida.E como seria GTA 6 utilizando DLSS 5?
Aqui entramos deliberadamente no campo da imaginação. Não estamos afirmando que GTA 6 terá DLSS 5, muito menos utilizando os experimentos atuais como confirmação de qualquer recurso futuro da Rockstar. Mas é difícil observar o que está acontecendo com GTA V sem imaginar o que uma implementação bem desenvolvida dessa tecnologia poderia fazer em GTA 6. GTA V possui uma base tecnológica criada há mais de uma década e, mesmo assim, alguns experimentos de renderização neural conseguem modificar profundamente sua apresentação. Agora imagine essa mesma ideia aplicada a uma cidade criada desde o início com uma quantidade muito maior de detalhes. Vice City poderia ser um cenário praticamente perfeito para esse tipo de tecnologia. Luzes de estabelecimentos refletindo nas ruas molhadas durante a noite, iluminação atravessando janelas, praias sob diferentes condições climáticas, interiores, veículos, vegetação tropical e milhares de materiais diferentes poderiam se beneficiar de uma reconstrução de iluminação mais sofisticada. Mas talvez a mudança mais impressionante estivesse justamente nas pessoas. GTA 6 apresenta uma quantidade enorme de personagens circulando pelas cidades e ambientes. Pele, cabelos, roupas, suor, reflexos e iluminação natural são justamente alguns dos elementos nos quais a renderização neural promete atuar. Se GTA V com mais de dez anos já consegue produzir resultados curiosamente realistas em experimentos não oficiais, imaginar uma tecnologia semelhante trabalhando sobre a base gráfica muito mais avançada de GTA 6 é fascinante. Talvez ainda estejamos alguns anos distantes de jogos serem constantemente confundidos com filmes. Mas essa distância parece estar diminuindo rapidamente.Existe um preço para toda essa qualidade gráfica
Até aqui falamos bastante sobre qualidade visual, mas precisamos falar de desempenho. Os primeiros experimentos mostram que o DLSS 5 pode ser extremamente pesado. Testes não oficiais realizados com a biblioteca atual apresentaram quedas expressivas na taxa de quadros. Isso não deveria ser utilizado para determinar o desempenho da versão final. Estamos falando de uma implementação antecipada, incompleta e sendo utilizada inclusive em jogos que nunca foram preparados para ela. Por outro lado, esses resultados deixam claro que renderização neural dessa complexidade não acontece gratuitamente. Será interessante observar como a NVIDIA equilibrará qualidade de imagem, consumo de VRAM e desempenho quando o DLSS 5 estiver efetivamente disponível em jogos comerciais.E as GeForce RTX 40?
Outro desenvolvimento recente tornou a situação ainda mais interessante. Inicialmente, tudo indicava que a implementação atual estava fortemente associada à arquitetura Blackwell das GeForce RTX 50. Entretanto, modders conseguiram modificar a biblioteca experimental para executá-la também em placas Ada Lovelace. Já existem demonstrações utilizando modelos como RTX 4080 e RTX 4090. Isso não significa que a NVIDIA tenha confirmado suporte oficial do DLSS 5 para toda a linha RTX 40. Também existe uma perda considerável de desempenho nos experimentos atuais. Porém, tecnicamente, descobrir que a renderização neural consegue funcionar em GPUs da geração anterior abre uma discussão interessante sobre até onde a compatibilidade poderá chegar. Por enquanto, recomendamos não comprar uma RTX 40 especificamente esperando suporte oficial ao DLSS 5. Essa decisão deve ser tomada considerando aquilo que a placa oferece oficialmente hoje.DLSS 5 torna as placas NVIDIA mais interessantes em 2026?
Quando recomendamos uma placa de vídeo, não devemos analisar apenas FPS. Preço, quantidade de VRAM, consumo, desempenho em rasterização e ray tracing continuam extremamente importantes. AMD e NVIDIA possuem modelos muito competitivos dependendo da faixa de preço. Porém, existe uma característica que vem ganhando cada vez mais importância: o ecossistema de tecnologias disponível junto com a GPU. A NVIDIA construiu ao longo dos últimos anos um conjunto bastante completo de recursos envolvendo DLSS Super Resolution, Frame Generation, Multi Frame Generation, Ray Reconstruction, Reflex e outras tecnologias. O DLSS 5 adiciona mais uma variável nessa escolha. Se a renderização neural realmente evoluir para aquilo que estamos observando nas primeiras demonstrações, possuir uma GeForce RTX compatível poderá representar não apenas mais FPS, mas também acesso a uma forma diferente de renderizar os próprios jogos. Isso aumenta o peso das tecnologias NVIDIA na hora de escolher uma GPU.Qual GeForce RTX escolher pensando nessas tecnologias?
Não recomendamos comprar uma placa apenas porque existe a promessa de uma tecnologia futura. Primeiro escolha uma GPU que entregue o desempenho necessário para os jogos que você pretende utilizar hoje. Depois considere DLSS e os demais recursos como parte do valor oferecido pelo produto. Dentro da linha atual da NVIDIA, podemos separar algumas categorias interessantes:- GeForce RTX 5050: alternativa de entrada para quem pretende jogar principalmente em Full HD e quer acesso ao ecossistema atual da NVIDIA gastando menos.
- GeForce RTX 5060: opção mais equilibrada para Full HD quando queremos mais margem de desempenho.
- GeForce RTX 5060 Ti: interessante para quem busca uma GPU intermediária mais forte, principalmente quando encontrada em uma configuração adequada de memória.
- GeForce RTX 5070: começa a fazer mais sentido para quem pretende jogar em resoluções maiores e utilizar recursos gráficos mais pesados.
- GeForce RTX 5070 Ti ou superiores: opções para computadores de alto desempenho, nos quais ray tracing, resoluções elevadas e tecnologias de renderização neural passam a ter ainda mais espaço.
Vale a pena comprar uma GeForce pensando no DLSS 5?
Consideramos o DLSS 5 um argumento a favor das GeForce, mas ainda não um motivo isolado para comprar uma placa. A tecnologia ainda está no início. Precisamos conhecer a compatibilidade definitiva, observar o desempenho da implementação final, descobrir quantos jogos realmente receberão suporte e principalmente avaliar se os desenvolvedores conseguirão utilizar a renderização neural sem descaracterizar a direção artística original. Existe também uma diferença enorme entre uma demonstração tecnológica impressionante e uma tecnologia utilizada diariamente por milhões de jogadores. Mas ignorar o DLSS 5 na escolha de uma placa também seria um erro. As GPUs estão deixando de ser avaliadas apenas pela quantidade de força bruta disponível para renderizar cada quadro. Reconstrução de imagem, geração de frames, ray tracing e agora renderização neural fazem cada vez mais parte do desempenho e da experiência final.Nossa opinião
O DLSS 5 é uma das tecnologias gráficas mais interessantes que vimos nos últimos anos justamente porque sua proposta vai além de simplesmente aumentar FPS. Os experimentos recentes com GTA V representam muito bem isso. Ver personagens, iluminação e ambientes de um jogo com mais de dez anos adquirirem uma aparência tão diferente mostra o tamanho do potencial da renderização neural. Forza Horizon 6 leva essa percepção para outro nível. Quando uma base gráfica extremamente moderna recebe iluminação e materiais ainda mais sofisticados, determinados momentos realmente começam a lembrar uma cena filmada. Ao mesmo tempo, os testes não oficiais também mostram os problemas: rostos podem ser modificados excessivamente, a identidade artística pode mudar e o impacto sobre o desempenho atualmente é grande. Por isso, ainda é cedo para declarar que estamos diante de uma revolução consolidada. Mas existe uma possibilidade bastante interessante surgindo. Se o DLSS 5 amadurecer, ganhar suporte amplo e conseguir entregar esse nível de transformação visual preservando a intenção dos desenvolvedores, a tecnologia poderá se tornar um dos maiores diferenciais das placas GeForce RTX. E quando pensamos em GTA 6 e nos jogos que serão desenvolvidos durante os próximos anos, fica ainda mais difícil não imaginar onde isso pode chegar. Hoje, continuamos escolhendo uma placa de vídeo principalmente pelo equilíbrio entre preço, desempenho, VRAM e os jogos que pretendemos rodar. Mas depois de observar o que a NVIDIA está fazendo com renderização neural, existe mais um item que começaremos a colocar nessa conta: não apenas quantos frames uma GPU consegue renderizar, mas até onde ela consegue transformar aquilo que estamos vendo na tela.ASUS DUAL RTX 5070 12GB
O que é o NVIDIA DLSS 5?
O DLSS começou sua história principalmente como uma tecnologia de reconstrução de imagem. A ideia básica era permitir que a placa de vídeo renderizasse o jogo utilizando uma resolução interna menor e reconstruísse a imagem final com inteligência artificial. Ao longo das gerações, a NVIDIA adicionou recursos como Frame Generation, Multi Frame Generation e modelos de IA cada vez mais sofisticados. O DLSS 5 dá outro passo. A NVIDIA apresentou a tecnologia durante a GTC 2026 como um novo modelo de renderização neural em tempo real capaz de trabalhar diretamente com iluminação e materiais para aumentar o realismo das cenas. Na prática, não estamos falando apenas de deixar uma imagem que já existe mais nítida. O sistema consegue interpretar informações da própria cena e utilizar inteligência artificial para modificar a maneira como determinados elementos são apresentados. Isso inclui características como:- iluminação indireta;
- sombras de contato;
- aparência da pele;
- cabelos;
- tecidos;
- reflexos;
- rugosidade dos materiais;
- pequenos detalhes de objetos e superfícies.
O DLSS 5 não é simplesmente um novo upscaling
Essa talvez seja a diferença mais importante para entender a tecnologia. Quando ativamos uma tecnologia tradicional de upscaling, esperamos principalmente uma alteração na qualidade e definição da imagem. Com o DLSS 5, determinadas cenas podem efetivamente adquirir outra aparência. A iluminação pode parecer mais natural. A pele de um personagem pode apresentar mais profundidade. Tecidos podem reagir de maneira diferente à luz. Cabelos, olhos e pequenos detalhes podem adquirir características que não estavam sendo representadas daquela maneira pela renderização tradicional. É por isso que algumas comparações do DLSS 5 chamam tanta atenção mesmo quando observadas rapidamente. Não estamos procurando pequenas diferenças em uma imagem ampliada em 400%. Em determinados casos, a mudança é evidente.GTA V com DLSS 5 mostra o potencial da tecnologia
Um dos exemplos que mais chamou nossa atenção foi GTA V. Estamos falando de um jogo lançado originalmente há mais de uma década e que, apesar das diversas atualizações e melhorias recebidas ao longo dos anos, inevitavelmente carrega elementos visuais de outra geração. É justamente por isso que os experimentos com DLSS 5 são tão interessantes. Em implementações experimentais que começaram a circular, podemos observar mudanças significativas principalmente na iluminação, nos materiais e na aparência dos personagens. Rostos recebem mais detalhes de iluminação e sombreamento. A pele ganha uma aparência diferente. Roupas reagem melhor à iluminação e determinados ambientes passam a apresentar uma sensação muito mais próxima de uma fotografia ou produção cinematográfica. Em alguns momentos, é difícil acreditar que a base continua sendo GTA V. E isso demonstra uma característica potencialmente revolucionária do DLSS 5: a inteligência artificial pode ajudar jogos antigos a envelhecerem de uma maneira completamente diferente. Não significa que qualquer jogo antigo automaticamente passará a parecer um lançamento de última geração. A qualidade dos modelos, animações, geometria, texturas e direção artística original continua sendo extremamente importante. Mas GTA V é uma demonstração interessante de quanto a apresentação visual pode mudar sem reconstruir o jogo inteiro do zero.Mas existe um detalhe importante: GTA V não possui suporte oficial ao DLSS 5
Aqui precisamos separar demonstração tecnológica de implementação oficial. Os testes recentes que circulam com GTA V, Cyberpunk 2077, Skyrim, Control e diversos outros jogos foram realizados através de métodos não oficiais. Uma biblioteca relacionada à renderização neural do DLSS 5 apareceu antecipadamente nos arquivos de NBA 2K27 e rapidamente começou a ser utilizada pela comunidade de modders. Ferramentas como RenoDX passaram então a permitir experimentos com a tecnologia em jogos que não foram preparados oficialmente para ela. Portanto, os resultados atuais não representam necessariamente aquilo que veremos quando desenvolvedores implementarem o DLSS 5 diretamente em seus jogos. Existem problemas de desempenho, inconsistências visuais e situações em que a inteligência artificial modifica excessivamente a aparência original dos personagens. Isso precisa ficar muito claro antes de utilizarmos esses testes para julgar definitivamente a tecnologia.DLSS 5 pode deixar os personagens mais realistas, mas existe uma discussão importante
Existe outro lado dessa evolução que não podemos ignorar. Se a inteligência artificial consegue interpretar pele, cabelo, iluminação e materiais, até onde ela pode alterar aquilo que o artista originalmente criou? Alguns dos primeiros exemplos do DLSS 5 impressionaram justamente pelo realismo dos personagens. Outros receberam críticas porque determinados rostos pareciam diferentes demais da criação original. Essa discussão é importante. Um personagem não precisa necessariamente parecer uma pessoa real para possuir bons gráficos. Jogos também possuem estilos artísticos próprios, e transformar indiscriminadamente tudo em algo fotorrealista poderia prejudicar justamente essa identidade. A NVIDIA afirma que os desenvolvedores terão controle sobre a aplicação e intensidade desses recursos. Isso provavelmente será fundamental para o sucesso do DLSS 5. A melhor utilização da tecnologia talvez não seja transformar todos os jogos em filmes, mas permitir que cada desenvolvedor escolha onde a renderização neural realmente melhora sua direção artística.Forza Horizon 6 mostra como essa ideia pode funcionar muito bem
Jogos de corrida são um cenário particularmente interessante para tecnologias que trabalham com iluminação e materiais. Carrocerias, vidros, asfalto, vegetação, água, céu e reflexos possuem características que se beneficiam enormemente de uma iluminação mais realista. Forza Horizon 6 já é um jogo visualmente impressionante, mas experimentos recentes utilizando a implementação não oficial do DLSS 5 mostram um resultado que, em determinadas cenas, se aproxima ainda mais de uma filmagem. É aquele tipo de imagem em que precisamos observar por alguns segundos para perceber que estamos olhando para um jogo. Novamente, isso não significa suporte oficial ao DLSS 5. Forza Horizon 6 foi anunciado oficialmente com suporte ao DLSS 4 e ray tracing. Os experimentos com DLSS 5 que estão circulando atualmente são modificações realizadas pela comunidade. Mesmo assim, eles ajudam a demonstrar o potencial que a renderização neural pode ter em futuros jogos de corrida.E como seria GTA 6 utilizando DLSS 5?
Aqui entramos deliberadamente no campo da imaginação. Não estamos afirmando que GTA 6 terá DLSS 5, muito menos utilizando os experimentos atuais como confirmação de qualquer recurso futuro da Rockstar. Mas é difícil observar o que está acontecendo com GTA V sem imaginar o que uma implementação bem desenvolvida dessa tecnologia poderia fazer em GTA 6. GTA V possui uma base tecnológica criada há mais de uma década e, mesmo assim, alguns experimentos de renderização neural conseguem modificar profundamente sua apresentação. Agora imagine essa mesma ideia aplicada a uma cidade criada desde o início com uma quantidade muito maior de detalhes. Vice City poderia ser um cenário praticamente perfeito para esse tipo de tecnologia. Luzes de estabelecimentos refletindo nas ruas molhadas durante a noite, iluminação atravessando janelas, praias sob diferentes condições climáticas, interiores, veículos, vegetação tropical e milhares de materiais diferentes poderiam se beneficiar de uma reconstrução de iluminação mais sofisticada. Mas talvez a mudança mais impressionante estivesse justamente nas pessoas. GTA 6 apresenta uma quantidade enorme de personagens circulando pelas cidades e ambientes. Pele, cabelos, roupas, suor, reflexos e iluminação natural são justamente alguns dos elementos nos quais a renderização neural promete atuar. Se GTA V com mais de dez anos já consegue produzir resultados curiosamente realistas em experimentos não oficiais, imaginar uma tecnologia semelhante trabalhando sobre a base gráfica muito mais avançada de GTA 6 é fascinante. Talvez ainda estejamos alguns anos distantes de jogos serem constantemente confundidos com filmes. Mas essa distância parece estar diminuindo rapidamente.Existe um preço para toda essa qualidade gráfica
Até aqui falamos bastante sobre qualidade visual, mas precisamos falar de desempenho. Os primeiros experimentos mostram que o DLSS 5 pode ser extremamente pesado. Testes não oficiais realizados com a biblioteca atual apresentaram quedas expressivas na taxa de quadros. Isso não deveria ser utilizado para determinar o desempenho da versão final. Estamos falando de uma implementação antecipada, incompleta e sendo utilizada inclusive em jogos que nunca foram preparados para ela. Por outro lado, esses resultados deixam claro que renderização neural dessa complexidade não acontece gratuitamente. Será interessante observar como a NVIDIA equilibrará qualidade de imagem, consumo de VRAM e desempenho quando o DLSS 5 estiver efetivamente disponível em jogos comerciais.E as GeForce RTX 40?
Outro desenvolvimento recente tornou a situação ainda mais interessante. Inicialmente, tudo indicava que a implementação atual estava fortemente associada à arquitetura Blackwell das GeForce RTX 50. Entretanto, modders conseguiram modificar a biblioteca experimental para executá-la também em placas Ada Lovelace. Já existem demonstrações utilizando modelos como RTX 4080 e RTX 4090. Isso não significa que a NVIDIA tenha confirmado suporte oficial do DLSS 5 para toda a linha RTX 40. Também existe uma perda considerável de desempenho nos experimentos atuais. Porém, tecnicamente, descobrir que a renderização neural consegue funcionar em GPUs da geração anterior abre uma discussão interessante sobre até onde a compatibilidade poderá chegar. Por enquanto, recomendamos não comprar uma RTX 40 especificamente esperando suporte oficial ao DLSS 5. Essa decisão deve ser tomada considerando aquilo que a placa oferece oficialmente hoje.DLSS 5 torna as placas NVIDIA mais interessantes em 2026?
Quando recomendamos uma placa de vídeo, não devemos analisar apenas FPS. Preço, quantidade de VRAM, consumo, desempenho em rasterização e ray tracing continuam extremamente importantes. AMD e NVIDIA possuem modelos muito competitivos dependendo da faixa de preço. Porém, existe uma característica que vem ganhando cada vez mais importância: o ecossistema de tecnologias disponível junto com a GPU. A NVIDIA construiu ao longo dos últimos anos um conjunto bastante completo de recursos envolvendo DLSS Super Resolution, Frame Generation, Multi Frame Generation, Ray Reconstruction, Reflex e outras tecnologias. O DLSS 5 adiciona mais uma variável nessa escolha. Se a renderização neural realmente evoluir para aquilo que estamos observando nas primeiras demonstrações, possuir uma GeForce RTX compatível poderá representar não apenas mais FPS, mas também acesso a uma forma diferente de renderizar os próprios jogos. Isso aumenta o peso das tecnologias NVIDIA na hora de escolher uma GPU.Qual GeForce RTX escolher pensando nessas tecnologias?
Não recomendamos comprar uma placa apenas porque existe a promessa de uma tecnologia futura. Primeiro escolha uma GPU que entregue o desempenho necessário para os jogos que você pretende utilizar hoje. Depois considere DLSS e os demais recursos como parte do valor oferecido pelo produto. Dentro da linha atual da NVIDIA, podemos separar algumas categorias interessantes:- GeForce RTX 5050: alternativa de entrada para quem pretende jogar principalmente em Full HD e quer acesso ao ecossistema atual da NVIDIA gastando menos.
- GeForce RTX 5060: opção mais equilibrada para Full HD quando queremos mais margem de desempenho.
- GeForce RTX 5060 Ti: interessante para quem busca uma GPU intermediária mais forte, principalmente quando encontrada em uma configuração adequada de memória.
- GeForce RTX 5070: começa a fazer mais sentido para quem pretende jogar em resoluções maiores e utilizar recursos gráficos mais pesados.
- GeForce RTX 5070 Ti ou superiores: opções para computadores de alto desempenho, nos quais ray tracing, resoluções elevadas e tecnologias de renderização neural passam a ter ainda mais espaço.
Vale a pena comprar uma GeForce pensando no DLSS 5?
Consideramos o DLSS 5 um argumento a favor das GeForce, mas ainda não um motivo isolado para comprar uma placa. A tecnologia ainda está no início. Precisamos conhecer a compatibilidade definitiva, observar o desempenho da implementação final, descobrir quantos jogos realmente receberão suporte e principalmente avaliar se os desenvolvedores conseguirão utilizar a renderização neural sem descaracterizar a direção artística original. Existe também uma diferença enorme entre uma demonstração tecnológica impressionante e uma tecnologia utilizada diariamente por milhões de jogadores. Mas ignorar o DLSS 5 na escolha de uma placa também seria um erro. As GPUs estão deixando de ser avaliadas apenas pela quantidade de força bruta disponível para renderizar cada quadro. Reconstrução de imagem, geração de frames, ray tracing e agora renderização neural fazem cada vez mais parte do desempenho e da experiência final.Nossa opinião
O DLSS 5 é uma das tecnologias gráficas mais interessantes que vimos nos últimos anos justamente porque sua proposta vai além de simplesmente aumentar FPS. Os experimentos recentes com GTA V representam muito bem isso. Ver personagens, iluminação e ambientes de um jogo com mais de dez anos adquirirem uma aparência tão diferente mostra o tamanho do potencial da renderização neural. Forza Horizon 6 leva essa percepção para outro nível. Quando uma base gráfica extremamente moderna recebe iluminação e materiais ainda mais sofisticados, determinados momentos realmente começam a lembrar uma cena filmada. Ao mesmo tempo, os testes não oficiais também mostram os problemas: rostos podem ser modificados excessivamente, a identidade artística pode mudar e o impacto sobre o desempenho atualmente é grande. Por isso, ainda é cedo para declarar que estamos diante de uma revolução consolidada. Mas existe uma possibilidade bastante interessante surgindo. Se o DLSS 5 amadurecer, ganhar suporte amplo e conseguir entregar esse nível de transformação visual preservando a intenção dos desenvolvedores, a tecnologia poderá se tornar um dos maiores diferenciais das placas GeForce RTX. E quando pensamos em GTA 6 e nos jogos que serão desenvolvidos durante os próximos anos, fica ainda mais difícil não imaginar onde isso pode chegar. Hoje, continuamos escolhendo uma placa de vídeo principalmente pelo equilíbrio entre preço, desempenho, VRAM e os jogos que pretendemos rodar. Mas depois de observar o que a NVIDIA está fazendo com renderização neural, existe mais um item que começaremos a colocar nessa conta: não apenas quantos frames uma GPU consegue renderizar, mas até onde ela consegue transformar aquilo que estamos vendo na tela.Nvidia Palit RTX 5070 12GB
O que é o NVIDIA DLSS 5?
O DLSS começou sua história principalmente como uma tecnologia de reconstrução de imagem. A ideia básica era permitir que a placa de vídeo renderizasse o jogo utilizando uma resolução interna menor e reconstruísse a imagem final com inteligência artificial. Ao longo das gerações, a NVIDIA adicionou recursos como Frame Generation, Multi Frame Generation e modelos de IA cada vez mais sofisticados. O DLSS 5 dá outro passo. A NVIDIA apresentou a tecnologia durante a GTC 2026 como um novo modelo de renderização neural em tempo real capaz de trabalhar diretamente com iluminação e materiais para aumentar o realismo das cenas. Na prática, não estamos falando apenas de deixar uma imagem que já existe mais nítida. O sistema consegue interpretar informações da própria cena e utilizar inteligência artificial para modificar a maneira como determinados elementos são apresentados. Isso inclui características como:- iluminação indireta;
- sombras de contato;
- aparência da pele;
- cabelos;
- tecidos;
- reflexos;
- rugosidade dos materiais;
- pequenos detalhes de objetos e superfícies.
O DLSS 5 não é simplesmente um novo upscaling
Essa talvez seja a diferença mais importante para entender a tecnologia. Quando ativamos uma tecnologia tradicional de upscaling, esperamos principalmente uma alteração na qualidade e definição da imagem. Com o DLSS 5, determinadas cenas podem efetivamente adquirir outra aparência. A iluminação pode parecer mais natural. A pele de um personagem pode apresentar mais profundidade. Tecidos podem reagir de maneira diferente à luz. Cabelos, olhos e pequenos detalhes podem adquirir características que não estavam sendo representadas daquela maneira pela renderização tradicional. É por isso que algumas comparações do DLSS 5 chamam tanta atenção mesmo quando observadas rapidamente. Não estamos procurando pequenas diferenças em uma imagem ampliada em 400%. Em determinados casos, a mudança é evidente.GTA V com DLSS 5 mostra o potencial da tecnologia
Um dos exemplos que mais chamou nossa atenção foi GTA V. Estamos falando de um jogo lançado originalmente há mais de uma década e que, apesar das diversas atualizações e melhorias recebidas ao longo dos anos, inevitavelmente carrega elementos visuais de outra geração. É justamente por isso que os experimentos com DLSS 5 são tão interessantes. Em implementações experimentais que começaram a circular, podemos observar mudanças significativas principalmente na iluminação, nos materiais e na aparência dos personagens. Rostos recebem mais detalhes de iluminação e sombreamento. A pele ganha uma aparência diferente. Roupas reagem melhor à iluminação e determinados ambientes passam a apresentar uma sensação muito mais próxima de uma fotografia ou produção cinematográfica. Em alguns momentos, é difícil acreditar que a base continua sendo GTA V. E isso demonstra uma característica potencialmente revolucionária do DLSS 5: a inteligência artificial pode ajudar jogos antigos a envelhecerem de uma maneira completamente diferente. Não significa que qualquer jogo antigo automaticamente passará a parecer um lançamento de última geração. A qualidade dos modelos, animações, geometria, texturas e direção artística original continua sendo extremamente importante. Mas GTA V é uma demonstração interessante de quanto a apresentação visual pode mudar sem reconstruir o jogo inteiro do zero.Mas existe um detalhe importante: GTA V não possui suporte oficial ao DLSS 5
Aqui precisamos separar demonstração tecnológica de implementação oficial. Os testes recentes que circulam com GTA V, Cyberpunk 2077, Skyrim, Control e diversos outros jogos foram realizados através de métodos não oficiais. Uma biblioteca relacionada à renderização neural do DLSS 5 apareceu antecipadamente nos arquivos de NBA 2K27 e rapidamente começou a ser utilizada pela comunidade de modders. Ferramentas como RenoDX passaram então a permitir experimentos com a tecnologia em jogos que não foram preparados oficialmente para ela. Portanto, os resultados atuais não representam necessariamente aquilo que veremos quando desenvolvedores implementarem o DLSS 5 diretamente em seus jogos. Existem problemas de desempenho, inconsistências visuais e situações em que a inteligência artificial modifica excessivamente a aparência original dos personagens. Isso precisa ficar muito claro antes de utilizarmos esses testes para julgar definitivamente a tecnologia.DLSS 5 pode deixar os personagens mais realistas, mas existe uma discussão importante
Existe outro lado dessa evolução que não podemos ignorar. Se a inteligência artificial consegue interpretar pele, cabelo, iluminação e materiais, até onde ela pode alterar aquilo que o artista originalmente criou? Alguns dos primeiros exemplos do DLSS 5 impressionaram justamente pelo realismo dos personagens. Outros receberam críticas porque determinados rostos pareciam diferentes demais da criação original. Essa discussão é importante. Um personagem não precisa necessariamente parecer uma pessoa real para possuir bons gráficos. Jogos também possuem estilos artísticos próprios, e transformar indiscriminadamente tudo em algo fotorrealista poderia prejudicar justamente essa identidade. A NVIDIA afirma que os desenvolvedores terão controle sobre a aplicação e intensidade desses recursos. Isso provavelmente será fundamental para o sucesso do DLSS 5. A melhor utilização da tecnologia talvez não seja transformar todos os jogos em filmes, mas permitir que cada desenvolvedor escolha onde a renderização neural realmente melhora sua direção artística.Forza Horizon 6 mostra como essa ideia pode funcionar muito bem
Jogos de corrida são um cenário particularmente interessante para tecnologias que trabalham com iluminação e materiais. Carrocerias, vidros, asfalto, vegetação, água, céu e reflexos possuem características que se beneficiam enormemente de uma iluminação mais realista. Forza Horizon 6 já é um jogo visualmente impressionante, mas experimentos recentes utilizando a implementação não oficial do DLSS 5 mostram um resultado que, em determinadas cenas, se aproxima ainda mais de uma filmagem. É aquele tipo de imagem em que precisamos observar por alguns segundos para perceber que estamos olhando para um jogo. Novamente, isso não significa suporte oficial ao DLSS 5. Forza Horizon 6 foi anunciado oficialmente com suporte ao DLSS 4 e ray tracing. Os experimentos com DLSS 5 que estão circulando atualmente são modificações realizadas pela comunidade. Mesmo assim, eles ajudam a demonstrar o potencial que a renderização neural pode ter em futuros jogos de corrida.E como seria GTA 6 utilizando DLSS 5?
Aqui entramos deliberadamente no campo da imaginação. Não estamos afirmando que GTA 6 terá DLSS 5, muito menos utilizando os experimentos atuais como confirmação de qualquer recurso futuro da Rockstar. Mas é difícil observar o que está acontecendo com GTA V sem imaginar o que uma implementação bem desenvolvida dessa tecnologia poderia fazer em GTA 6. GTA V possui uma base tecnológica criada há mais de uma década e, mesmo assim, alguns experimentos de renderização neural conseguem modificar profundamente sua apresentação. Agora imagine essa mesma ideia aplicada a uma cidade criada desde o início com uma quantidade muito maior de detalhes. Vice City poderia ser um cenário praticamente perfeito para esse tipo de tecnologia. Luzes de estabelecimentos refletindo nas ruas molhadas durante a noite, iluminação atravessando janelas, praias sob diferentes condições climáticas, interiores, veículos, vegetação tropical e milhares de materiais diferentes poderiam se beneficiar de uma reconstrução de iluminação mais sofisticada. Mas talvez a mudança mais impressionante estivesse justamente nas pessoas. GTA 6 apresenta uma quantidade enorme de personagens circulando pelas cidades e ambientes. Pele, cabelos, roupas, suor, reflexos e iluminação natural são justamente alguns dos elementos nos quais a renderização neural promete atuar. Se GTA V com mais de dez anos já consegue produzir resultados curiosamente realistas em experimentos não oficiais, imaginar uma tecnologia semelhante trabalhando sobre a base gráfica muito mais avançada de GTA 6 é fascinante. Talvez ainda estejamos alguns anos distantes de jogos serem constantemente confundidos com filmes. Mas essa distância parece estar diminuindo rapidamente.Existe um preço para toda essa qualidade gráfica
Até aqui falamos bastante sobre qualidade visual, mas precisamos falar de desempenho. Os primeiros experimentos mostram que o DLSS 5 pode ser extremamente pesado. Testes não oficiais realizados com a biblioteca atual apresentaram quedas expressivas na taxa de quadros. Isso não deveria ser utilizado para determinar o desempenho da versão final. Estamos falando de uma implementação antecipada, incompleta e sendo utilizada inclusive em jogos que nunca foram preparados para ela. Por outro lado, esses resultados deixam claro que renderização neural dessa complexidade não acontece gratuitamente. Será interessante observar como a NVIDIA equilibrará qualidade de imagem, consumo de VRAM e desempenho quando o DLSS 5 estiver efetivamente disponível em jogos comerciais.E as GeForce RTX 40?
Outro desenvolvimento recente tornou a situação ainda mais interessante. Inicialmente, tudo indicava que a implementação atual estava fortemente associada à arquitetura Blackwell das GeForce RTX 50. Entretanto, modders conseguiram modificar a biblioteca experimental para executá-la também em placas Ada Lovelace. Já existem demonstrações utilizando modelos como RTX 4080 e RTX 4090. Isso não significa que a NVIDIA tenha confirmado suporte oficial do DLSS 5 para toda a linha RTX 40. Também existe uma perda considerável de desempenho nos experimentos atuais. Porém, tecnicamente, descobrir que a renderização neural consegue funcionar em GPUs da geração anterior abre uma discussão interessante sobre até onde a compatibilidade poderá chegar. Por enquanto, recomendamos não comprar uma RTX 40 especificamente esperando suporte oficial ao DLSS 5. Essa decisão deve ser tomada considerando aquilo que a placa oferece oficialmente hoje.DLSS 5 torna as placas NVIDIA mais interessantes em 2026?
Quando recomendamos uma placa de vídeo, não devemos analisar apenas FPS. Preço, quantidade de VRAM, consumo, desempenho em rasterização e ray tracing continuam extremamente importantes. AMD e NVIDIA possuem modelos muito competitivos dependendo da faixa de preço. Porém, existe uma característica que vem ganhando cada vez mais importância: o ecossistema de tecnologias disponível junto com a GPU. A NVIDIA construiu ao longo dos últimos anos um conjunto bastante completo de recursos envolvendo DLSS Super Resolution, Frame Generation, Multi Frame Generation, Ray Reconstruction, Reflex e outras tecnologias. O DLSS 5 adiciona mais uma variável nessa escolha. Se a renderização neural realmente evoluir para aquilo que estamos observando nas primeiras demonstrações, possuir uma GeForce RTX compatível poderá representar não apenas mais FPS, mas também acesso a uma forma diferente de renderizar os próprios jogos. Isso aumenta o peso das tecnologias NVIDIA na hora de escolher uma GPU.Qual GeForce RTX escolher pensando nessas tecnologias?
Não recomendamos comprar uma placa apenas porque existe a promessa de uma tecnologia futura. Primeiro escolha uma GPU que entregue o desempenho necessário para os jogos que você pretende utilizar hoje. Depois considere DLSS e os demais recursos como parte do valor oferecido pelo produto. Dentro da linha atual da NVIDIA, podemos separar algumas categorias interessantes:- GeForce RTX 5050: alternativa de entrada para quem pretende jogar principalmente em Full HD e quer acesso ao ecossistema atual da NVIDIA gastando menos.
- GeForce RTX 5060: opção mais equilibrada para Full HD quando queremos mais margem de desempenho.
- GeForce RTX 5060 Ti: interessante para quem busca uma GPU intermediária mais forte, principalmente quando encontrada em uma configuração adequada de memória.
- GeForce RTX 5070: começa a fazer mais sentido para quem pretende jogar em resoluções maiores e utilizar recursos gráficos mais pesados.
- GeForce RTX 5070 Ti ou superiores: opções para computadores de alto desempenho, nos quais ray tracing, resoluções elevadas e tecnologias de renderização neural passam a ter ainda mais espaço.
Vale a pena comprar uma GeForce pensando no DLSS 5?
Consideramos o DLSS 5 um argumento a favor das GeForce, mas ainda não um motivo isolado para comprar uma placa. A tecnologia ainda está no início. Precisamos conhecer a compatibilidade definitiva, observar o desempenho da implementação final, descobrir quantos jogos realmente receberão suporte e principalmente avaliar se os desenvolvedores conseguirão utilizar a renderização neural sem descaracterizar a direção artística original. Existe também uma diferença enorme entre uma demonstração tecnológica impressionante e uma tecnologia utilizada diariamente por milhões de jogadores. Mas ignorar o DLSS 5 na escolha de uma placa também seria um erro. As GPUs estão deixando de ser avaliadas apenas pela quantidade de força bruta disponível para renderizar cada quadro. Reconstrução de imagem, geração de frames, ray tracing e agora renderização neural fazem cada vez mais parte do desempenho e da experiência final.Nossa opinião
O DLSS 5 é uma das tecnologias gráficas mais interessantes que vimos nos últimos anos justamente porque sua proposta vai além de simplesmente aumentar FPS. Os experimentos recentes com GTA V representam muito bem isso. Ver personagens, iluminação e ambientes de um jogo com mais de dez anos adquirirem uma aparência tão diferente mostra o tamanho do potencial da renderização neural. Forza Horizon 6 leva essa percepção para outro nível. Quando uma base gráfica extremamente moderna recebe iluminação e materiais ainda mais sofisticados, determinados momentos realmente começam a lembrar uma cena filmada. Ao mesmo tempo, os testes não oficiais também mostram os problemas: rostos podem ser modificados excessivamente, a identidade artística pode mudar e o impacto sobre o desempenho atualmente é grande. Por isso, ainda é cedo para declarar que estamos diante de uma revolução consolidada. Mas existe uma possibilidade bastante interessante surgindo. Se o DLSS 5 amadurecer, ganhar suporte amplo e conseguir entregar esse nível de transformação visual preservando a intenção dos desenvolvedores, a tecnologia poderá se tornar um dos maiores diferenciais das placas GeForce RTX. E quando pensamos em GTA 6 e nos jogos que serão desenvolvidos durante os próximos anos, fica ainda mais difícil não imaginar onde isso pode chegar. Hoje, continuamos escolhendo uma placa de vídeo principalmente pelo equilíbrio entre preço, desempenho, VRAM e os jogos que pretendemos rodar. Mas depois de observar o que a NVIDIA está fazendo com renderização neural, existe mais um item que começaremos a colocar nessa conta: não apenas quantos frames uma GPU consegue renderizar, mas até onde ela consegue transformar aquilo que estamos vendo na tela.RTX 5070 12gb Msi Shadow 3x
O que é o NVIDIA DLSS 5?
O DLSS começou sua história principalmente como uma tecnologia de reconstrução de imagem. A ideia básica era permitir que a placa de vídeo renderizasse o jogo utilizando uma resolução interna menor e reconstruísse a imagem final com inteligência artificial. Ao longo das gerações, a NVIDIA adicionou recursos como Frame Generation, Multi Frame Generation e modelos de IA cada vez mais sofisticados. O DLSS 5 dá outro passo. A NVIDIA apresentou a tecnologia durante a GTC 2026 como um novo modelo de renderização neural em tempo real capaz de trabalhar diretamente com iluminação e materiais para aumentar o realismo das cenas. Na prática, não estamos falando apenas de deixar uma imagem que já existe mais nítida. O sistema consegue interpretar informações da própria cena e utilizar inteligência artificial para modificar a maneira como determinados elementos são apresentados. Isso inclui características como:- iluminação indireta;
- sombras de contato;
- aparência da pele;
- cabelos;
- tecidos;
- reflexos;
- rugosidade dos materiais;
- pequenos detalhes de objetos e superfícies.
O DLSS 5 não é simplesmente um novo upscaling
Essa talvez seja a diferença mais importante para entender a tecnologia. Quando ativamos uma tecnologia tradicional de upscaling, esperamos principalmente uma alteração na qualidade e definição da imagem. Com o DLSS 5, determinadas cenas podem efetivamente adquirir outra aparência. A iluminação pode parecer mais natural. A pele de um personagem pode apresentar mais profundidade. Tecidos podem reagir de maneira diferente à luz. Cabelos, olhos e pequenos detalhes podem adquirir características que não estavam sendo representadas daquela maneira pela renderização tradicional. É por isso que algumas comparações do DLSS 5 chamam tanta atenção mesmo quando observadas rapidamente. Não estamos procurando pequenas diferenças em uma imagem ampliada em 400%. Em determinados casos, a mudança é evidente.GTA V com DLSS 5 mostra o potencial da tecnologia
Um dos exemplos que mais chamou nossa atenção foi GTA V. Estamos falando de um jogo lançado originalmente há mais de uma década e que, apesar das diversas atualizações e melhorias recebidas ao longo dos anos, inevitavelmente carrega elementos visuais de outra geração. É justamente por isso que os experimentos com DLSS 5 são tão interessantes. Em implementações experimentais que começaram a circular, podemos observar mudanças significativas principalmente na iluminação, nos materiais e na aparência dos personagens. Rostos recebem mais detalhes de iluminação e sombreamento. A pele ganha uma aparência diferente. Roupas reagem melhor à iluminação e determinados ambientes passam a apresentar uma sensação muito mais próxima de uma fotografia ou produção cinematográfica. Em alguns momentos, é difícil acreditar que a base continua sendo GTA V. E isso demonstra uma característica potencialmente revolucionária do DLSS 5: a inteligência artificial pode ajudar jogos antigos a envelhecerem de uma maneira completamente diferente. Não significa que qualquer jogo antigo automaticamente passará a parecer um lançamento de última geração. A qualidade dos modelos, animações, geometria, texturas e direção artística original continua sendo extremamente importante. Mas GTA V é uma demonstração interessante de quanto a apresentação visual pode mudar sem reconstruir o jogo inteiro do zero.Mas existe um detalhe importante: GTA V não possui suporte oficial ao DLSS 5
Aqui precisamos separar demonstração tecnológica de implementação oficial. Os testes recentes que circulam com GTA V, Cyberpunk 2077, Skyrim, Control e diversos outros jogos foram realizados através de métodos não oficiais. Uma biblioteca relacionada à renderização neural do DLSS 5 apareceu antecipadamente nos arquivos de NBA 2K27 e rapidamente começou a ser utilizada pela comunidade de modders. Ferramentas como RenoDX passaram então a permitir experimentos com a tecnologia em jogos que não foram preparados oficialmente para ela. Portanto, os resultados atuais não representam necessariamente aquilo que veremos quando desenvolvedores implementarem o DLSS 5 diretamente em seus jogos. Existem problemas de desempenho, inconsistências visuais e situações em que a inteligência artificial modifica excessivamente a aparência original dos personagens. Isso precisa ficar muito claro antes de utilizarmos esses testes para julgar definitivamente a tecnologia.DLSS 5 pode deixar os personagens mais realistas, mas existe uma discussão importante
Existe outro lado dessa evolução que não podemos ignorar. Se a inteligência artificial consegue interpretar pele, cabelo, iluminação e materiais, até onde ela pode alterar aquilo que o artista originalmente criou? Alguns dos primeiros exemplos do DLSS 5 impressionaram justamente pelo realismo dos personagens. Outros receberam críticas porque determinados rostos pareciam diferentes demais da criação original. Essa discussão é importante. Um personagem não precisa necessariamente parecer uma pessoa real para possuir bons gráficos. Jogos também possuem estilos artísticos próprios, e transformar indiscriminadamente tudo em algo fotorrealista poderia prejudicar justamente essa identidade. A NVIDIA afirma que os desenvolvedores terão controle sobre a aplicação e intensidade desses recursos. Isso provavelmente será fundamental para o sucesso do DLSS 5. A melhor utilização da tecnologia talvez não seja transformar todos os jogos em filmes, mas permitir que cada desenvolvedor escolha onde a renderização neural realmente melhora sua direção artística.Forza Horizon 6 mostra como essa ideia pode funcionar muito bem
Jogos de corrida são um cenário particularmente interessante para tecnologias que trabalham com iluminação e materiais. Carrocerias, vidros, asfalto, vegetação, água, céu e reflexos possuem características que se beneficiam enormemente de uma iluminação mais realista. Forza Horizon 6 já é um jogo visualmente impressionante, mas experimentos recentes utilizando a implementação não oficial do DLSS 5 mostram um resultado que, em determinadas cenas, se aproxima ainda mais de uma filmagem. É aquele tipo de imagem em que precisamos observar por alguns segundos para perceber que estamos olhando para um jogo. Novamente, isso não significa suporte oficial ao DLSS 5. Forza Horizon 6 foi anunciado oficialmente com suporte ao DLSS 4 e ray tracing. Os experimentos com DLSS 5 que estão circulando atualmente são modificações realizadas pela comunidade. Mesmo assim, eles ajudam a demonstrar o potencial que a renderização neural pode ter em futuros jogos de corrida.E como seria GTA 6 utilizando DLSS 5?
Aqui entramos deliberadamente no campo da imaginação. Não estamos afirmando que GTA 6 terá DLSS 5, muito menos utilizando os experimentos atuais como confirmação de qualquer recurso futuro da Rockstar. Mas é difícil observar o que está acontecendo com GTA V sem imaginar o que uma implementação bem desenvolvida dessa tecnologia poderia fazer em GTA 6. GTA V possui uma base tecnológica criada há mais de uma década e, mesmo assim, alguns experimentos de renderização neural conseguem modificar profundamente sua apresentação. Agora imagine essa mesma ideia aplicada a uma cidade criada desde o início com uma quantidade muito maior de detalhes. Vice City poderia ser um cenário praticamente perfeito para esse tipo de tecnologia. Luzes de estabelecimentos refletindo nas ruas molhadas durante a noite, iluminação atravessando janelas, praias sob diferentes condições climáticas, interiores, veículos, vegetação tropical e milhares de materiais diferentes poderiam se beneficiar de uma reconstrução de iluminação mais sofisticada. Mas talvez a mudança mais impressionante estivesse justamente nas pessoas. GTA 6 apresenta uma quantidade enorme de personagens circulando pelas cidades e ambientes. Pele, cabelos, roupas, suor, reflexos e iluminação natural são justamente alguns dos elementos nos quais a renderização neural promete atuar. Se GTA V com mais de dez anos já consegue produzir resultados curiosamente realistas em experimentos não oficiais, imaginar uma tecnologia semelhante trabalhando sobre a base gráfica muito mais avançada de GTA 6 é fascinante. Talvez ainda estejamos alguns anos distantes de jogos serem constantemente confundidos com filmes. Mas essa distância parece estar diminuindo rapidamente.Existe um preço para toda essa qualidade gráfica
Até aqui falamos bastante sobre qualidade visual, mas precisamos falar de desempenho. Os primeiros experimentos mostram que o DLSS 5 pode ser extremamente pesado. Testes não oficiais realizados com a biblioteca atual apresentaram quedas expressivas na taxa de quadros. Isso não deveria ser utilizado para determinar o desempenho da versão final. Estamos falando de uma implementação antecipada, incompleta e sendo utilizada inclusive em jogos que nunca foram preparados para ela. Por outro lado, esses resultados deixam claro que renderização neural dessa complexidade não acontece gratuitamente. Será interessante observar como a NVIDIA equilibrará qualidade de imagem, consumo de VRAM e desempenho quando o DLSS 5 estiver efetivamente disponível em jogos comerciais.E as GeForce RTX 40?
Outro desenvolvimento recente tornou a situação ainda mais interessante. Inicialmente, tudo indicava que a implementação atual estava fortemente associada à arquitetura Blackwell das GeForce RTX 50. Entretanto, modders conseguiram modificar a biblioteca experimental para executá-la também em placas Ada Lovelace. Já existem demonstrações utilizando modelos como RTX 4080 e RTX 4090. Isso não significa que a NVIDIA tenha confirmado suporte oficial do DLSS 5 para toda a linha RTX 40. Também existe uma perda considerável de desempenho nos experimentos atuais. Porém, tecnicamente, descobrir que a renderização neural consegue funcionar em GPUs da geração anterior abre uma discussão interessante sobre até onde a compatibilidade poderá chegar. Por enquanto, recomendamos não comprar uma RTX 40 especificamente esperando suporte oficial ao DLSS 5. Essa decisão deve ser tomada considerando aquilo que a placa oferece oficialmente hoje.DLSS 5 torna as placas NVIDIA mais interessantes em 2026?
Quando recomendamos uma placa de vídeo, não devemos analisar apenas FPS. Preço, quantidade de VRAM, consumo, desempenho em rasterização e ray tracing continuam extremamente importantes. AMD e NVIDIA possuem modelos muito competitivos dependendo da faixa de preço. Porém, existe uma característica que vem ganhando cada vez mais importância: o ecossistema de tecnologias disponível junto com a GPU. A NVIDIA construiu ao longo dos últimos anos um conjunto bastante completo de recursos envolvendo DLSS Super Resolution, Frame Generation, Multi Frame Generation, Ray Reconstruction, Reflex e outras tecnologias. O DLSS 5 adiciona mais uma variável nessa escolha. Se a renderização neural realmente evoluir para aquilo que estamos observando nas primeiras demonstrações, possuir uma GeForce RTX compatível poderá representar não apenas mais FPS, mas também acesso a uma forma diferente de renderizar os próprios jogos. Isso aumenta o peso das tecnologias NVIDIA na hora de escolher uma GPU.Qual GeForce RTX escolher pensando nessas tecnologias?
Não recomendamos comprar uma placa apenas porque existe a promessa de uma tecnologia futura. Primeiro escolha uma GPU que entregue o desempenho necessário para os jogos que você pretende utilizar hoje. Depois considere DLSS e os demais recursos como parte do valor oferecido pelo produto. Dentro da linha atual da NVIDIA, podemos separar algumas categorias interessantes:- GeForce RTX 5050: alternativa de entrada para quem pretende jogar principalmente em Full HD e quer acesso ao ecossistema atual da NVIDIA gastando menos.
- GeForce RTX 5060: opção mais equilibrada para Full HD quando queremos mais margem de desempenho.
- GeForce RTX 5060 Ti: interessante para quem busca uma GPU intermediária mais forte, principalmente quando encontrada em uma configuração adequada de memória.
- GeForce RTX 5070: começa a fazer mais sentido para quem pretende jogar em resoluções maiores e utilizar recursos gráficos mais pesados.
- GeForce RTX 5070 Ti ou superiores: opções para computadores de alto desempenho, nos quais ray tracing, resoluções elevadas e tecnologias de renderização neural passam a ter ainda mais espaço.
Vale a pena comprar uma GeForce pensando no DLSS 5?
Consideramos o DLSS 5 um argumento a favor das GeForce, mas ainda não um motivo isolado para comprar uma placa. A tecnologia ainda está no início. Precisamos conhecer a compatibilidade definitiva, observar o desempenho da implementação final, descobrir quantos jogos realmente receberão suporte e principalmente avaliar se os desenvolvedores conseguirão utilizar a renderização neural sem descaracterizar a direção artística original. Existe também uma diferença enorme entre uma demonstração tecnológica impressionante e uma tecnologia utilizada diariamente por milhões de jogadores. Mas ignorar o DLSS 5 na escolha de uma placa também seria um erro. As GPUs estão deixando de ser avaliadas apenas pela quantidade de força bruta disponível para renderizar cada quadro. Reconstrução de imagem, geração de frames, ray tracing e agora renderização neural fazem cada vez mais parte do desempenho e da experiência final.Nossa opinião
O DLSS 5 é uma das tecnologias gráficas mais interessantes que vimos nos últimos anos justamente porque sua proposta vai além de simplesmente aumentar FPS. Os experimentos recentes com GTA V representam muito bem isso. Ver personagens, iluminação e ambientes de um jogo com mais de dez anos adquirirem uma aparência tão diferente mostra o tamanho do potencial da renderização neural. Forza Horizon 6 leva essa percepção para outro nível. Quando uma base gráfica extremamente moderna recebe iluminação e materiais ainda mais sofisticados, determinados momentos realmente começam a lembrar uma cena filmada. Ao mesmo tempo, os testes não oficiais também mostram os problemas: rostos podem ser modificados excessivamente, a identidade artística pode mudar e o impacto sobre o desempenho atualmente é grande. Por isso, ainda é cedo para declarar que estamos diante de uma revolução consolidada. Mas existe uma possibilidade bastante interessante surgindo. Se o DLSS 5 amadurecer, ganhar suporte amplo e conseguir entregar esse nível de transformação visual preservando a intenção dos desenvolvedores, a tecnologia poderá se tornar um dos maiores diferenciais das placas GeForce RTX. E quando pensamos em GTA 6 e nos jogos que serão desenvolvidos durante os próximos anos, fica ainda mais difícil não imaginar onde isso pode chegar. Hoje, continuamos escolhendo uma placa de vídeo principalmente pelo equilíbrio entre preço, desempenho, VRAM e os jogos que pretendemos rodar. Mas depois de observar o que a NVIDIA está fazendo com renderização neural, existe mais um item que começaremos a colocar nessa conta: não apenas quantos frames uma GPU consegue renderizar, mas até onde ela consegue transformar aquilo que estamos vendo na tela.Placas de Vídeo - NVIDIA RTX série 50 com suporte para DLSS 5.0 - Alto Desempenho em Full HD e bom desempenho em 2k
MSI RTX 5060 Ti 16G VENTUS 2X
O que é o NVIDIA DLSS 5?
O DLSS começou sua história principalmente como uma tecnologia de reconstrução de imagem. A ideia básica era permitir que a placa de vídeo renderizasse o jogo utilizando uma resolução interna menor e reconstruísse a imagem final com inteligência artificial. Ao longo das gerações, a NVIDIA adicionou recursos como Frame Generation, Multi Frame Generation e modelos de IA cada vez mais sofisticados. O DLSS 5 dá outro passo. A NVIDIA apresentou a tecnologia durante a GTC 2026 como um novo modelo de renderização neural em tempo real capaz de trabalhar diretamente com iluminação e materiais para aumentar o realismo das cenas. Na prática, não estamos falando apenas de deixar uma imagem que já existe mais nítida. O sistema consegue interpretar informações da própria cena e utilizar inteligência artificial para modificar a maneira como determinados elementos são apresentados. Isso inclui características como:- iluminação indireta;
- sombras de contato;
- aparência da pele;
- cabelos;
- tecidos;
- reflexos;
- rugosidade dos materiais;
- pequenos detalhes de objetos e superfícies.
O DLSS 5 não é simplesmente um novo upscaling
Essa talvez seja a diferença mais importante para entender a tecnologia. Quando ativamos uma tecnologia tradicional de upscaling, esperamos principalmente uma alteração na qualidade e definição da imagem. Com o DLSS 5, determinadas cenas podem efetivamente adquirir outra aparência. A iluminação pode parecer mais natural. A pele de um personagem pode apresentar mais profundidade. Tecidos podem reagir de maneira diferente à luz. Cabelos, olhos e pequenos detalhes podem adquirir características que não estavam sendo representadas daquela maneira pela renderização tradicional. É por isso que algumas comparações do DLSS 5 chamam tanta atenção mesmo quando observadas rapidamente. Não estamos procurando pequenas diferenças em uma imagem ampliada em 400%. Em determinados casos, a mudança é evidente.GTA V com DLSS 5 mostra o potencial da tecnologia
Um dos exemplos que mais chamou nossa atenção foi GTA V. Estamos falando de um jogo lançado originalmente há mais de uma década e que, apesar das diversas atualizações e melhorias recebidas ao longo dos anos, inevitavelmente carrega elementos visuais de outra geração. É justamente por isso que os experimentos com DLSS 5 são tão interessantes. Em implementações experimentais que começaram a circular, podemos observar mudanças significativas principalmente na iluminação, nos materiais e na aparência dos personagens. Rostos recebem mais detalhes de iluminação e sombreamento. A pele ganha uma aparência diferente. Roupas reagem melhor à iluminação e determinados ambientes passam a apresentar uma sensação muito mais próxima de uma fotografia ou produção cinematográfica. Em alguns momentos, é difícil acreditar que a base continua sendo GTA V. E isso demonstra uma característica potencialmente revolucionária do DLSS 5: a inteligência artificial pode ajudar jogos antigos a envelhecerem de uma maneira completamente diferente. Não significa que qualquer jogo antigo automaticamente passará a parecer um lançamento de última geração. A qualidade dos modelos, animações, geometria, texturas e direção artística original continua sendo extremamente importante. Mas GTA V é uma demonstração interessante de quanto a apresentação visual pode mudar sem reconstruir o jogo inteiro do zero.Mas existe um detalhe importante: GTA V não possui suporte oficial ao DLSS 5
Aqui precisamos separar demonstração tecnológica de implementação oficial. Os testes recentes que circulam com GTA V, Cyberpunk 2077, Skyrim, Control e diversos outros jogos foram realizados através de métodos não oficiais. Uma biblioteca relacionada à renderização neural do DLSS 5 apareceu antecipadamente nos arquivos de NBA 2K27 e rapidamente começou a ser utilizada pela comunidade de modders. Ferramentas como RenoDX passaram então a permitir experimentos com a tecnologia em jogos que não foram preparados oficialmente para ela. Portanto, os resultados atuais não representam necessariamente aquilo que veremos quando desenvolvedores implementarem o DLSS 5 diretamente em seus jogos. Existem problemas de desempenho, inconsistências visuais e situações em que a inteligência artificial modifica excessivamente a aparência original dos personagens. Isso precisa ficar muito claro antes de utilizarmos esses testes para julgar definitivamente a tecnologia.DLSS 5 pode deixar os personagens mais realistas, mas existe uma discussão importante
Existe outro lado dessa evolução que não podemos ignorar. Se a inteligência artificial consegue interpretar pele, cabelo, iluminação e materiais, até onde ela pode alterar aquilo que o artista originalmente criou? Alguns dos primeiros exemplos do DLSS 5 impressionaram justamente pelo realismo dos personagens. Outros receberam críticas porque determinados rostos pareciam diferentes demais da criação original. Essa discussão é importante. Um personagem não precisa necessariamente parecer uma pessoa real para possuir bons gráficos. Jogos também possuem estilos artísticos próprios, e transformar indiscriminadamente tudo em algo fotorrealista poderia prejudicar justamente essa identidade. A NVIDIA afirma que os desenvolvedores terão controle sobre a aplicação e intensidade desses recursos. Isso provavelmente será fundamental para o sucesso do DLSS 5. A melhor utilização da tecnologia talvez não seja transformar todos os jogos em filmes, mas permitir que cada desenvolvedor escolha onde a renderização neural realmente melhora sua direção artística.Forza Horizon 6 mostra como essa ideia pode funcionar muito bem
Jogos de corrida são um cenário particularmente interessante para tecnologias que trabalham com iluminação e materiais. Carrocerias, vidros, asfalto, vegetação, água, céu e reflexos possuem características que se beneficiam enormemente de uma iluminação mais realista. Forza Horizon 6 já é um jogo visualmente impressionante, mas experimentos recentes utilizando a implementação não oficial do DLSS 5 mostram um resultado que, em determinadas cenas, se aproxima ainda mais de uma filmagem. É aquele tipo de imagem em que precisamos observar por alguns segundos para perceber que estamos olhando para um jogo. Novamente, isso não significa suporte oficial ao DLSS 5. Forza Horizon 6 foi anunciado oficialmente com suporte ao DLSS 4 e ray tracing. Os experimentos com DLSS 5 que estão circulando atualmente são modificações realizadas pela comunidade. Mesmo assim, eles ajudam a demonstrar o potencial que a renderização neural pode ter em futuros jogos de corrida.E como seria GTA 6 utilizando DLSS 5?
Aqui entramos deliberadamente no campo da imaginação. Não estamos afirmando que GTA 6 terá DLSS 5, muito menos utilizando os experimentos atuais como confirmação de qualquer recurso futuro da Rockstar. Mas é difícil observar o que está acontecendo com GTA V sem imaginar o que uma implementação bem desenvolvida dessa tecnologia poderia fazer em GTA 6. GTA V possui uma base tecnológica criada há mais de uma década e, mesmo assim, alguns experimentos de renderização neural conseguem modificar profundamente sua apresentação. Agora imagine essa mesma ideia aplicada a uma cidade criada desde o início com uma quantidade muito maior de detalhes. Vice City poderia ser um cenário praticamente perfeito para esse tipo de tecnologia. Luzes de estabelecimentos refletindo nas ruas molhadas durante a noite, iluminação atravessando janelas, praias sob diferentes condições climáticas, interiores, veículos, vegetação tropical e milhares de materiais diferentes poderiam se beneficiar de uma reconstrução de iluminação mais sofisticada. Mas talvez a mudança mais impressionante estivesse justamente nas pessoas. GTA 6 apresenta uma quantidade enorme de personagens circulando pelas cidades e ambientes. Pele, cabelos, roupas, suor, reflexos e iluminação natural são justamente alguns dos elementos nos quais a renderização neural promete atuar. Se GTA V com mais de dez anos já consegue produzir resultados curiosamente realistas em experimentos não oficiais, imaginar uma tecnologia semelhante trabalhando sobre a base gráfica muito mais avançada de GTA 6 é fascinante. Talvez ainda estejamos alguns anos distantes de jogos serem constantemente confundidos com filmes. Mas essa distância parece estar diminuindo rapidamente.Existe um preço para toda essa qualidade gráfica
Até aqui falamos bastante sobre qualidade visual, mas precisamos falar de desempenho. Os primeiros experimentos mostram que o DLSS 5 pode ser extremamente pesado. Testes não oficiais realizados com a biblioteca atual apresentaram quedas expressivas na taxa de quadros. Isso não deveria ser utilizado para determinar o desempenho da versão final. Estamos falando de uma implementação antecipada, incompleta e sendo utilizada inclusive em jogos que nunca foram preparados para ela. Por outro lado, esses resultados deixam claro que renderização neural dessa complexidade não acontece gratuitamente. Será interessante observar como a NVIDIA equilibrará qualidade de imagem, consumo de VRAM e desempenho quando o DLSS 5 estiver efetivamente disponível em jogos comerciais.E as GeForce RTX 40?
Outro desenvolvimento recente tornou a situação ainda mais interessante. Inicialmente, tudo indicava que a implementação atual estava fortemente associada à arquitetura Blackwell das GeForce RTX 50. Entretanto, modders conseguiram modificar a biblioteca experimental para executá-la também em placas Ada Lovelace. Já existem demonstrações utilizando modelos como RTX 4080 e RTX 4090. Isso não significa que a NVIDIA tenha confirmado suporte oficial do DLSS 5 para toda a linha RTX 40. Também existe uma perda considerável de desempenho nos experimentos atuais. Porém, tecnicamente, descobrir que a renderização neural consegue funcionar em GPUs da geração anterior abre uma discussão interessante sobre até onde a compatibilidade poderá chegar. Por enquanto, recomendamos não comprar uma RTX 40 especificamente esperando suporte oficial ao DLSS 5. Essa decisão deve ser tomada considerando aquilo que a placa oferece oficialmente hoje.DLSS 5 torna as placas NVIDIA mais interessantes em 2026?
Quando recomendamos uma placa de vídeo, não devemos analisar apenas FPS. Preço, quantidade de VRAM, consumo, desempenho em rasterização e ray tracing continuam extremamente importantes. AMD e NVIDIA possuem modelos muito competitivos dependendo da faixa de preço. Porém, existe uma característica que vem ganhando cada vez mais importância: o ecossistema de tecnologias disponível junto com a GPU. A NVIDIA construiu ao longo dos últimos anos um conjunto bastante completo de recursos envolvendo DLSS Super Resolution, Frame Generation, Multi Frame Generation, Ray Reconstruction, Reflex e outras tecnologias. O DLSS 5 adiciona mais uma variável nessa escolha. Se a renderização neural realmente evoluir para aquilo que estamos observando nas primeiras demonstrações, possuir uma GeForce RTX compatível poderá representar não apenas mais FPS, mas também acesso a uma forma diferente de renderizar os próprios jogos. Isso aumenta o peso das tecnologias NVIDIA na hora de escolher uma GPU.Qual GeForce RTX escolher pensando nessas tecnologias?
Não recomendamos comprar uma placa apenas porque existe a promessa de uma tecnologia futura. Primeiro escolha uma GPU que entregue o desempenho necessário para os jogos que você pretende utilizar hoje. Depois considere DLSS e os demais recursos como parte do valor oferecido pelo produto. Dentro da linha atual da NVIDIA, podemos separar algumas categorias interessantes:- GeForce RTX 5050: alternativa de entrada para quem pretende jogar principalmente em Full HD e quer acesso ao ecossistema atual da NVIDIA gastando menos.
- GeForce RTX 5060: opção mais equilibrada para Full HD quando queremos mais margem de desempenho.
- GeForce RTX 5060 Ti: interessante para quem busca uma GPU intermediária mais forte, principalmente quando encontrada em uma configuração adequada de memória.
- GeForce RTX 5070: começa a fazer mais sentido para quem pretende jogar em resoluções maiores e utilizar recursos gráficos mais pesados.
- GeForce RTX 5070 Ti ou superiores: opções para computadores de alto desempenho, nos quais ray tracing, resoluções elevadas e tecnologias de renderização neural passam a ter ainda mais espaço.
Vale a pena comprar uma GeForce pensando no DLSS 5?
Consideramos o DLSS 5 um argumento a favor das GeForce, mas ainda não um motivo isolado para comprar uma placa. A tecnologia ainda está no início. Precisamos conhecer a compatibilidade definitiva, observar o desempenho da implementação final, descobrir quantos jogos realmente receberão suporte e principalmente avaliar se os desenvolvedores conseguirão utilizar a renderização neural sem descaracterizar a direção artística original. Existe também uma diferença enorme entre uma demonstração tecnológica impressionante e uma tecnologia utilizada diariamente por milhões de jogadores. Mas ignorar o DLSS 5 na escolha de uma placa também seria um erro. As GPUs estão deixando de ser avaliadas apenas pela quantidade de força bruta disponível para renderizar cada quadro. Reconstrução de imagem, geração de frames, ray tracing e agora renderização neural fazem cada vez mais parte do desempenho e da experiência final.Nossa opinião
O DLSS 5 é uma das tecnologias gráficas mais interessantes que vimos nos últimos anos justamente porque sua proposta vai além de simplesmente aumentar FPS. Os experimentos recentes com GTA V representam muito bem isso. Ver personagens, iluminação e ambientes de um jogo com mais de dez anos adquirirem uma aparência tão diferente mostra o tamanho do potencial da renderização neural. Forza Horizon 6 leva essa percepção para outro nível. Quando uma base gráfica extremamente moderna recebe iluminação e materiais ainda mais sofisticados, determinados momentos realmente começam a lembrar uma cena filmada. Ao mesmo tempo, os testes não oficiais também mostram os problemas: rostos podem ser modificados excessivamente, a identidade artística pode mudar e o impacto sobre o desempenho atualmente é grande. Por isso, ainda é cedo para declarar que estamos diante de uma revolução consolidada. Mas existe uma possibilidade bastante interessante surgindo. Se o DLSS 5 amadurecer, ganhar suporte amplo e conseguir entregar esse nível de transformação visual preservando a intenção dos desenvolvedores, a tecnologia poderá se tornar um dos maiores diferenciais das placas GeForce RTX. E quando pensamos em GTA 6 e nos jogos que serão desenvolvidos durante os próximos anos, fica ainda mais difícil não imaginar onde isso pode chegar. Hoje, continuamos escolhendo uma placa de vídeo principalmente pelo equilíbrio entre preço, desempenho, VRAM e os jogos que pretendemos rodar. Mas depois de observar o que a NVIDIA está fazendo com renderização neural, existe mais um item que começaremos a colocar nessa conta: não apenas quantos frames uma GPU consegue renderizar, mas até onde ela consegue transformar aquilo que estamos vendo na tela.Gainward RTX 5060 TI 8GB Ghost
O que é o NVIDIA DLSS 5?
O DLSS começou sua história principalmente como uma tecnologia de reconstrução de imagem. A ideia básica era permitir que a placa de vídeo renderizasse o jogo utilizando uma resolução interna menor e reconstruísse a imagem final com inteligência artificial. Ao longo das gerações, a NVIDIA adicionou recursos como Frame Generation, Multi Frame Generation e modelos de IA cada vez mais sofisticados. O DLSS 5 dá outro passo. A NVIDIA apresentou a tecnologia durante a GTC 2026 como um novo modelo de renderização neural em tempo real capaz de trabalhar diretamente com iluminação e materiais para aumentar o realismo das cenas. Na prática, não estamos falando apenas de deixar uma imagem que já existe mais nítida. O sistema consegue interpretar informações da própria cena e utilizar inteligência artificial para modificar a maneira como determinados elementos são apresentados. Isso inclui características como:- iluminação indireta;
- sombras de contato;
- aparência da pele;
- cabelos;
- tecidos;
- reflexos;
- rugosidade dos materiais;
- pequenos detalhes de objetos e superfícies.
O DLSS 5 não é simplesmente um novo upscaling
Essa talvez seja a diferença mais importante para entender a tecnologia. Quando ativamos uma tecnologia tradicional de upscaling, esperamos principalmente uma alteração na qualidade e definição da imagem. Com o DLSS 5, determinadas cenas podem efetivamente adquirir outra aparência. A iluminação pode parecer mais natural. A pele de um personagem pode apresentar mais profundidade. Tecidos podem reagir de maneira diferente à luz. Cabelos, olhos e pequenos detalhes podem adquirir características que não estavam sendo representadas daquela maneira pela renderização tradicional. É por isso que algumas comparações do DLSS 5 chamam tanta atenção mesmo quando observadas rapidamente. Não estamos procurando pequenas diferenças em uma imagem ampliada em 400%. Em determinados casos, a mudança é evidente.GTA V com DLSS 5 mostra o potencial da tecnologia
Um dos exemplos que mais chamou nossa atenção foi GTA V. Estamos falando de um jogo lançado originalmente há mais de uma década e que, apesar das diversas atualizações e melhorias recebidas ao longo dos anos, inevitavelmente carrega elementos visuais de outra geração. É justamente por isso que os experimentos com DLSS 5 são tão interessantes. Em implementações experimentais que começaram a circular, podemos observar mudanças significativas principalmente na iluminação, nos materiais e na aparência dos personagens. Rostos recebem mais detalhes de iluminação e sombreamento. A pele ganha uma aparência diferente. Roupas reagem melhor à iluminação e determinados ambientes passam a apresentar uma sensação muito mais próxima de uma fotografia ou produção cinematográfica. Em alguns momentos, é difícil acreditar que a base continua sendo GTA V. E isso demonstra uma característica potencialmente revolucionária do DLSS 5: a inteligência artificial pode ajudar jogos antigos a envelhecerem de uma maneira completamente diferente. Não significa que qualquer jogo antigo automaticamente passará a parecer um lançamento de última geração. A qualidade dos modelos, animações, geometria, texturas e direção artística original continua sendo extremamente importante. Mas GTA V é uma demonstração interessante de quanto a apresentação visual pode mudar sem reconstruir o jogo inteiro do zero.Mas existe um detalhe importante: GTA V não possui suporte oficial ao DLSS 5
Aqui precisamos separar demonstração tecnológica de implementação oficial. Os testes recentes que circulam com GTA V, Cyberpunk 2077, Skyrim, Control e diversos outros jogos foram realizados através de métodos não oficiais. Uma biblioteca relacionada à renderização neural do DLSS 5 apareceu antecipadamente nos arquivos de NBA 2K27 e rapidamente começou a ser utilizada pela comunidade de modders. Ferramentas como RenoDX passaram então a permitir experimentos com a tecnologia em jogos que não foram preparados oficialmente para ela. Portanto, os resultados atuais não representam necessariamente aquilo que veremos quando desenvolvedores implementarem o DLSS 5 diretamente em seus jogos. Existem problemas de desempenho, inconsistências visuais e situações em que a inteligência artificial modifica excessivamente a aparência original dos personagens. Isso precisa ficar muito claro antes de utilizarmos esses testes para julgar definitivamente a tecnologia.DLSS 5 pode deixar os personagens mais realistas, mas existe uma discussão importante
Existe outro lado dessa evolução que não podemos ignorar. Se a inteligência artificial consegue interpretar pele, cabelo, iluminação e materiais, até onde ela pode alterar aquilo que o artista originalmente criou? Alguns dos primeiros exemplos do DLSS 5 impressionaram justamente pelo realismo dos personagens. Outros receberam críticas porque determinados rostos pareciam diferentes demais da criação original. Essa discussão é importante. Um personagem não precisa necessariamente parecer uma pessoa real para possuir bons gráficos. Jogos também possuem estilos artísticos próprios, e transformar indiscriminadamente tudo em algo fotorrealista poderia prejudicar justamente essa identidade. A NVIDIA afirma que os desenvolvedores terão controle sobre a aplicação e intensidade desses recursos. Isso provavelmente será fundamental para o sucesso do DLSS 5. A melhor utilização da tecnologia talvez não seja transformar todos os jogos em filmes, mas permitir que cada desenvolvedor escolha onde a renderização neural realmente melhora sua direção artística.Forza Horizon 6 mostra como essa ideia pode funcionar muito bem
Jogos de corrida são um cenário particularmente interessante para tecnologias que trabalham com iluminação e materiais. Carrocerias, vidros, asfalto, vegetação, água, céu e reflexos possuem características que se beneficiam enormemente de uma iluminação mais realista. Forza Horizon 6 já é um jogo visualmente impressionante, mas experimentos recentes utilizando a implementação não oficial do DLSS 5 mostram um resultado que, em determinadas cenas, se aproxima ainda mais de uma filmagem. É aquele tipo de imagem em que precisamos observar por alguns segundos para perceber que estamos olhando para um jogo. Novamente, isso não significa suporte oficial ao DLSS 5. Forza Horizon 6 foi anunciado oficialmente com suporte ao DLSS 4 e ray tracing. Os experimentos com DLSS 5 que estão circulando atualmente são modificações realizadas pela comunidade. Mesmo assim, eles ajudam a demonstrar o potencial que a renderização neural pode ter em futuros jogos de corrida.E como seria GTA 6 utilizando DLSS 5?
Aqui entramos deliberadamente no campo da imaginação. Não estamos afirmando que GTA 6 terá DLSS 5, muito menos utilizando os experimentos atuais como confirmação de qualquer recurso futuro da Rockstar. Mas é difícil observar o que está acontecendo com GTA V sem imaginar o que uma implementação bem desenvolvida dessa tecnologia poderia fazer em GTA 6. GTA V possui uma base tecnológica criada há mais de uma década e, mesmo assim, alguns experimentos de renderização neural conseguem modificar profundamente sua apresentação. Agora imagine essa mesma ideia aplicada a uma cidade criada desde o início com uma quantidade muito maior de detalhes. Vice City poderia ser um cenário praticamente perfeito para esse tipo de tecnologia. Luzes de estabelecimentos refletindo nas ruas molhadas durante a noite, iluminação atravessando janelas, praias sob diferentes condições climáticas, interiores, veículos, vegetação tropical e milhares de materiais diferentes poderiam se beneficiar de uma reconstrução de iluminação mais sofisticada. Mas talvez a mudança mais impressionante estivesse justamente nas pessoas. GTA 6 apresenta uma quantidade enorme de personagens circulando pelas cidades e ambientes. Pele, cabelos, roupas, suor, reflexos e iluminação natural são justamente alguns dos elementos nos quais a renderização neural promete atuar. Se GTA V com mais de dez anos já consegue produzir resultados curiosamente realistas em experimentos não oficiais, imaginar uma tecnologia semelhante trabalhando sobre a base gráfica muito mais avançada de GTA 6 é fascinante. Talvez ainda estejamos alguns anos distantes de jogos serem constantemente confundidos com filmes. Mas essa distância parece estar diminuindo rapidamente.Existe um preço para toda essa qualidade gráfica
Até aqui falamos bastante sobre qualidade visual, mas precisamos falar de desempenho. Os primeiros experimentos mostram que o DLSS 5 pode ser extremamente pesado. Testes não oficiais realizados com a biblioteca atual apresentaram quedas expressivas na taxa de quadros. Isso não deveria ser utilizado para determinar o desempenho da versão final. Estamos falando de uma implementação antecipada, incompleta e sendo utilizada inclusive em jogos que nunca foram preparados para ela. Por outro lado, esses resultados deixam claro que renderização neural dessa complexidade não acontece gratuitamente. Será interessante observar como a NVIDIA equilibrará qualidade de imagem, consumo de VRAM e desempenho quando o DLSS 5 estiver efetivamente disponível em jogos comerciais.E as GeForce RTX 40?
Outro desenvolvimento recente tornou a situação ainda mais interessante. Inicialmente, tudo indicava que a implementação atual estava fortemente associada à arquitetura Blackwell das GeForce RTX 50. Entretanto, modders conseguiram modificar a biblioteca experimental para executá-la também em placas Ada Lovelace. Já existem demonstrações utilizando modelos como RTX 4080 e RTX 4090. Isso não significa que a NVIDIA tenha confirmado suporte oficial do DLSS 5 para toda a linha RTX 40. Também existe uma perda considerável de desempenho nos experimentos atuais. Porém, tecnicamente, descobrir que a renderização neural consegue funcionar em GPUs da geração anterior abre uma discussão interessante sobre até onde a compatibilidade poderá chegar. Por enquanto, recomendamos não comprar uma RTX 40 especificamente esperando suporte oficial ao DLSS 5. Essa decisão deve ser tomada considerando aquilo que a placa oferece oficialmente hoje.DLSS 5 torna as placas NVIDIA mais interessantes em 2026?
Quando recomendamos uma placa de vídeo, não devemos analisar apenas FPS. Preço, quantidade de VRAM, consumo, desempenho em rasterização e ray tracing continuam extremamente importantes. AMD e NVIDIA possuem modelos muito competitivos dependendo da faixa de preço. Porém, existe uma característica que vem ganhando cada vez mais importância: o ecossistema de tecnologias disponível junto com a GPU. A NVIDIA construiu ao longo dos últimos anos um conjunto bastante completo de recursos envolvendo DLSS Super Resolution, Frame Generation, Multi Frame Generation, Ray Reconstruction, Reflex e outras tecnologias. O DLSS 5 adiciona mais uma variável nessa escolha. Se a renderização neural realmente evoluir para aquilo que estamos observando nas primeiras demonstrações, possuir uma GeForce RTX compatível poderá representar não apenas mais FPS, mas também acesso a uma forma diferente de renderizar os próprios jogos. Isso aumenta o peso das tecnologias NVIDIA na hora de escolher uma GPU.Qual GeForce RTX escolher pensando nessas tecnologias?
Não recomendamos comprar uma placa apenas porque existe a promessa de uma tecnologia futura. Primeiro escolha uma GPU que entregue o desempenho necessário para os jogos que você pretende utilizar hoje. Depois considere DLSS e os demais recursos como parte do valor oferecido pelo produto. Dentro da linha atual da NVIDIA, podemos separar algumas categorias interessantes:- GeForce RTX 5050: alternativa de entrada para quem pretende jogar principalmente em Full HD e quer acesso ao ecossistema atual da NVIDIA gastando menos.
- GeForce RTX 5060: opção mais equilibrada para Full HD quando queremos mais margem de desempenho.
- GeForce RTX 5060 Ti: interessante para quem busca uma GPU intermediária mais forte, principalmente quando encontrada em uma configuração adequada de memória.
- GeForce RTX 5070: começa a fazer mais sentido para quem pretende jogar em resoluções maiores e utilizar recursos gráficos mais pesados.
- GeForce RTX 5070 Ti ou superiores: opções para computadores de alto desempenho, nos quais ray tracing, resoluções elevadas e tecnologias de renderização neural passam a ter ainda mais espaço.
Vale a pena comprar uma GeForce pensando no DLSS 5?
Consideramos o DLSS 5 um argumento a favor das GeForce, mas ainda não um motivo isolado para comprar uma placa. A tecnologia ainda está no início. Precisamos conhecer a compatibilidade definitiva, observar o desempenho da implementação final, descobrir quantos jogos realmente receberão suporte e principalmente avaliar se os desenvolvedores conseguirão utilizar a renderização neural sem descaracterizar a direção artística original. Existe também uma diferença enorme entre uma demonstração tecnológica impressionante e uma tecnologia utilizada diariamente por milhões de jogadores. Mas ignorar o DLSS 5 na escolha de uma placa também seria um erro. As GPUs estão deixando de ser avaliadas apenas pela quantidade de força bruta disponível para renderizar cada quadro. Reconstrução de imagem, geração de frames, ray tracing e agora renderização neural fazem cada vez mais parte do desempenho e da experiência final.Nossa opinião
O DLSS 5 é uma das tecnologias gráficas mais interessantes que vimos nos últimos anos justamente porque sua proposta vai além de simplesmente aumentar FPS. Os experimentos recentes com GTA V representam muito bem isso. Ver personagens, iluminação e ambientes de um jogo com mais de dez anos adquirirem uma aparência tão diferente mostra o tamanho do potencial da renderização neural. Forza Horizon 6 leva essa percepção para outro nível. Quando uma base gráfica extremamente moderna recebe iluminação e materiais ainda mais sofisticados, determinados momentos realmente começam a lembrar uma cena filmada. Ao mesmo tempo, os testes não oficiais também mostram os problemas: rostos podem ser modificados excessivamente, a identidade artística pode mudar e o impacto sobre o desempenho atualmente é grande. Por isso, ainda é cedo para declarar que estamos diante de uma revolução consolidada. Mas existe uma possibilidade bastante interessante surgindo. Se o DLSS 5 amadurecer, ganhar suporte amplo e conseguir entregar esse nível de transformação visual preservando a intenção dos desenvolvedores, a tecnologia poderá se tornar um dos maiores diferenciais das placas GeForce RTX. E quando pensamos em GTA 6 e nos jogos que serão desenvolvidos durante os próximos anos, fica ainda mais difícil não imaginar onde isso pode chegar. Hoje, continuamos escolhendo uma placa de vídeo principalmente pelo equilíbrio entre preço, desempenho, VRAM e os jogos que pretendemos rodar. Mas depois de observar o que a NVIDIA está fazendo com renderização neural, existe mais um item que começaremos a colocar nessa conta: não apenas quantos frames uma GPU consegue renderizar, mas até onde ela consegue transformar aquilo que estamos vendo na tela.Placas de Vídeo - NVIDIA RTX série 50 com suporte para DLSS 5.0 - Alto Desempenho em Full HD
ASUS DUAL GEFORCE RTX 5060
O que é o NVIDIA DLSS 5?
O DLSS começou sua história principalmente como uma tecnologia de reconstrução de imagem. A ideia básica era permitir que a placa de vídeo renderizasse o jogo utilizando uma resolução interna menor e reconstruísse a imagem final com inteligência artificial. Ao longo das gerações, a NVIDIA adicionou recursos como Frame Generation, Multi Frame Generation e modelos de IA cada vez mais sofisticados. O DLSS 5 dá outro passo. A NVIDIA apresentou a tecnologia durante a GTC 2026 como um novo modelo de renderização neural em tempo real capaz de trabalhar diretamente com iluminação e materiais para aumentar o realismo das cenas. Na prática, não estamos falando apenas de deixar uma imagem que já existe mais nítida. O sistema consegue interpretar informações da própria cena e utilizar inteligência artificial para modificar a maneira como determinados elementos são apresentados. Isso inclui características como:- iluminação indireta;
- sombras de contato;
- aparência da pele;
- cabelos;
- tecidos;
- reflexos;
- rugosidade dos materiais;
- pequenos detalhes de objetos e superfícies.
O DLSS 5 não é simplesmente um novo upscaling
Essa talvez seja a diferença mais importante para entender a tecnologia. Quando ativamos uma tecnologia tradicional de upscaling, esperamos principalmente uma alteração na qualidade e definição da imagem. Com o DLSS 5, determinadas cenas podem efetivamente adquirir outra aparência. A iluminação pode parecer mais natural. A pele de um personagem pode apresentar mais profundidade. Tecidos podem reagir de maneira diferente à luz. Cabelos, olhos e pequenos detalhes podem adquirir características que não estavam sendo representadas daquela maneira pela renderização tradicional. É por isso que algumas comparações do DLSS 5 chamam tanta atenção mesmo quando observadas rapidamente. Não estamos procurando pequenas diferenças em uma imagem ampliada em 400%. Em determinados casos, a mudança é evidente.GTA V com DLSS 5 mostra o potencial da tecnologia
Um dos exemplos que mais chamou nossa atenção foi GTA V. Estamos falando de um jogo lançado originalmente há mais de uma década e que, apesar das diversas atualizações e melhorias recebidas ao longo dos anos, inevitavelmente carrega elementos visuais de outra geração. É justamente por isso que os experimentos com DLSS 5 são tão interessantes. Em implementações experimentais que começaram a circular, podemos observar mudanças significativas principalmente na iluminação, nos materiais e na aparência dos personagens. Rostos recebem mais detalhes de iluminação e sombreamento. A pele ganha uma aparência diferente. Roupas reagem melhor à iluminação e determinados ambientes passam a apresentar uma sensação muito mais próxima de uma fotografia ou produção cinematográfica. Em alguns momentos, é difícil acreditar que a base continua sendo GTA V. E isso demonstra uma característica potencialmente revolucionária do DLSS 5: a inteligência artificial pode ajudar jogos antigos a envelhecerem de uma maneira completamente diferente. Não significa que qualquer jogo antigo automaticamente passará a parecer um lançamento de última geração. A qualidade dos modelos, animações, geometria, texturas e direção artística original continua sendo extremamente importante. Mas GTA V é uma demonstração interessante de quanto a apresentação visual pode mudar sem reconstruir o jogo inteiro do zero.Mas existe um detalhe importante: GTA V não possui suporte oficial ao DLSS 5
Aqui precisamos separar demonstração tecnológica de implementação oficial. Os testes recentes que circulam com GTA V, Cyberpunk 2077, Skyrim, Control e diversos outros jogos foram realizados através de métodos não oficiais. Uma biblioteca relacionada à renderização neural do DLSS 5 apareceu antecipadamente nos arquivos de NBA 2K27 e rapidamente começou a ser utilizada pela comunidade de modders. Ferramentas como RenoDX passaram então a permitir experimentos com a tecnologia em jogos que não foram preparados oficialmente para ela. Portanto, os resultados atuais não representam necessariamente aquilo que veremos quando desenvolvedores implementarem o DLSS 5 diretamente em seus jogos. Existem problemas de desempenho, inconsistências visuais e situações em que a inteligência artificial modifica excessivamente a aparência original dos personagens. Isso precisa ficar muito claro antes de utilizarmos esses testes para julgar definitivamente a tecnologia.DLSS 5 pode deixar os personagens mais realistas, mas existe uma discussão importante
Existe outro lado dessa evolução que não podemos ignorar. Se a inteligência artificial consegue interpretar pele, cabelo, iluminação e materiais, até onde ela pode alterar aquilo que o artista originalmente criou? Alguns dos primeiros exemplos do DLSS 5 impressionaram justamente pelo realismo dos personagens. Outros receberam críticas porque determinados rostos pareciam diferentes demais da criação original. Essa discussão é importante. Um personagem não precisa necessariamente parecer uma pessoa real para possuir bons gráficos. Jogos também possuem estilos artísticos próprios, e transformar indiscriminadamente tudo em algo fotorrealista poderia prejudicar justamente essa identidade. A NVIDIA afirma que os desenvolvedores terão controle sobre a aplicação e intensidade desses recursos. Isso provavelmente será fundamental para o sucesso do DLSS 5. A melhor utilização da tecnologia talvez não seja transformar todos os jogos em filmes, mas permitir que cada desenvolvedor escolha onde a renderização neural realmente melhora sua direção artística.Forza Horizon 6 mostra como essa ideia pode funcionar muito bem
Jogos de corrida são um cenário particularmente interessante para tecnologias que trabalham com iluminação e materiais. Carrocerias, vidros, asfalto, vegetação, água, céu e reflexos possuem características que se beneficiam enormemente de uma iluminação mais realista. Forza Horizon 6 já é um jogo visualmente impressionante, mas experimentos recentes utilizando a implementação não oficial do DLSS 5 mostram um resultado que, em determinadas cenas, se aproxima ainda mais de uma filmagem. É aquele tipo de imagem em que precisamos observar por alguns segundos para perceber que estamos olhando para um jogo. Novamente, isso não significa suporte oficial ao DLSS 5. Forza Horizon 6 foi anunciado oficialmente com suporte ao DLSS 4 e ray tracing. Os experimentos com DLSS 5 que estão circulando atualmente são modificações realizadas pela comunidade. Mesmo assim, eles ajudam a demonstrar o potencial que a renderização neural pode ter em futuros jogos de corrida.E como seria GTA 6 utilizando DLSS 5?
Aqui entramos deliberadamente no campo da imaginação. Não estamos afirmando que GTA 6 terá DLSS 5, muito menos utilizando os experimentos atuais como confirmação de qualquer recurso futuro da Rockstar. Mas é difícil observar o que está acontecendo com GTA V sem imaginar o que uma implementação bem desenvolvida dessa tecnologia poderia fazer em GTA 6. GTA V possui uma base tecnológica criada há mais de uma década e, mesmo assim, alguns experimentos de renderização neural conseguem modificar profundamente sua apresentação. Agora imagine essa mesma ideia aplicada a uma cidade criada desde o início com uma quantidade muito maior de detalhes. Vice City poderia ser um cenário praticamente perfeito para esse tipo de tecnologia. Luzes de estabelecimentos refletindo nas ruas molhadas durante a noite, iluminação atravessando janelas, praias sob diferentes condições climáticas, interiores, veículos, vegetação tropical e milhares de materiais diferentes poderiam se beneficiar de uma reconstrução de iluminação mais sofisticada. Mas talvez a mudança mais impressionante estivesse justamente nas pessoas. GTA 6 apresenta uma quantidade enorme de personagens circulando pelas cidades e ambientes. Pele, cabelos, roupas, suor, reflexos e iluminação natural são justamente alguns dos elementos nos quais a renderização neural promete atuar. Se GTA V com mais de dez anos já consegue produzir resultados curiosamente realistas em experimentos não oficiais, imaginar uma tecnologia semelhante trabalhando sobre a base gráfica muito mais avançada de GTA 6 é fascinante. Talvez ainda estejamos alguns anos distantes de jogos serem constantemente confundidos com filmes. Mas essa distância parece estar diminuindo rapidamente.Existe um preço para toda essa qualidade gráfica
Até aqui falamos bastante sobre qualidade visual, mas precisamos falar de desempenho. Os primeiros experimentos mostram que o DLSS 5 pode ser extremamente pesado. Testes não oficiais realizados com a biblioteca atual apresentaram quedas expressivas na taxa de quadros. Isso não deveria ser utilizado para determinar o desempenho da versão final. Estamos falando de uma implementação antecipada, incompleta e sendo utilizada inclusive em jogos que nunca foram preparados para ela. Por outro lado, esses resultados deixam claro que renderização neural dessa complexidade não acontece gratuitamente. Será interessante observar como a NVIDIA equilibrará qualidade de imagem, consumo de VRAM e desempenho quando o DLSS 5 estiver efetivamente disponível em jogos comerciais.E as GeForce RTX 40?
Outro desenvolvimento recente tornou a situação ainda mais interessante. Inicialmente, tudo indicava que a implementação atual estava fortemente associada à arquitetura Blackwell das GeForce RTX 50. Entretanto, modders conseguiram modificar a biblioteca experimental para executá-la também em placas Ada Lovelace. Já existem demonstrações utilizando modelos como RTX 4080 e RTX 4090. Isso não significa que a NVIDIA tenha confirmado suporte oficial do DLSS 5 para toda a linha RTX 40. Também existe uma perda considerável de desempenho nos experimentos atuais. Porém, tecnicamente, descobrir que a renderização neural consegue funcionar em GPUs da geração anterior abre uma discussão interessante sobre até onde a compatibilidade poderá chegar. Por enquanto, recomendamos não comprar uma RTX 40 especificamente esperando suporte oficial ao DLSS 5. Essa decisão deve ser tomada considerando aquilo que a placa oferece oficialmente hoje.DLSS 5 torna as placas NVIDIA mais interessantes em 2026?
Quando recomendamos uma placa de vídeo, não devemos analisar apenas FPS. Preço, quantidade de VRAM, consumo, desempenho em rasterização e ray tracing continuam extremamente importantes. AMD e NVIDIA possuem modelos muito competitivos dependendo da faixa de preço. Porém, existe uma característica que vem ganhando cada vez mais importância: o ecossistema de tecnologias disponível junto com a GPU. A NVIDIA construiu ao longo dos últimos anos um conjunto bastante completo de recursos envolvendo DLSS Super Resolution, Frame Generation, Multi Frame Generation, Ray Reconstruction, Reflex e outras tecnologias. O DLSS 5 adiciona mais uma variável nessa escolha. Se a renderização neural realmente evoluir para aquilo que estamos observando nas primeiras demonstrações, possuir uma GeForce RTX compatível poderá representar não apenas mais FPS, mas também acesso a uma forma diferente de renderizar os próprios jogos. Isso aumenta o peso das tecnologias NVIDIA na hora de escolher uma GPU.Qual GeForce RTX escolher pensando nessas tecnologias?
Não recomendamos comprar uma placa apenas porque existe a promessa de uma tecnologia futura. Primeiro escolha uma GPU que entregue o desempenho necessário para os jogos que você pretende utilizar hoje. Depois considere DLSS e os demais recursos como parte do valor oferecido pelo produto. Dentro da linha atual da NVIDIA, podemos separar algumas categorias interessantes:- GeForce RTX 5050: alternativa de entrada para quem pretende jogar principalmente em Full HD e quer acesso ao ecossistema atual da NVIDIA gastando menos.
- GeForce RTX 5060: opção mais equilibrada para Full HD quando queremos mais margem de desempenho.
- GeForce RTX 5060 Ti: interessante para quem busca uma GPU intermediária mais forte, principalmente quando encontrada em uma configuração adequada de memória.
- GeForce RTX 5070: começa a fazer mais sentido para quem pretende jogar em resoluções maiores e utilizar recursos gráficos mais pesados.
- GeForce RTX 5070 Ti ou superiores: opções para computadores de alto desempenho, nos quais ray tracing, resoluções elevadas e tecnologias de renderização neural passam a ter ainda mais espaço.
Vale a pena comprar uma GeForce pensando no DLSS 5?
Consideramos o DLSS 5 um argumento a favor das GeForce, mas ainda não um motivo isolado para comprar uma placa. A tecnologia ainda está no início. Precisamos conhecer a compatibilidade definitiva, observar o desempenho da implementação final, descobrir quantos jogos realmente receberão suporte e principalmente avaliar se os desenvolvedores conseguirão utilizar a renderização neural sem descaracterizar a direção artística original. Existe também uma diferença enorme entre uma demonstração tecnológica impressionante e uma tecnologia utilizada diariamente por milhões de jogadores. Mas ignorar o DLSS 5 na escolha de uma placa também seria um erro. As GPUs estão deixando de ser avaliadas apenas pela quantidade de força bruta disponível para renderizar cada quadro. Reconstrução de imagem, geração de frames, ray tracing e agora renderização neural fazem cada vez mais parte do desempenho e da experiência final.Nossa opinião
O DLSS 5 é uma das tecnologias gráficas mais interessantes que vimos nos últimos anos justamente porque sua proposta vai além de simplesmente aumentar FPS. Os experimentos recentes com GTA V representam muito bem isso. Ver personagens, iluminação e ambientes de um jogo com mais de dez anos adquirirem uma aparência tão diferente mostra o tamanho do potencial da renderização neural. Forza Horizon 6 leva essa percepção para outro nível. Quando uma base gráfica extremamente moderna recebe iluminação e materiais ainda mais sofisticados, determinados momentos realmente começam a lembrar uma cena filmada. Ao mesmo tempo, os testes não oficiais também mostram os problemas: rostos podem ser modificados excessivamente, a identidade artística pode mudar e o impacto sobre o desempenho atualmente é grande. Por isso, ainda é cedo para declarar que estamos diante de uma revolução consolidada. Mas existe uma possibilidade bastante interessante surgindo. Se o DLSS 5 amadurecer, ganhar suporte amplo e conseguir entregar esse nível de transformação visual preservando a intenção dos desenvolvedores, a tecnologia poderá se tornar um dos maiores diferenciais das placas GeForce RTX. E quando pensamos em GTA 6 e nos jogos que serão desenvolvidos durante os próximos anos, fica ainda mais difícil não imaginar onde isso pode chegar. Hoje, continuamos escolhendo uma placa de vídeo principalmente pelo equilíbrio entre preço, desempenho, VRAM e os jogos que pretendemos rodar. Mas depois de observar o que a NVIDIA está fazendo com renderização neural, existe mais um item que começaremos a colocar nessa conta: não apenas quantos frames uma GPU consegue renderizar, mas até onde ela consegue transformar aquilo que estamos vendo na tela.GALAX Nvidia GeForce RTX 5060
O que é o NVIDIA DLSS 5?
O DLSS começou sua história principalmente como uma tecnologia de reconstrução de imagem. A ideia básica era permitir que a placa de vídeo renderizasse o jogo utilizando uma resolução interna menor e reconstruísse a imagem final com inteligência artificial. Ao longo das gerações, a NVIDIA adicionou recursos como Frame Generation, Multi Frame Generation e modelos de IA cada vez mais sofisticados. O DLSS 5 dá outro passo. A NVIDIA apresentou a tecnologia durante a GTC 2026 como um novo modelo de renderização neural em tempo real capaz de trabalhar diretamente com iluminação e materiais para aumentar o realismo das cenas. Na prática, não estamos falando apenas de deixar uma imagem que já existe mais nítida. O sistema consegue interpretar informações da própria cena e utilizar inteligência artificial para modificar a maneira como determinados elementos são apresentados. Isso inclui características como:- iluminação indireta;
- sombras de contato;
- aparência da pele;
- cabelos;
- tecidos;
- reflexos;
- rugosidade dos materiais;
- pequenos detalhes de objetos e superfícies.
O DLSS 5 não é simplesmente um novo upscaling
Essa talvez seja a diferença mais importante para entender a tecnologia. Quando ativamos uma tecnologia tradicional de upscaling, esperamos principalmente uma alteração na qualidade e definição da imagem. Com o DLSS 5, determinadas cenas podem efetivamente adquirir outra aparência. A iluminação pode parecer mais natural. A pele de um personagem pode apresentar mais profundidade. Tecidos podem reagir de maneira diferente à luz. Cabelos, olhos e pequenos detalhes podem adquirir características que não estavam sendo representadas daquela maneira pela renderização tradicional. É por isso que algumas comparações do DLSS 5 chamam tanta atenção mesmo quando observadas rapidamente. Não estamos procurando pequenas diferenças em uma imagem ampliada em 400%. Em determinados casos, a mudança é evidente.GTA V com DLSS 5 mostra o potencial da tecnologia
Um dos exemplos que mais chamou nossa atenção foi GTA V. Estamos falando de um jogo lançado originalmente há mais de uma década e que, apesar das diversas atualizações e melhorias recebidas ao longo dos anos, inevitavelmente carrega elementos visuais de outra geração. É justamente por isso que os experimentos com DLSS 5 são tão interessantes. Em implementações experimentais que começaram a circular, podemos observar mudanças significativas principalmente na iluminação, nos materiais e na aparência dos personagens. Rostos recebem mais detalhes de iluminação e sombreamento. A pele ganha uma aparência diferente. Roupas reagem melhor à iluminação e determinados ambientes passam a apresentar uma sensação muito mais próxima de uma fotografia ou produção cinematográfica. Em alguns momentos, é difícil acreditar que a base continua sendo GTA V. E isso demonstra uma característica potencialmente revolucionária do DLSS 5: a inteligência artificial pode ajudar jogos antigos a envelhecerem de uma maneira completamente diferente. Não significa que qualquer jogo antigo automaticamente passará a parecer um lançamento de última geração. A qualidade dos modelos, animações, geometria, texturas e direção artística original continua sendo extremamente importante. Mas GTA V é uma demonstração interessante de quanto a apresentação visual pode mudar sem reconstruir o jogo inteiro do zero.Mas existe um detalhe importante: GTA V não possui suporte oficial ao DLSS 5
Aqui precisamos separar demonstração tecnológica de implementação oficial. Os testes recentes que circulam com GTA V, Cyberpunk 2077, Skyrim, Control e diversos outros jogos foram realizados através de métodos não oficiais. Uma biblioteca relacionada à renderização neural do DLSS 5 apareceu antecipadamente nos arquivos de NBA 2K27 e rapidamente começou a ser utilizada pela comunidade de modders. Ferramentas como RenoDX passaram então a permitir experimentos com a tecnologia em jogos que não foram preparados oficialmente para ela. Portanto, os resultados atuais não representam necessariamente aquilo que veremos quando desenvolvedores implementarem o DLSS 5 diretamente em seus jogos. Existem problemas de desempenho, inconsistências visuais e situações em que a inteligência artificial modifica excessivamente a aparência original dos personagens. Isso precisa ficar muito claro antes de utilizarmos esses testes para julgar definitivamente a tecnologia.DLSS 5 pode deixar os personagens mais realistas, mas existe uma discussão importante
Existe outro lado dessa evolução que não podemos ignorar. Se a inteligência artificial consegue interpretar pele, cabelo, iluminação e materiais, até onde ela pode alterar aquilo que o artista originalmente criou? Alguns dos primeiros exemplos do DLSS 5 impressionaram justamente pelo realismo dos personagens. Outros receberam críticas porque determinados rostos pareciam diferentes demais da criação original. Essa discussão é importante. Um personagem não precisa necessariamente parecer uma pessoa real para possuir bons gráficos. Jogos também possuem estilos artísticos próprios, e transformar indiscriminadamente tudo em algo fotorrealista poderia prejudicar justamente essa identidade. A NVIDIA afirma que os desenvolvedores terão controle sobre a aplicação e intensidade desses recursos. Isso provavelmente será fundamental para o sucesso do DLSS 5. A melhor utilização da tecnologia talvez não seja transformar todos os jogos em filmes, mas permitir que cada desenvolvedor escolha onde a renderização neural realmente melhora sua direção artística.Forza Horizon 6 mostra como essa ideia pode funcionar muito bem
Jogos de corrida são um cenário particularmente interessante para tecnologias que trabalham com iluminação e materiais. Carrocerias, vidros, asfalto, vegetação, água, céu e reflexos possuem características que se beneficiam enormemente de uma iluminação mais realista. Forza Horizon 6 já é um jogo visualmente impressionante, mas experimentos recentes utilizando a implementação não oficial do DLSS 5 mostram um resultado que, em determinadas cenas, se aproxima ainda mais de uma filmagem. É aquele tipo de imagem em que precisamos observar por alguns segundos para perceber que estamos olhando para um jogo. Novamente, isso não significa suporte oficial ao DLSS 5. Forza Horizon 6 foi anunciado oficialmente com suporte ao DLSS 4 e ray tracing. Os experimentos com DLSS 5 que estão circulando atualmente são modificações realizadas pela comunidade. Mesmo assim, eles ajudam a demonstrar o potencial que a renderização neural pode ter em futuros jogos de corrida.E como seria GTA 6 utilizando DLSS 5?
Aqui entramos deliberadamente no campo da imaginação. Não estamos afirmando que GTA 6 terá DLSS 5, muito menos utilizando os experimentos atuais como confirmação de qualquer recurso futuro da Rockstar. Mas é difícil observar o que está acontecendo com GTA V sem imaginar o que uma implementação bem desenvolvida dessa tecnologia poderia fazer em GTA 6. GTA V possui uma base tecnológica criada há mais de uma década e, mesmo assim, alguns experimentos de renderização neural conseguem modificar profundamente sua apresentação. Agora imagine essa mesma ideia aplicada a uma cidade criada desde o início com uma quantidade muito maior de detalhes. Vice City poderia ser um cenário praticamente perfeito para esse tipo de tecnologia. Luzes de estabelecimentos refletindo nas ruas molhadas durante a noite, iluminação atravessando janelas, praias sob diferentes condições climáticas, interiores, veículos, vegetação tropical e milhares de materiais diferentes poderiam se beneficiar de uma reconstrução de iluminação mais sofisticada. Mas talvez a mudança mais impressionante estivesse justamente nas pessoas. GTA 6 apresenta uma quantidade enorme de personagens circulando pelas cidades e ambientes. Pele, cabelos, roupas, suor, reflexos e iluminação natural são justamente alguns dos elementos nos quais a renderização neural promete atuar. Se GTA V com mais de dez anos já consegue produzir resultados curiosamente realistas em experimentos não oficiais, imaginar uma tecnologia semelhante trabalhando sobre a base gráfica muito mais avançada de GTA 6 é fascinante. Talvez ainda estejamos alguns anos distantes de jogos serem constantemente confundidos com filmes. Mas essa distância parece estar diminuindo rapidamente.Existe um preço para toda essa qualidade gráfica
Até aqui falamos bastante sobre qualidade visual, mas precisamos falar de desempenho. Os primeiros experimentos mostram que o DLSS 5 pode ser extremamente pesado. Testes não oficiais realizados com a biblioteca atual apresentaram quedas expressivas na taxa de quadros. Isso não deveria ser utilizado para determinar o desempenho da versão final. Estamos falando de uma implementação antecipada, incompleta e sendo utilizada inclusive em jogos que nunca foram preparados para ela. Por outro lado, esses resultados deixam claro que renderização neural dessa complexidade não acontece gratuitamente. Será interessante observar como a NVIDIA equilibrará qualidade de imagem, consumo de VRAM e desempenho quando o DLSS 5 estiver efetivamente disponível em jogos comerciais.E as GeForce RTX 40?
Outro desenvolvimento recente tornou a situação ainda mais interessante. Inicialmente, tudo indicava que a implementação atual estava fortemente associada à arquitetura Blackwell das GeForce RTX 50. Entretanto, modders conseguiram modificar a biblioteca experimental para executá-la também em placas Ada Lovelace. Já existem demonstrações utilizando modelos como RTX 4080 e RTX 4090. Isso não significa que a NVIDIA tenha confirmado suporte oficial do DLSS 5 para toda a linha RTX 40. Também existe uma perda considerável de desempenho nos experimentos atuais. Porém, tecnicamente, descobrir que a renderização neural consegue funcionar em GPUs da geração anterior abre uma discussão interessante sobre até onde a compatibilidade poderá chegar. Por enquanto, recomendamos não comprar uma RTX 40 especificamente esperando suporte oficial ao DLSS 5. Essa decisão deve ser tomada considerando aquilo que a placa oferece oficialmente hoje.DLSS 5 torna as placas NVIDIA mais interessantes em 2026?
Quando recomendamos uma placa de vídeo, não devemos analisar apenas FPS. Preço, quantidade de VRAM, consumo, desempenho em rasterização e ray tracing continuam extremamente importantes. AMD e NVIDIA possuem modelos muito competitivos dependendo da faixa de preço. Porém, existe uma característica que vem ganhando cada vez mais importância: o ecossistema de tecnologias disponível junto com a GPU. A NVIDIA construiu ao longo dos últimos anos um conjunto bastante completo de recursos envolvendo DLSS Super Resolution, Frame Generation, Multi Frame Generation, Ray Reconstruction, Reflex e outras tecnologias. O DLSS 5 adiciona mais uma variável nessa escolha. Se a renderização neural realmente evoluir para aquilo que estamos observando nas primeiras demonstrações, possuir uma GeForce RTX compatível poderá representar não apenas mais FPS, mas também acesso a uma forma diferente de renderizar os próprios jogos. Isso aumenta o peso das tecnologias NVIDIA na hora de escolher uma GPU.Qual GeForce RTX escolher pensando nessas tecnologias?
Não recomendamos comprar uma placa apenas porque existe a promessa de uma tecnologia futura. Primeiro escolha uma GPU que entregue o desempenho necessário para os jogos que você pretende utilizar hoje. Depois considere DLSS e os demais recursos como parte do valor oferecido pelo produto. Dentro da linha atual da NVIDIA, podemos separar algumas categorias interessantes:- GeForce RTX 5050: alternativa de entrada para quem pretende jogar principalmente em Full HD e quer acesso ao ecossistema atual da NVIDIA gastando menos.
- GeForce RTX 5060: opção mais equilibrada para Full HD quando queremos mais margem de desempenho.
- GeForce RTX 5060 Ti: interessante para quem busca uma GPU intermediária mais forte, principalmente quando encontrada em uma configuração adequada de memória.
- GeForce RTX 5070: começa a fazer mais sentido para quem pretende jogar em resoluções maiores e utilizar recursos gráficos mais pesados.
- GeForce RTX 5070 Ti ou superiores: opções para computadores de alto desempenho, nos quais ray tracing, resoluções elevadas e tecnologias de renderização neural passam a ter ainda mais espaço.
Vale a pena comprar uma GeForce pensando no DLSS 5?
Consideramos o DLSS 5 um argumento a favor das GeForce, mas ainda não um motivo isolado para comprar uma placa. A tecnologia ainda está no início. Precisamos conhecer a compatibilidade definitiva, observar o desempenho da implementação final, descobrir quantos jogos realmente receberão suporte e principalmente avaliar se os desenvolvedores conseguirão utilizar a renderização neural sem descaracterizar a direção artística original. Existe também uma diferença enorme entre uma demonstração tecnológica impressionante e uma tecnologia utilizada diariamente por milhões de jogadores. Mas ignorar o DLSS 5 na escolha de uma placa também seria um erro. As GPUs estão deixando de ser avaliadas apenas pela quantidade de força bruta disponível para renderizar cada quadro. Reconstrução de imagem, geração de frames, ray tracing e agora renderização neural fazem cada vez mais parte do desempenho e da experiência final.Nossa opinião
O DLSS 5 é uma das tecnologias gráficas mais interessantes que vimos nos últimos anos justamente porque sua proposta vai além de simplesmente aumentar FPS. Os experimentos recentes com GTA V representam muito bem isso. Ver personagens, iluminação e ambientes de um jogo com mais de dez anos adquirirem uma aparência tão diferente mostra o tamanho do potencial da renderização neural. Forza Horizon 6 leva essa percepção para outro nível. Quando uma base gráfica extremamente moderna recebe iluminação e materiais ainda mais sofisticados, determinados momentos realmente começam a lembrar uma cena filmada. Ao mesmo tempo, os testes não oficiais também mostram os problemas: rostos podem ser modificados excessivamente, a identidade artística pode mudar e o impacto sobre o desempenho atualmente é grande. Por isso, ainda é cedo para declarar que estamos diante de uma revolução consolidada. Mas existe uma possibilidade bastante interessante surgindo. Se o DLSS 5 amadurecer, ganhar suporte amplo e conseguir entregar esse nível de transformação visual preservando a intenção dos desenvolvedores, a tecnologia poderá se tornar um dos maiores diferenciais das placas GeForce RTX. E quando pensamos em GTA 6 e nos jogos que serão desenvolvidos durante os próximos anos, fica ainda mais difícil não imaginar onde isso pode chegar. Hoje, continuamos escolhendo uma placa de vídeo principalmente pelo equilíbrio entre preço, desempenho, VRAM e os jogos que pretendemos rodar. Mas depois de observar o que a NVIDIA está fazendo com renderização neural, existe mais um item que começaremos a colocar nessa conta: não apenas quantos frames uma GPU consegue renderizar, mas até onde ela consegue transformar aquilo que estamos vendo na tela.MSI GeForce RTX 5060
O que é o NVIDIA DLSS 5?
O DLSS começou sua história principalmente como uma tecnologia de reconstrução de imagem. A ideia básica era permitir que a placa de vídeo renderizasse o jogo utilizando uma resolução interna menor e reconstruísse a imagem final com inteligência artificial. Ao longo das gerações, a NVIDIA adicionou recursos como Frame Generation, Multi Frame Generation e modelos de IA cada vez mais sofisticados. O DLSS 5 dá outro passo. A NVIDIA apresentou a tecnologia durante a GTC 2026 como um novo modelo de renderização neural em tempo real capaz de trabalhar diretamente com iluminação e materiais para aumentar o realismo das cenas. Na prática, não estamos falando apenas de deixar uma imagem que já existe mais nítida. O sistema consegue interpretar informações da própria cena e utilizar inteligência artificial para modificar a maneira como determinados elementos são apresentados. Isso inclui características como:- iluminação indireta;
- sombras de contato;
- aparência da pele;
- cabelos;
- tecidos;
- reflexos;
- rugosidade dos materiais;
- pequenos detalhes de objetos e superfícies.
O DLSS 5 não é simplesmente um novo upscaling
Essa talvez seja a diferença mais importante para entender a tecnologia. Quando ativamos uma tecnologia tradicional de upscaling, esperamos principalmente uma alteração na qualidade e definição da imagem. Com o DLSS 5, determinadas cenas podem efetivamente adquirir outra aparência. A iluminação pode parecer mais natural. A pele de um personagem pode apresentar mais profundidade. Tecidos podem reagir de maneira diferente à luz. Cabelos, olhos e pequenos detalhes podem adquirir características que não estavam sendo representadas daquela maneira pela renderização tradicional. É por isso que algumas comparações do DLSS 5 chamam tanta atenção mesmo quando observadas rapidamente. Não estamos procurando pequenas diferenças em uma imagem ampliada em 400%. Em determinados casos, a mudança é evidente.GTA V com DLSS 5 mostra o potencial da tecnologia
Um dos exemplos que mais chamou nossa atenção foi GTA V. Estamos falando de um jogo lançado originalmente há mais de uma década e que, apesar das diversas atualizações e melhorias recebidas ao longo dos anos, inevitavelmente carrega elementos visuais de outra geração. É justamente por isso que os experimentos com DLSS 5 são tão interessantes. Em implementações experimentais que começaram a circular, podemos observar mudanças significativas principalmente na iluminação, nos materiais e na aparência dos personagens. Rostos recebem mais detalhes de iluminação e sombreamento. A pele ganha uma aparência diferente. Roupas reagem melhor à iluminação e determinados ambientes passam a apresentar uma sensação muito mais próxima de uma fotografia ou produção cinematográfica. Em alguns momentos, é difícil acreditar que a base continua sendo GTA V. E isso demonstra uma característica potencialmente revolucionária do DLSS 5: a inteligência artificial pode ajudar jogos antigos a envelhecerem de uma maneira completamente diferente. Não significa que qualquer jogo antigo automaticamente passará a parecer um lançamento de última geração. A qualidade dos modelos, animações, geometria, texturas e direção artística original continua sendo extremamente importante. Mas GTA V é uma demonstração interessante de quanto a apresentação visual pode mudar sem reconstruir o jogo inteiro do zero.Mas existe um detalhe importante: GTA V não possui suporte oficial ao DLSS 5
Aqui precisamos separar demonstração tecnológica de implementação oficial. Os testes recentes que circulam com GTA V, Cyberpunk 2077, Skyrim, Control e diversos outros jogos foram realizados através de métodos não oficiais. Uma biblioteca relacionada à renderização neural do DLSS 5 apareceu antecipadamente nos arquivos de NBA 2K27 e rapidamente começou a ser utilizada pela comunidade de modders. Ferramentas como RenoDX passaram então a permitir experimentos com a tecnologia em jogos que não foram preparados oficialmente para ela. Portanto, os resultados atuais não representam necessariamente aquilo que veremos quando desenvolvedores implementarem o DLSS 5 diretamente em seus jogos. Existem problemas de desempenho, inconsistências visuais e situações em que a inteligência artificial modifica excessivamente a aparência original dos personagens. Isso precisa ficar muito claro antes de utilizarmos esses testes para julgar definitivamente a tecnologia.DLSS 5 pode deixar os personagens mais realistas, mas existe uma discussão importante
Existe outro lado dessa evolução que não podemos ignorar. Se a inteligência artificial consegue interpretar pele, cabelo, iluminação e materiais, até onde ela pode alterar aquilo que o artista originalmente criou? Alguns dos primeiros exemplos do DLSS 5 impressionaram justamente pelo realismo dos personagens. Outros receberam críticas porque determinados rostos pareciam diferentes demais da criação original. Essa discussão é importante. Um personagem não precisa necessariamente parecer uma pessoa real para possuir bons gráficos. Jogos também possuem estilos artísticos próprios, e transformar indiscriminadamente tudo em algo fotorrealista poderia prejudicar justamente essa identidade. A NVIDIA afirma que os desenvolvedores terão controle sobre a aplicação e intensidade desses recursos. Isso provavelmente será fundamental para o sucesso do DLSS 5. A melhor utilização da tecnologia talvez não seja transformar todos os jogos em filmes, mas permitir que cada desenvolvedor escolha onde a renderização neural realmente melhora sua direção artística.Forza Horizon 6 mostra como essa ideia pode funcionar muito bem
Jogos de corrida são um cenário particularmente interessante para tecnologias que trabalham com iluminação e materiais. Carrocerias, vidros, asfalto, vegetação, água, céu e reflexos possuem características que se beneficiam enormemente de uma iluminação mais realista. Forza Horizon 6 já é um jogo visualmente impressionante, mas experimentos recentes utilizando a implementação não oficial do DLSS 5 mostram um resultado que, em determinadas cenas, se aproxima ainda mais de uma filmagem. É aquele tipo de imagem em que precisamos observar por alguns segundos para perceber que estamos olhando para um jogo. Novamente, isso não significa suporte oficial ao DLSS 5. Forza Horizon 6 foi anunciado oficialmente com suporte ao DLSS 4 e ray tracing. Os experimentos com DLSS 5 que estão circulando atualmente são modificações realizadas pela comunidade. Mesmo assim, eles ajudam a demonstrar o potencial que a renderização neural pode ter em futuros jogos de corrida.E como seria GTA 6 utilizando DLSS 5?
Aqui entramos deliberadamente no campo da imaginação. Não estamos afirmando que GTA 6 terá DLSS 5, muito menos utilizando os experimentos atuais como confirmação de qualquer recurso futuro da Rockstar. Mas é difícil observar o que está acontecendo com GTA V sem imaginar o que uma implementação bem desenvolvida dessa tecnologia poderia fazer em GTA 6. GTA V possui uma base tecnológica criada há mais de uma década e, mesmo assim, alguns experimentos de renderização neural conseguem modificar profundamente sua apresentação. Agora imagine essa mesma ideia aplicada a uma cidade criada desde o início com uma quantidade muito maior de detalhes. Vice City poderia ser um cenário praticamente perfeito para esse tipo de tecnologia. Luzes de estabelecimentos refletindo nas ruas molhadas durante a noite, iluminação atravessando janelas, praias sob diferentes condições climáticas, interiores, veículos, vegetação tropical e milhares de materiais diferentes poderiam se beneficiar de uma reconstrução de iluminação mais sofisticada. Mas talvez a mudança mais impressionante estivesse justamente nas pessoas. GTA 6 apresenta uma quantidade enorme de personagens circulando pelas cidades e ambientes. Pele, cabelos, roupas, suor, reflexos e iluminação natural são justamente alguns dos elementos nos quais a renderização neural promete atuar. Se GTA V com mais de dez anos já consegue produzir resultados curiosamente realistas em experimentos não oficiais, imaginar uma tecnologia semelhante trabalhando sobre a base gráfica muito mais avançada de GTA 6 é fascinante. Talvez ainda estejamos alguns anos distantes de jogos serem constantemente confundidos com filmes. Mas essa distância parece estar diminuindo rapidamente.Existe um preço para toda essa qualidade gráfica
Até aqui falamos bastante sobre qualidade visual, mas precisamos falar de desempenho. Os primeiros experimentos mostram que o DLSS 5 pode ser extremamente pesado. Testes não oficiais realizados com a biblioteca atual apresentaram quedas expressivas na taxa de quadros. Isso não deveria ser utilizado para determinar o desempenho da versão final. Estamos falando de uma implementação antecipada, incompleta e sendo utilizada inclusive em jogos que nunca foram preparados para ela. Por outro lado, esses resultados deixam claro que renderização neural dessa complexidade não acontece gratuitamente. Será interessante observar como a NVIDIA equilibrará qualidade de imagem, consumo de VRAM e desempenho quando o DLSS 5 estiver efetivamente disponível em jogos comerciais.E as GeForce RTX 40?
Outro desenvolvimento recente tornou a situação ainda mais interessante. Inicialmente, tudo indicava que a implementação atual estava fortemente associada à arquitetura Blackwell das GeForce RTX 50. Entretanto, modders conseguiram modificar a biblioteca experimental para executá-la também em placas Ada Lovelace. Já existem demonstrações utilizando modelos como RTX 4080 e RTX 4090. Isso não significa que a NVIDIA tenha confirmado suporte oficial do DLSS 5 para toda a linha RTX 40. Também existe uma perda considerável de desempenho nos experimentos atuais. Porém, tecnicamente, descobrir que a renderização neural consegue funcionar em GPUs da geração anterior abre uma discussão interessante sobre até onde a compatibilidade poderá chegar. Por enquanto, recomendamos não comprar uma RTX 40 especificamente esperando suporte oficial ao DLSS 5. Essa decisão deve ser tomada considerando aquilo que a placa oferece oficialmente hoje.DLSS 5 torna as placas NVIDIA mais interessantes em 2026?
Quando recomendamos uma placa de vídeo, não devemos analisar apenas FPS. Preço, quantidade de VRAM, consumo, desempenho em rasterização e ray tracing continuam extremamente importantes. AMD e NVIDIA possuem modelos muito competitivos dependendo da faixa de preço. Porém, existe uma característica que vem ganhando cada vez mais importância: o ecossistema de tecnologias disponível junto com a GPU. A NVIDIA construiu ao longo dos últimos anos um conjunto bastante completo de recursos envolvendo DLSS Super Resolution, Frame Generation, Multi Frame Generation, Ray Reconstruction, Reflex e outras tecnologias. O DLSS 5 adiciona mais uma variável nessa escolha. Se a renderização neural realmente evoluir para aquilo que estamos observando nas primeiras demonstrações, possuir uma GeForce RTX compatível poderá representar não apenas mais FPS, mas também acesso a uma forma diferente de renderizar os próprios jogos. Isso aumenta o peso das tecnologias NVIDIA na hora de escolher uma GPU.Qual GeForce RTX escolher pensando nessas tecnologias?
Não recomendamos comprar uma placa apenas porque existe a promessa de uma tecnologia futura. Primeiro escolha uma GPU que entregue o desempenho necessário para os jogos que você pretende utilizar hoje. Depois considere DLSS e os demais recursos como parte do valor oferecido pelo produto. Dentro da linha atual da NVIDIA, podemos separar algumas categorias interessantes:- GeForce RTX 5050: alternativa de entrada para quem pretende jogar principalmente em Full HD e quer acesso ao ecossistema atual da NVIDIA gastando menos.
- GeForce RTX 5060: opção mais equilibrada para Full HD quando queremos mais margem de desempenho.
- GeForce RTX 5060 Ti: interessante para quem busca uma GPU intermediária mais forte, principalmente quando encontrada em uma configuração adequada de memória.
- GeForce RTX 5070: começa a fazer mais sentido para quem pretende jogar em resoluções maiores e utilizar recursos gráficos mais pesados.
- GeForce RTX 5070 Ti ou superiores: opções para computadores de alto desempenho, nos quais ray tracing, resoluções elevadas e tecnologias de renderização neural passam a ter ainda mais espaço.
Vale a pena comprar uma GeForce pensando no DLSS 5?
Consideramos o DLSS 5 um argumento a favor das GeForce, mas ainda não um motivo isolado para comprar uma placa. A tecnologia ainda está no início. Precisamos conhecer a compatibilidade definitiva, observar o desempenho da implementação final, descobrir quantos jogos realmente receberão suporte e principalmente avaliar se os desenvolvedores conseguirão utilizar a renderização neural sem descaracterizar a direção artística original. Existe também uma diferença enorme entre uma demonstração tecnológica impressionante e uma tecnologia utilizada diariamente por milhões de jogadores. Mas ignorar o DLSS 5 na escolha de uma placa também seria um erro. As GPUs estão deixando de ser avaliadas apenas pela quantidade de força bruta disponível para renderizar cada quadro. Reconstrução de imagem, geração de frames, ray tracing e agora renderização neural fazem cada vez mais parte do desempenho e da experiência final.Nossa opinião
O DLSS 5 é uma das tecnologias gráficas mais interessantes que vimos nos últimos anos justamente porque sua proposta vai além de simplesmente aumentar FPS. Os experimentos recentes com GTA V representam muito bem isso. Ver personagens, iluminação e ambientes de um jogo com mais de dez anos adquirirem uma aparência tão diferente mostra o tamanho do potencial da renderização neural. Forza Horizon 6 leva essa percepção para outro nível. Quando uma base gráfica extremamente moderna recebe iluminação e materiais ainda mais sofisticados, determinados momentos realmente começam a lembrar uma cena filmada. Ao mesmo tempo, os testes não oficiais também mostram os problemas: rostos podem ser modificados excessivamente, a identidade artística pode mudar e o impacto sobre o desempenho atualmente é grande. Por isso, ainda é cedo para declarar que estamos diante de uma revolução consolidada. Mas existe uma possibilidade bastante interessante surgindo. Se o DLSS 5 amadurecer, ganhar suporte amplo e conseguir entregar esse nível de transformação visual preservando a intenção dos desenvolvedores, a tecnologia poderá se tornar um dos maiores diferenciais das placas GeForce RTX. E quando pensamos em GTA 6 e nos jogos que serão desenvolvidos durante os próximos anos, fica ainda mais difícil não imaginar onde isso pode chegar. Hoje, continuamos escolhendo uma placa de vídeo principalmente pelo equilíbrio entre preço, desempenho, VRAM e os jogos que pretendemos rodar. Mas depois de observar o que a NVIDIA está fazendo com renderização neural, existe mais um item que começaremos a colocar nessa conta: não apenas quantos frames uma GPU consegue renderizar, mas até onde ela consegue transformar aquilo que estamos vendo na tela.Placas de Vídeo - NVIDIA RTX série 50 com suporte para DLSS 5.0 - Custo Benefício em 2026
MSI Ventus 2x Nvidia Geforce RTX 5050
O que é o NVIDIA DLSS 5?
O DLSS começou sua história principalmente como uma tecnologia de reconstrução de imagem. A ideia básica era permitir que a placa de vídeo renderizasse o jogo utilizando uma resolução interna menor e reconstruísse a imagem final com inteligência artificial. Ao longo das gerações, a NVIDIA adicionou recursos como Frame Generation, Multi Frame Generation e modelos de IA cada vez mais sofisticados. O DLSS 5 dá outro passo. A NVIDIA apresentou a tecnologia durante a GTC 2026 como um novo modelo de renderização neural em tempo real capaz de trabalhar diretamente com iluminação e materiais para aumentar o realismo das cenas. Na prática, não estamos falando apenas de deixar uma imagem que já existe mais nítida. O sistema consegue interpretar informações da própria cena e utilizar inteligência artificial para modificar a maneira como determinados elementos são apresentados. Isso inclui características como:- iluminação indireta;
- sombras de contato;
- aparência da pele;
- cabelos;
- tecidos;
- reflexos;
- rugosidade dos materiais;
- pequenos detalhes de objetos e superfícies.
O DLSS 5 não é simplesmente um novo upscaling
Essa talvez seja a diferença mais importante para entender a tecnologia. Quando ativamos uma tecnologia tradicional de upscaling, esperamos principalmente uma alteração na qualidade e definição da imagem. Com o DLSS 5, determinadas cenas podem efetivamente adquirir outra aparência. A iluminação pode parecer mais natural. A pele de um personagem pode apresentar mais profundidade. Tecidos podem reagir de maneira diferente à luz. Cabelos, olhos e pequenos detalhes podem adquirir características que não estavam sendo representadas daquela maneira pela renderização tradicional. É por isso que algumas comparações do DLSS 5 chamam tanta atenção mesmo quando observadas rapidamente. Não estamos procurando pequenas diferenças em uma imagem ampliada em 400%. Em determinados casos, a mudança é evidente.GTA V com DLSS 5 mostra o potencial da tecnologia
Um dos exemplos que mais chamou nossa atenção foi GTA V. Estamos falando de um jogo lançado originalmente há mais de uma década e que, apesar das diversas atualizações e melhorias recebidas ao longo dos anos, inevitavelmente carrega elementos visuais de outra geração. É justamente por isso que os experimentos com DLSS 5 são tão interessantes. Em implementações experimentais que começaram a circular, podemos observar mudanças significativas principalmente na iluminação, nos materiais e na aparência dos personagens. Rostos recebem mais detalhes de iluminação e sombreamento. A pele ganha uma aparência diferente. Roupas reagem melhor à iluminação e determinados ambientes passam a apresentar uma sensação muito mais próxima de uma fotografia ou produção cinematográfica. Em alguns momentos, é difícil acreditar que a base continua sendo GTA V. E isso demonstra uma característica potencialmente revolucionária do DLSS 5: a inteligência artificial pode ajudar jogos antigos a envelhecerem de uma maneira completamente diferente. Não significa que qualquer jogo antigo automaticamente passará a parecer um lançamento de última geração. A qualidade dos modelos, animações, geometria, texturas e direção artística original continua sendo extremamente importante. Mas GTA V é uma demonstração interessante de quanto a apresentação visual pode mudar sem reconstruir o jogo inteiro do zero.Mas existe um detalhe importante: GTA V não possui suporte oficial ao DLSS 5
Aqui precisamos separar demonstração tecnológica de implementação oficial. Os testes recentes que circulam com GTA V, Cyberpunk 2077, Skyrim, Control e diversos outros jogos foram realizados através de métodos não oficiais. Uma biblioteca relacionada à renderização neural do DLSS 5 apareceu antecipadamente nos arquivos de NBA 2K27 e rapidamente começou a ser utilizada pela comunidade de modders. Ferramentas como RenoDX passaram então a permitir experimentos com a tecnologia em jogos que não foram preparados oficialmente para ela. Portanto, os resultados atuais não representam necessariamente aquilo que veremos quando desenvolvedores implementarem o DLSS 5 diretamente em seus jogos. Existem problemas de desempenho, inconsistências visuais e situações em que a inteligência artificial modifica excessivamente a aparência original dos personagens. Isso precisa ficar muito claro antes de utilizarmos esses testes para julgar definitivamente a tecnologia.DLSS 5 pode deixar os personagens mais realistas, mas existe uma discussão importante
Existe outro lado dessa evolução que não podemos ignorar. Se a inteligência artificial consegue interpretar pele, cabelo, iluminação e materiais, até onde ela pode alterar aquilo que o artista originalmente criou? Alguns dos primeiros exemplos do DLSS 5 impressionaram justamente pelo realismo dos personagens. Outros receberam críticas porque determinados rostos pareciam diferentes demais da criação original. Essa discussão é importante. Um personagem não precisa necessariamente parecer uma pessoa real para possuir bons gráficos. Jogos também possuem estilos artísticos próprios, e transformar indiscriminadamente tudo em algo fotorrealista poderia prejudicar justamente essa identidade. A NVIDIA afirma que os desenvolvedores terão controle sobre a aplicação e intensidade desses recursos. Isso provavelmente será fundamental para o sucesso do DLSS 5. A melhor utilização da tecnologia talvez não seja transformar todos os jogos em filmes, mas permitir que cada desenvolvedor escolha onde a renderização neural realmente melhora sua direção artística.Forza Horizon 6 mostra como essa ideia pode funcionar muito bem
Jogos de corrida são um cenário particularmente interessante para tecnologias que trabalham com iluminação e materiais. Carrocerias, vidros, asfalto, vegetação, água, céu e reflexos possuem características que se beneficiam enormemente de uma iluminação mais realista. Forza Horizon 6 já é um jogo visualmente impressionante, mas experimentos recentes utilizando a implementação não oficial do DLSS 5 mostram um resultado que, em determinadas cenas, se aproxima ainda mais de uma filmagem. É aquele tipo de imagem em que precisamos observar por alguns segundos para perceber que estamos olhando para um jogo. Novamente, isso não significa suporte oficial ao DLSS 5. Forza Horizon 6 foi anunciado oficialmente com suporte ao DLSS 4 e ray tracing. Os experimentos com DLSS 5 que estão circulando atualmente são modificações realizadas pela comunidade. Mesmo assim, eles ajudam a demonstrar o potencial que a renderização neural pode ter em futuros jogos de corrida.E como seria GTA 6 utilizando DLSS 5?
Aqui entramos deliberadamente no campo da imaginação. Não estamos afirmando que GTA 6 terá DLSS 5, muito menos utilizando os experimentos atuais como confirmação de qualquer recurso futuro da Rockstar. Mas é difícil observar o que está acontecendo com GTA V sem imaginar o que uma implementação bem desenvolvida dessa tecnologia poderia fazer em GTA 6. GTA V possui uma base tecnológica criada há mais de uma década e, mesmo assim, alguns experimentos de renderização neural conseguem modificar profundamente sua apresentação. Agora imagine essa mesma ideia aplicada a uma cidade criada desde o início com uma quantidade muito maior de detalhes. Vice City poderia ser um cenário praticamente perfeito para esse tipo de tecnologia. Luzes de estabelecimentos refletindo nas ruas molhadas durante a noite, iluminação atravessando janelas, praias sob diferentes condições climáticas, interiores, veículos, vegetação tropical e milhares de materiais diferentes poderiam se beneficiar de uma reconstrução de iluminação mais sofisticada. Mas talvez a mudança mais impressionante estivesse justamente nas pessoas. GTA 6 apresenta uma quantidade enorme de personagens circulando pelas cidades e ambientes. Pele, cabelos, roupas, suor, reflexos e iluminação natural são justamente alguns dos elementos nos quais a renderização neural promete atuar. Se GTA V com mais de dez anos já consegue produzir resultados curiosamente realistas em experimentos não oficiais, imaginar uma tecnologia semelhante trabalhando sobre a base gráfica muito mais avançada de GTA 6 é fascinante. Talvez ainda estejamos alguns anos distantes de jogos serem constantemente confundidos com filmes. Mas essa distância parece estar diminuindo rapidamente.Existe um preço para toda essa qualidade gráfica
Até aqui falamos bastante sobre qualidade visual, mas precisamos falar de desempenho. Os primeiros experimentos mostram que o DLSS 5 pode ser extremamente pesado. Testes não oficiais realizados com a biblioteca atual apresentaram quedas expressivas na taxa de quadros. Isso não deveria ser utilizado para determinar o desempenho da versão final. Estamos falando de uma implementação antecipada, incompleta e sendo utilizada inclusive em jogos que nunca foram preparados para ela. Por outro lado, esses resultados deixam claro que renderização neural dessa complexidade não acontece gratuitamente. Será interessante observar como a NVIDIA equilibrará qualidade de imagem, consumo de VRAM e desempenho quando o DLSS 5 estiver efetivamente disponível em jogos comerciais.E as GeForce RTX 40?
Outro desenvolvimento recente tornou a situação ainda mais interessante. Inicialmente, tudo indicava que a implementação atual estava fortemente associada à arquitetura Blackwell das GeForce RTX 50. Entretanto, modders conseguiram modificar a biblioteca experimental para executá-la também em placas Ada Lovelace. Já existem demonstrações utilizando modelos como RTX 4080 e RTX 4090. Isso não significa que a NVIDIA tenha confirmado suporte oficial do DLSS 5 para toda a linha RTX 40. Também existe uma perda considerável de desempenho nos experimentos atuais. Porém, tecnicamente, descobrir que a renderização neural consegue funcionar em GPUs da geração anterior abre uma discussão interessante sobre até onde a compatibilidade poderá chegar. Por enquanto, recomendamos não comprar uma RTX 40 especificamente esperando suporte oficial ao DLSS 5. Essa decisão deve ser tomada considerando aquilo que a placa oferece oficialmente hoje.DLSS 5 torna as placas NVIDIA mais interessantes em 2026?
Quando recomendamos uma placa de vídeo, não devemos analisar apenas FPS. Preço, quantidade de VRAM, consumo, desempenho em rasterização e ray tracing continuam extremamente importantes. AMD e NVIDIA possuem modelos muito competitivos dependendo da faixa de preço. Porém, existe uma característica que vem ganhando cada vez mais importância: o ecossistema de tecnologias disponível junto com a GPU. A NVIDIA construiu ao longo dos últimos anos um conjunto bastante completo de recursos envolvendo DLSS Super Resolution, Frame Generation, Multi Frame Generation, Ray Reconstruction, Reflex e outras tecnologias. O DLSS 5 adiciona mais uma variável nessa escolha. Se a renderização neural realmente evoluir para aquilo que estamos observando nas primeiras demonstrações, possuir uma GeForce RTX compatível poderá representar não apenas mais FPS, mas também acesso a uma forma diferente de renderizar os próprios jogos. Isso aumenta o peso das tecnologias NVIDIA na hora de escolher uma GPU.Qual GeForce RTX escolher pensando nessas tecnologias?
Não recomendamos comprar uma placa apenas porque existe a promessa de uma tecnologia futura. Primeiro escolha uma GPU que entregue o desempenho necessário para os jogos que você pretende utilizar hoje. Depois considere DLSS e os demais recursos como parte do valor oferecido pelo produto. Dentro da linha atual da NVIDIA, podemos separar algumas categorias interessantes:- GeForce RTX 5050: alternativa de entrada para quem pretende jogar principalmente em Full HD e quer acesso ao ecossistema atual da NVIDIA gastando menos.
- GeForce RTX 5060: opção mais equilibrada para Full HD quando queremos mais margem de desempenho.
- GeForce RTX 5060 Ti: interessante para quem busca uma GPU intermediária mais forte, principalmente quando encontrada em uma configuração adequada de memória.
- GeForce RTX 5070: começa a fazer mais sentido para quem pretende jogar em resoluções maiores e utilizar recursos gráficos mais pesados.
- GeForce RTX 5070 Ti ou superiores: opções para computadores de alto desempenho, nos quais ray tracing, resoluções elevadas e tecnologias de renderização neural passam a ter ainda mais espaço.
Vale a pena comprar uma GeForce pensando no DLSS 5?
Consideramos o DLSS 5 um argumento a favor das GeForce, mas ainda não um motivo isolado para comprar uma placa. A tecnologia ainda está no início. Precisamos conhecer a compatibilidade definitiva, observar o desempenho da implementação final, descobrir quantos jogos realmente receberão suporte e principalmente avaliar se os desenvolvedores conseguirão utilizar a renderização neural sem descaracterizar a direção artística original. Existe também uma diferença enorme entre uma demonstração tecnológica impressionante e uma tecnologia utilizada diariamente por milhões de jogadores. Mas ignorar o DLSS 5 na escolha de uma placa também seria um erro. As GPUs estão deixando de ser avaliadas apenas pela quantidade de força bruta disponível para renderizar cada quadro. Reconstrução de imagem, geração de frames, ray tracing e agora renderização neural fazem cada vez mais parte do desempenho e da experiência final.Nossa opinião
O DLSS 5 é uma das tecnologias gráficas mais interessantes que vimos nos últimos anos justamente porque sua proposta vai além de simplesmente aumentar FPS. Os experimentos recentes com GTA V representam muito bem isso. Ver personagens, iluminação e ambientes de um jogo com mais de dez anos adquirirem uma aparência tão diferente mostra o tamanho do potencial da renderização neural. Forza Horizon 6 leva essa percepção para outro nível. Quando uma base gráfica extremamente moderna recebe iluminação e materiais ainda mais sofisticados, determinados momentos realmente começam a lembrar uma cena filmada. Ao mesmo tempo, os testes não oficiais também mostram os problemas: rostos podem ser modificados excessivamente, a identidade artística pode mudar e o impacto sobre o desempenho atualmente é grande. Por isso, ainda é cedo para declarar que estamos diante de uma revolução consolidada. Mas existe uma possibilidade bastante interessante surgindo. Se o DLSS 5 amadurecer, ganhar suporte amplo e conseguir entregar esse nível de transformação visual preservando a intenção dos desenvolvedores, a tecnologia poderá se tornar um dos maiores diferenciais das placas GeForce RTX. E quando pensamos em GTA 6 e nos jogos que serão desenvolvidos durante os próximos anos, fica ainda mais difícil não imaginar onde isso pode chegar. Hoje, continuamos escolhendo uma placa de vídeo principalmente pelo equilíbrio entre preço, desempenho, VRAM e os jogos que pretendemos rodar. Mas depois de observar o que a NVIDIA está fazendo com renderização neural, existe mais um item que começaremos a colocar nessa conta: não apenas quantos frames uma GPU consegue renderizar, mas até onde ela consegue transformar aquilo que estamos vendo na tela.Durante muitos anos, a evolução das placas de vídeo foi relativamente fácil de entender: uma nova geração chegava ao mercado, entregava mais desempenho e permitia aumentar resolução, qualidade das texturas, sombras e outros efeitos gráficos.
Ray tracing começou a mudar essa lógica. Depois vieram tecnologias de reconstrução de imagem e geração de quadros. Agora, com o DLSS 5, a NVIDIA está propondo uma mudança ainda maior.
Em vez de utilizar inteligência artificial principalmente para reconstruir uma imagem em maior resolução ou gerar novos frames, o DLSS 5 começa a interferir diretamente na aparência da cena, trabalhando iluminação, materiais, pele, cabelos e outros elementos para aproximar os gráficos de uma imagem fotorrealista.
E os primeiros resultados são, no mínimo, impressionantes.
Além das demonstrações oficiais, uma versão ainda inacabada da tecnologia acabou aparecendo antecipadamente e já está sendo utilizada por modders em jogos que oficialmente não possuem suporte ao DLSS 5.
Isso nos permitiu observar algo particularmente interessante: jogos que conhecemos há muitos anos podem ganhar uma aparência completamente diferente.
É justamente aqui que o DLSS 5 começa a se tornar importante também para quem está escolhendo uma placa de vídeo em 2026.
O que é o NVIDIA DLSS 5?
O DLSS começou sua história principalmente como uma tecnologia de reconstrução de imagem. A ideia básica era permitir que a placa de vídeo renderizasse o jogo utilizando uma resolução interna menor e reconstruísse a imagem final com inteligência artificial.
Ao longo das gerações, a NVIDIA adicionou recursos como Frame Generation, Multi Frame Generation e modelos de IA cada vez mais sofisticados.
O DLSS 5 dá outro passo.
A NVIDIA apresentou a tecnologia durante a GTC 2026 como um novo modelo de renderização neural em tempo real capaz de trabalhar diretamente com iluminação e materiais para aumentar o realismo das cenas.
Na prática, não estamos falando apenas de deixar uma imagem que já existe mais nítida.
O sistema consegue interpretar informações da própria cena e utilizar inteligência artificial para modificar a maneira como determinados elementos são apresentados.
Isso inclui características como:
- iluminação indireta;
- sombras de contato;
- aparência da pele;
- cabelos;
- tecidos;
- reflexos;
- rugosidade dos materiais;
- pequenos detalhes de objetos e superfícies.
É uma abordagem muito mais ambiciosa do que simplesmente aumentar a resolução da imagem.
O DLSS 5 não é simplesmente um novo upscaling
Essa talvez seja a diferença mais importante para entender a tecnologia.
Quando ativamos uma tecnologia tradicional de upscaling, esperamos principalmente uma alteração na qualidade e definição da imagem.
Com o DLSS 5, determinadas cenas podem efetivamente adquirir outra aparência.
A iluminação pode parecer mais natural. A pele de um personagem pode apresentar mais profundidade. Tecidos podem reagir de maneira diferente à luz. Cabelos, olhos e pequenos detalhes podem adquirir características que não estavam sendo representadas daquela maneira pela renderização tradicional.
É por isso que algumas comparações do DLSS 5 chamam tanta atenção mesmo quando observadas rapidamente.
Não estamos procurando pequenas diferenças em uma imagem ampliada em 400%.
Em determinados casos, a mudança é evidente.
GTA V com DLSS 5 mostra o potencial da tecnologia
Um dos exemplos que mais chamou nossa atenção foi GTA V.
Estamos falando de um jogo lançado originalmente há mais de uma década e que, apesar das diversas atualizações e melhorias recebidas ao longo dos anos, inevitavelmente carrega elementos visuais de outra geração.
É justamente por isso que os experimentos com DLSS 5 são tão interessantes.
Em implementações experimentais que começaram a circular, podemos observar mudanças significativas principalmente na iluminação, nos materiais e na aparência dos personagens.
Rostos recebem mais detalhes de iluminação e sombreamento. A pele ganha uma aparência diferente. Roupas reagem melhor à iluminação e determinados ambientes passam a apresentar uma sensação muito mais próxima de uma fotografia ou produção cinematográfica.
Em alguns momentos, é difícil acreditar que a base continua sendo GTA V.
E isso demonstra uma característica potencialmente revolucionária do DLSS 5: a inteligência artificial pode ajudar jogos antigos a envelhecerem de uma maneira completamente diferente.
Não significa que qualquer jogo antigo automaticamente passará a parecer um lançamento de última geração. A qualidade dos modelos, animações, geometria, texturas e direção artística original continua sendo extremamente importante.
Mas GTA V é uma demonstração interessante de quanto a apresentação visual pode mudar sem reconstruir o jogo inteiro do zero.
Mas existe um detalhe importante: GTA V não possui suporte oficial ao DLSS 5
Aqui precisamos separar demonstração tecnológica de implementação oficial.
Os testes recentes que circulam com GTA V, Cyberpunk 2077, Skyrim, Control e diversos outros jogos foram realizados através de métodos não oficiais.
Uma biblioteca relacionada à renderização neural do DLSS 5 apareceu antecipadamente nos arquivos de NBA 2K27 e rapidamente começou a ser utilizada pela comunidade de modders.
Ferramentas como RenoDX passaram então a permitir experimentos com a tecnologia em jogos que não foram preparados oficialmente para ela.
Portanto, os resultados atuais não representam necessariamente aquilo que veremos quando desenvolvedores implementarem o DLSS 5 diretamente em seus jogos.
Existem problemas de desempenho, inconsistências visuais e situações em que a inteligência artificial modifica excessivamente a aparência original dos personagens.
Isso precisa ficar muito claro antes de utilizarmos esses testes para julgar definitivamente a tecnologia.
DLSS 5 pode deixar os personagens mais realistas, mas existe uma discussão importante
Existe outro lado dessa evolução que não podemos ignorar.
Se a inteligência artificial consegue interpretar pele, cabelo, iluminação e materiais, até onde ela pode alterar aquilo que o artista originalmente criou?
Alguns dos primeiros exemplos do DLSS 5 impressionaram justamente pelo realismo dos personagens. Outros receberam críticas porque determinados rostos pareciam diferentes demais da criação original.
Essa discussão é importante.
Um personagem não precisa necessariamente parecer uma pessoa real para possuir bons gráficos. Jogos também possuem estilos artísticos próprios, e transformar indiscriminadamente tudo em algo fotorrealista poderia prejudicar justamente essa identidade.
A NVIDIA afirma que os desenvolvedores terão controle sobre a aplicação e intensidade desses recursos.
Isso provavelmente será fundamental para o sucesso do DLSS 5.
A melhor utilização da tecnologia talvez não seja transformar todos os jogos em filmes, mas permitir que cada desenvolvedor escolha onde a renderização neural realmente melhora sua direção artística.
Forza Horizon 6 mostra como essa ideia pode funcionar muito bem
Jogos de corrida são um cenário particularmente interessante para tecnologias que trabalham com iluminação e materiais.
Carrocerias, vidros, asfalto, vegetação, água, céu e reflexos possuem características que se beneficiam enormemente de uma iluminação mais realista.
Forza Horizon 6 já é um jogo visualmente impressionante, mas experimentos recentes utilizando a implementação não oficial do DLSS 5 mostram um resultado que, em determinadas cenas, se aproxima ainda mais de uma filmagem.
É aquele tipo de imagem em que precisamos observar por alguns segundos para perceber que estamos olhando para um jogo.
Novamente, isso não significa suporte oficial ao DLSS 5.
Forza Horizon 6 foi anunciado oficialmente com suporte ao DLSS 4 e ray tracing. Os experimentos com DLSS 5 que estão circulando atualmente são modificações realizadas pela comunidade.
Mesmo assim, eles ajudam a demonstrar o potencial que a renderização neural pode ter em futuros jogos de corrida.
E como seria GTA 6 utilizando DLSS 5?
Aqui entramos deliberadamente no campo da imaginação.
Não estamos afirmando que GTA 6 terá DLSS 5, muito menos utilizando os experimentos atuais como confirmação de qualquer recurso futuro da Rockstar.
Mas é difícil observar o que está acontecendo com GTA V sem imaginar o que uma implementação bem desenvolvida dessa tecnologia poderia fazer em GTA 6.
GTA V possui uma base tecnológica criada há mais de uma década e, mesmo assim, alguns experimentos de renderização neural conseguem modificar profundamente sua apresentação.
Agora imagine essa mesma ideia aplicada a uma cidade criada desde o início com uma quantidade muito maior de detalhes.
Vice City poderia ser um cenário praticamente perfeito para esse tipo de tecnologia.
Luzes de estabelecimentos refletindo nas ruas molhadas durante a noite, iluminação atravessando janelas, praias sob diferentes condições climáticas, interiores, veículos, vegetação tropical e milhares de materiais diferentes poderiam se beneficiar de uma reconstrução de iluminação mais sofisticada.
Mas talvez a mudança mais impressionante estivesse justamente nas pessoas.
GTA 6 apresenta uma quantidade enorme de personagens circulando pelas cidades e ambientes. Pele, cabelos, roupas, suor, reflexos e iluminação natural são justamente alguns dos elementos nos quais a renderização neural promete atuar.
Se GTA V com mais de dez anos já consegue produzir resultados curiosamente realistas em experimentos não oficiais, imaginar uma tecnologia semelhante trabalhando sobre a base gráfica muito mais avançada de GTA 6 é fascinante.
Talvez ainda estejamos alguns anos distantes de jogos serem constantemente confundidos com filmes.
Mas essa distância parece estar diminuindo rapidamente.
Existe um preço para toda essa qualidade gráfica
Até aqui falamos bastante sobre qualidade visual, mas precisamos falar de desempenho.
Os primeiros experimentos mostram que o DLSS 5 pode ser extremamente pesado.
Testes não oficiais realizados com a biblioteca atual apresentaram quedas expressivas na taxa de quadros.
Isso não deveria ser utilizado para determinar o desempenho da versão final.
Estamos falando de uma implementação antecipada, incompleta e sendo utilizada inclusive em jogos que nunca foram preparados para ela.
Por outro lado, esses resultados deixam claro que renderização neural dessa complexidade não acontece gratuitamente.
Será interessante observar como a NVIDIA equilibrará qualidade de imagem, consumo de VRAM e desempenho quando o DLSS 5 estiver efetivamente disponível em jogos comerciais.
E as GeForce RTX 40?
Outro desenvolvimento recente tornou a situação ainda mais interessante.
Inicialmente, tudo indicava que a implementação atual estava fortemente associada à arquitetura Blackwell das GeForce RTX 50.
Entretanto, modders conseguiram modificar a biblioteca experimental para executá-la também em placas Ada Lovelace.
Já existem demonstrações utilizando modelos como RTX 4080 e RTX 4090.
Isso não significa que a NVIDIA tenha confirmado suporte oficial do DLSS 5 para toda a linha RTX 40.
Também existe uma perda considerável de desempenho nos experimentos atuais.
Porém, tecnicamente, descobrir que a renderização neural consegue funcionar em GPUs da geração anterior abre uma discussão interessante sobre até onde a compatibilidade poderá chegar.
Por enquanto, recomendamos não comprar uma RTX 40 especificamente esperando suporte oficial ao DLSS 5.
Essa decisão deve ser tomada considerando aquilo que a placa oferece oficialmente hoje.
DLSS 5 torna as placas NVIDIA mais interessantes em 2026?
Quando recomendamos uma placa de vídeo, não devemos analisar apenas FPS.
Preço, quantidade de VRAM, consumo, desempenho em rasterização e ray tracing continuam extremamente importantes.
AMD e NVIDIA possuem modelos muito competitivos dependendo da faixa de preço.
Porém, existe uma característica que vem ganhando cada vez mais importância: o ecossistema de tecnologias disponível junto com a GPU.
A NVIDIA construiu ao longo dos últimos anos um conjunto bastante completo de recursos envolvendo DLSS Super Resolution, Frame Generation, Multi Frame Generation, Ray Reconstruction, Reflex e outras tecnologias.
O DLSS 5 adiciona mais uma variável nessa escolha.
Se a renderização neural realmente evoluir para aquilo que estamos observando nas primeiras demonstrações, possuir uma GeForce RTX compatível poderá representar não apenas mais FPS, mas também acesso a uma forma diferente de renderizar os próprios jogos.
Isso aumenta o peso das tecnologias NVIDIA na hora de escolher uma GPU.
Qual GeForce RTX escolher pensando nessas tecnologias?
Não recomendamos comprar uma placa apenas porque existe a promessa de uma tecnologia futura.
Primeiro escolha uma GPU que entregue o desempenho necessário para os jogos que você pretende utilizar hoje. Depois considere DLSS e os demais recursos como parte do valor oferecido pelo produto.
Dentro da linha atual da NVIDIA, podemos separar algumas categorias interessantes:
- GeForce RTX 5050: alternativa de entrada para quem pretende jogar principalmente em Full HD e quer acesso ao ecossistema atual da NVIDIA gastando menos.
- GeForce RTX 5060: opção mais equilibrada para Full HD quando queremos mais margem de desempenho.
- GeForce RTX 5060 Ti: interessante para quem busca uma GPU intermediária mais forte, principalmente quando encontrada em uma configuração adequada de memória.
- GeForce RTX 5070: começa a fazer mais sentido para quem pretende jogar em resoluções maiores e utilizar recursos gráficos mais pesados.
- GeForce RTX 5070 Ti ou superiores: opções para computadores de alto desempenho, nos quais ray tracing, resoluções elevadas e tecnologias de renderização neural passam a ter ainda mais espaço.
O preço continua sendo decisivo. Uma GeForce deixa de ser uma boa compra se existir outra placa entregando muito mais desempenho pelo mesmo investimento.
Mas, quando duas GPUs estão próximas em preço e desempenho, tecnologias como DLSS podem ser justamente o diferencial que decide nossa recomendação.
Vale a pena comprar uma GeForce pensando no DLSS 5?
Consideramos o DLSS 5 um argumento a favor das GeForce, mas ainda não um motivo isolado para comprar uma placa.
A tecnologia ainda está no início.
Precisamos conhecer a compatibilidade definitiva, observar o desempenho da implementação final, descobrir quantos jogos realmente receberão suporte e principalmente avaliar se os desenvolvedores conseguirão utilizar a renderização neural sem descaracterizar a direção artística original.
Existe também uma diferença enorme entre uma demonstração tecnológica impressionante e uma tecnologia utilizada diariamente por milhões de jogadores.
Mas ignorar o DLSS 5 na escolha de uma placa também seria um erro.
As GPUs estão deixando de ser avaliadas apenas pela quantidade de força bruta disponível para renderizar cada quadro. Reconstrução de imagem, geração de frames, ray tracing e agora renderização neural fazem cada vez mais parte do desempenho e da experiência final.
Nossa opinião
O DLSS 5 é uma das tecnologias gráficas mais interessantes que vimos nos últimos anos justamente porque sua proposta vai além de simplesmente aumentar FPS.
Os experimentos recentes com GTA V representam muito bem isso. Ver personagens, iluminação e ambientes de um jogo com mais de dez anos adquirirem uma aparência tão diferente mostra o tamanho do potencial da renderização neural.
Forza Horizon 6 leva essa percepção para outro nível. Quando uma base gráfica extremamente moderna recebe iluminação e materiais ainda mais sofisticados, determinados momentos realmente começam a lembrar uma cena filmada.
Ao mesmo tempo, os testes não oficiais também mostram os problemas: rostos podem ser modificados excessivamente, a identidade artística pode mudar e o impacto sobre o desempenho atualmente é grande.
Por isso, ainda é cedo para declarar que estamos diante de uma revolução consolidada.
Mas existe uma possibilidade bastante interessante surgindo.
Se o DLSS 5 amadurecer, ganhar suporte amplo e conseguir entregar esse nível de transformação visual preservando a intenção dos desenvolvedores, a tecnologia poderá se tornar um dos maiores diferenciais das placas GeForce RTX.
E quando pensamos em GTA 6 e nos jogos que serão desenvolvidos durante os próximos anos, fica ainda mais difícil não imaginar onde isso pode chegar.
Hoje, continuamos escolhendo uma placa de vídeo principalmente pelo equilíbrio entre preço, desempenho, VRAM e os jogos que pretendemos rodar.
Mas depois de observar o que a NVIDIA está fazendo com renderização neural, existe mais um item que começaremos a colocar nessa conta: não apenas quantos frames uma GPU consegue renderizar, mas até onde ela consegue transformar aquilo que estamos vendo na tela.
Publicado em: 30/08/2026 pela Equipe Técnica
Última atualização: 30/08/2026